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Tudo sobre sexualidade e diabetes na mulher

sexualidade

Embora a diabetes possa ser responsável por problemas sexuais nas mulheres, estes estão longe de ser irreversíveis. Dado que as causas parecem afetar mais a parte psicológica do que a metabólica, regressar à plena sexualidade requer primeiramente uma melhoria no bem-estar físico e mental [1,2,3,4,5,6,7].

Efeitos secundários da diabetes na sexualidade feminina 

Numerosos estudos revelam que as mulheres com diabetes se preocupam mais com o desenvolvimento de distúrbios sexuais face às mulheres sem diabetes [1,2,3,4,5,6]. Estima-se que quase um terço das mulheres com diabetes sentem este tipo de desconforto [1,3,4,5,6].

As causas parecem ser multifatoriais, com uma importante incidência na componente psicológica. A ansiedade e a depressão têm um papel especialmente importante na perturbação do desejo sexual feminino [1,2,3,4,5,6,7].

Além disso, o agravamento da disfunção sexual nas mulheres provoca:

  • alterações hormonais
  • risco acrescido de infeções do trato urinário 
  • efeitos neurotóxicos devido a hiperglicemia
  • secura da mucosa vaginal diretamente relacionada com a diabetes
  • algumas complicações também causam distúrbios vaginais [1,2,3,4,5,6,7].

 

Impacto da diabetes na vida sexual feminina

A neuropatia , um distúrbio neurológico que afeta muitas pessoas com diabetes, pode prejudicar a sensibilidade da mulher à estimulação genital. O início da angiopatia pode agravar esta situação, podendo conduzir a uma diminuição ou total ausência de lubrificação vaginal e, eventualmente, a uma penetração dolorosa [1,2,3,5,6,7].

Do ponto de vista psicológico, estas preocupações sexuais afetam de forma considerável e influenciam negativamente a qualidade de vida das mulheres com diabetes [1,2,3,4,5,6,7]. A imagem que a mulher tem do seu corpo e a sua autoconfiança, que são fatores importantes numa relação sexual, também podem ser afetadas negativamente, em especial se, adicionalmente, existirem problemas de peso [1,2,3,6,7].

 

Prevenção e tratamento

Para retomar em pleno a sua vida sexual é necessária uma gestão abrangente da diabetes. Isso permitirá reequilibrar os seus níveis de glicemia e recuperar o seu bem-estar físico e mental [1,2,5,7].

Por isso, aconselhamos sempre a procurar um médico especializado ( diabetologista , ginecologista, psicólogo ou nutricionista), sem esquecer as rigorosas medidas de higiene e dieta. A utilização de lubrificantes, atividade física regular e até mesmo o recurso aos denominados métodos de “relaxamento”, como a meditação ou sofrologia, pode ajudar a reconectar-se com o seu corpo e relaxar [2,7].

A adoção de um estilo de vida mais saudável, permite não só recuperar o controlo da diabetes ao limitar o risco de complicações, como também recuperar a sua autoestima. As melhorias no seu bem-estar geral vão ajudar a superar muitas dificuldades de natureza sexual, para um pleno desenvolvimento na sua vida íntima [1,2,5,7].

 

Fontes

  1. Zamponi V, Mazzilli R, Bitterman O, Olana S, Iorio C, Festa C, Giuliani C, Mazzilli F, Napoli A. Association between type 1 diabetes and female sexual dysfunction. BMC Womens Health. 2020; 20(1):73. doi: 10.1186/s12905-020-00939-1.
  2. Maiorino MI, Bellastella G, Esposito K. Diabetes and sexual dysfunction: current perspectives. Diabetes Metab Syndr Obes. 2014; 7:95-105. doi: 10.2147/DMSO.S36455.
  3. Bak E, Marcisz C, Krzeminska S, Dobrzyn-Matusiak D, Foltyn A, Drosdzol-Cop A. Does Type 1 Diabetes Modify Sexuality and Mood of Women and Men? Int J Environ Res Public Health. 2018; 15(5): 958. doi: 10.3390/ijerph15050958.
  4. Enzlin P, Mathieu C, Van Den Bruel A, Vanderschueren D, Demyttenaere K. Prevalence and predictors of sexual dysfunction in patients with type 1 diabetes. Diabetes Care. 2003; 26(2):409-14. doi: 10.2337/diacare.26.2.409.
  5. Enzlin P, Mathieu C, Van den Bruel A, Bosteels J, Vanderschueren D, Demyttenaere K. Sexual dysfunction in women with type 1 diabetes: a controlled study. Diabetes Care. 2002; 25(4):672-7. doi: 10.2337/diacare.25.4.672.
  6. Enzlin P, Rosen R, Wiegel M, Brown J, Wessells H, Gatcomb P, Rutledge B, Chan KL, Cleary PA; Sexual dysfunction in women with type 1 diabetes: long-term findings from the DCCT/ EDIC study cohort. DCCT/EDIC Research Group.Diabetes Care. 2009; 32(5):780-5. doi: 10.2337/dc08-1164.
  7. Cichocka E, Jagusiewicz M, Gumprecht J. Sexual Dysfunction in Young Women with Type 1 Diabetes. Int J Environ Res Public Health. 2020; 17(12):4468. doi: 10.3390/ijerph17124468.
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Tudo sobre sexualidade e diabetes no homem

diabetes and sex in man

Tal como acontece com o avançar da idade, a diabetes pode interferir na vida sexual masculina e afetar o seu desempenho [1,2,3,4,5,6,7]. Felizmente, as repercussões da diabetes na sexualidade masculina não são inevitáveis e existem soluções.

Efeitos secundários da diabetes na sexualidade masculina

Inúmeros estudos demonstram que a diabetes leva a problemas na sexualidade [1,2,3,4,5,6,7]. As pessoas com diabetes têm 2 a 4 vezes mais probabilidades de sentirem desconforto na sua vida sexual, em comparação com as pessoas sem diabetes [1,2,4,5,6].

Estas perturbações sexuais ocorrem com mais frequência na população masculina [1,4] e são ainda mais comuns entre pessoas propensas a complicações [1,4,5,6]. Desta forma, estima-se que cerca de um em cada dois homens com diabetes tem problemas relacionados com a sexualidade [1,4].

Impacto da diabetes na vida sexual masculina

O desempenho sexual masculino pode ser afetado com a diabetes e com a idade [1,2,4,5,6]. Estes distúrbios manifestam-se, principalmente, na forma de disfunção erétil, ou de problemas relacionados com o orgasmo e desejo sexual [1,3,4,5,6]. Estima-se que estes problemas se desenvolvam 10 a 15 anos antes, em comparação com as pessoas sem diabetes, em resultado de uma combinação de fatores [1,4].

Inicialmente, as causas podem ser de natureza psicológica: baixa autoestima, depressão e falta de autoconfiança [1,4,6,7]. De facto, 35% dos homens com diabetes receiam ter um episódio de hipoglicemia durante as relações sexuais e, na prática, 40% já tiveram essa experiência [7].

A diabetes também tem um efeito direto no correto funcionamento do sistema eréctil em metade de todos os homens com diabetes. Em termos comparativos, cerca de 22% dos homens que não têm diabetes são afetados pela disfunção eréctil [1].

Do ponto de vista fisiológico, algumas complicações da diabetes resultam em impotência [1,2,4,5,6]. Problemas de peso e os níveis de hormonas sexuais no sangue também afetam a intimidade, a sexualidade e o sistema reprodutor masculino, nomeadamente através da redução dos níveis de testosterona [1,2,4,7].

Mas não se preocupe, existe resposta para estes problemas!

Prevenção e tratamento

Para prevenir a deterioração da sua vida sexual, é imperativo iniciar uma gestão alargada da diabetes o mais cedo possível [2,3,4,5,6].

Se a diabetes está a afetar a sua sexualidade, deverá consultar um grupo multidisciplinar de médicos e especialistas, como psicólogo , diabetologista , endocrinologista , urologista e nutricionista [2,4,5]. Para encontrar uma solução para a sua ansiedade associada à hipoglicemia pós-coito, é fundamental falar com um profissional de saúde [2,3,5].

A prevenção também implica uma monitorização regular dos seus níveis de glicemia e respeito pelas recomendações clássicas de higiene e dieta (sono de qualidade, um estilo de vida mais descontraído, que limite as situações de stress, atividade física regular, uma dieta saudável e consumo moderado de álcool) para minimizar, tanto quanto possível, as consequências da diabetes na sua vida sexual [2,3,4,5].

Quando adotadas numa fase inicial, estas recomendações, além de garantirem uma melhoria da sua sexualidade, também contribuem para a sua saúde e bem-estar geral diários [2,4].

Fontes

  1. Bak E, Marcisz C, Krzeminska S, Dobrzyn-Matusiak D, Foltyn A, Drosdzol-Cop A. Does Type 1 Diabetes Modify Sexuality and Mood of Women and Men? Int J Environ Res Public Health. 2018; 15(5):958. doi: 10.3390/ijerph15050958.
  2. Palmer MR, Holt SK, Sarma AV, Dunn RL, Hotaling JM, Cleary PA, Braffett BH, Martin C, Herman WH, Jacobson AM, Wessells H; Diabetes Control and Complications Trial and Epidemiology of Diabetes Interventions and Complications Research Group. Longitudinal Patterns of Occurrence and Remission of Erectile Dysfunction in Men With Type 1 Diabetes. J Sex Med. 2017; 14(10):1187-1194. doi: 10.1016/j.jsxm.2017.07.012.
  3. Penson DF, Wessells H, Cleary P, Rutledge BN; Diabetes Control and Complications Trial/Epidemiology of Diabetes Interventions and Complications Research Group. Sexual dysfunction and symptom impact in men with long-standing type 1 diabetes in the DCCT/EDIC cohort. J Sex Med. 2009; 6(7):1969-78.
  4. Maiorino MI, Bellastella G, Esposito K. Diabetes and sexual dysfunction: current perspectives. Diabetes Metab Syndr Obes. 2014; 7:95-105. doi: 10.2147/DMSO.S36455.
  5. Kamenov ZA. A comprehensive review of erectile dysfunction in men with diabetes. Exp Clin Endocrinol Diabetes. 2015; 123(3):141-58. doi: 10.1055/s-0034-1394383.
  6. Tannus LR, Drummond KR, Clemente EL, da Matta Mde F, Gomes MB; Brazilian Type 1 Diabetes Study Group (BrazDiab1SG). Predictors of cardiovascular autonomic neuropathy in patients with type 1 diabetes. Front Endocrinol (Lausanne). 2014; 5:191.
  7. Hylmarova S, Stechova K, Pavlinkova G, Peknicova J, Macek M, Kvapil M. The impact of type 1 diabetes mellitus on male sexual functions and sex hormone levels. Endocr J. 2020; 67(1):59-71. doi: 10.1507/endocrj.EJ19-0280.
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O que é a diabetes tipo 1?

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A diabetes tipo 1 é uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, independentemente da idade ou do sexo [1,2,3].

Caracteriza-se pela deficiência de insulina e é causada pela produção de autoanticorpos pelo sistema imunitário , direcionados para o pâncreas que depois destroem, total ou parcialmente, as respetivas células beta [1,2,3,4,5,6,7].

As células beta pancreáticas são responsáveis pela secreção de insulina , uma hormona essencial para a regulação dos níveis de glucose no sangue (glicemia) [3,7]. A sua destruição leva a uma diminuição na produção de insulina o que, por sua vez, resulta numa acumulação de açúcar no sangue e, consequentemente, num maior risco de hiperglicemia e outras complicações ( doença cardíaca , cegueira, insuficiência renal, etc. ) [2,3,7].

Deste modo, as pessoas com diabetes tipo 1 são também classificadas como sendo insulinodependentes: as injeções de insulina são essenciais para permitir às pessoas com diabetes tipo 1 manter os níveis de glicose estáveis, tendo em conta que o organismo já não consegue produzir insulina em quantidade suficiente. [3,4,7].

Sintomas

A diabetes tipo 1 tem dois sintomas predominantes:

  • uma necessidade frequente de urinar
  • uma sensação de sede excessiva.

Nas crianças, a doença resulta frequentemente numa perda de peso significativa, ao passo que nos adultos é frequente a perda de peso sem alteração do apetite [7,8].

É possível prevenir o início da diabetes tipo 1?

Apesar dos diversos estudos, ainda não existem orientações claras para a prevenção do início da diabetes em pessoas de risco, já que, na fase inicial de desenvolvimento, a doença não apresenta quaisquer sintomas. A duração deste período assintomático pode variar consideravelmente, podendo ser de vários meses ou anos, consoante os indivíduos [5,7,8].

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Causas

Para compreender totalmente o desenvolvimento da diabetes tipo 1, é necessário ter em conta um conjunto de diversos fatores [2,3,8]. Embora alguns indivíduos tenham uma predisposição genética para a diabetes, as causas são muito abrangentes e continuam a existir fatores não genéticos que são pouco claros [1,2,3].

A componente hereditária da diabetes tipo 1 ainda não se encontra claramente definida. Apenas 13% dos pacientes têm, pelo menos, um familiar com diabetes tipo 1. Apesar de o risco de transmissão aumentar se ambos os pais tiverem diabetes, esta estatística sugere que as influências ambientais também influenciam o desencadear da doença [7].

A investigação levada a cabo nos últimos anos tentou identificar quais os estilos de vida, hábitos de alimentação e outros fatores ambientais , perinatais ou pré-natais, que podem desencadear a diabetes tipo 1 [1,2,3].

Foram realizados vários estudos que procuraram investigar os efeitos de uma vasta gama de fatores, incluindo:

  • a idade da mãe no momento da gravidez
  • possíveis consequências da cesariana
  • dietas pobres em fibra e ricas em glúten
  • défice de omega-3 e vitamina D
  • exposição a infeções virais
  • poluição
  • amamentação e consumo de leite de vaca [3].

No entanto, os resultados obtidos não parecem ser suficientemente conclusivos para afirmar com alguma certeza que estas são provavelmente as causas da diabetes tipo 1, e são necessários mais estudos para determinar a sua influência, se existente [1,2,7].

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Diagnóstico

Apresenta sinais de diabetes tipo 1 ou algum dos seus filhos apresenta sinais de diabetes tipo 1? Em caso afirmativo, a medição dos níveis de glicemia através das análises de sangue convencionais pode proporcionar um diagnóstico inicial fiável [8].

Em jejum, um nível de açúcar no sangue superior a 126 mg/dl é um indicador da presença de diabetes [8].

Um outro parâmetro que pode ser medido consiste na concentração de hemoglobina glicada (HbA1c). Se este nível for superior a 6,5%, a pessoa testada tem um maior risco de diabetes [8]. Será o seu médico quem analisará os vários indicadores e sintomas para estabelecer o diagnóstico.

Tratamentos

O tratamento da diabetes tipo 1 através de insulina injetada tem sido cada vez mais comum ao longo dos últimos 30 anos e tem melhorado consideravelmente a esperança de vida de pessoas com diabetes [1,4].

Os recentes avanços tecnológicos melhoraram consideravelmente a qualidade de vida das pessoas com diabetes tipo 1, permitindo-lhes, em particular, limitar os riscos de hipoglicemia grave [1]. Um dos dispositivos lançados mais recentemente é o sistema de monitorização contínua da glicose (MCG) que permite a monitorização contínua da glicemia [6,8] e as bombas de insulina que permitem a administração regular de insulina por via subcutânea [1,6].

Fontes

  1. David M Maahs , Nancy A West, Jean M Lawrence, Elizabeth J Mayer-Davis. Epidemiology of type 1 diabetes. Endocrinol Metab Clin North Am. 2010;39(3):481-97.doi: 10.1016/j.ecl.2010.05.011.
  2. Jill M Norris , Randi K Johnson , Lars C Stene..Type 1 diabetes-early life origins and changing epidemiology. Lancet Diabetes Endocrinol. 2020; 8(3): 226–238. doi:10.1016/S2213-8587(19)30412-7.
  3. Jeffrey A Bluestone, Kevan Herold, George Eisenbarth. Genetics, pathogenesis and clinical interventions in type 1 diabetes . Nature 2010;464(7293):1293-300. doi: 10.1038/nature08933.
  4. Wei Li, Edgar Huang, Sujuan Gao. Type 1 Diabetes Mellitus and Cognitive Impairments: A Systematic Review. J Alzheimers Dis 2017;57(1):29-36. doi: 10.3233/JAD-161250.
  5. Anette-G Ziegler, Ezio Bonifacio, Alvin C Powers, John A Todd, Leonard C Harrison, Mark A Atkinson. Type 1 Diabetes Prevention: A Goal Dependent on Accepting a Diagnosis of an Asymptomatic Disease. Diabetes 2016; 65(11):3233-3239. doi: 10.2337/db16-0687.
  6. F S Wong, T I Tree..Historical and new insights into pathogenesis of type 1 diabetes. Clin Exp Immunol. 2019; 198(3):292-293. doi: 10.1111/cei.13396.
  7. Simon E Regnell, Åke Lernmark. Early prediction of autoimmune (type 1) diabetes. Diabetologia. 2017; 60(8):1370-1381. doi: 10.1007/s00125-017-4308-1. Epub 2017 May 26.
  8. Linda A DiMeglio, Carmella Evans-Molina, Richard A Oram Lancet. Type 1 diabetes. 2018; 391(10138):2449-2462. doi: 10.1016/S0140-6736(18)31320-5.
  9. Jessica S Pierce, Chelsea Kozikowski, Joyce M Lee, Tim Wysocki. Type 1 diabetes in very young children: a model of parent and child influences on management and outcomes Pediatr Diabetes. 2017; 18(1):17-25. doi: 10.1111/pedi.12351.

Álcool e diabetes tipo 1: pode beber álcool se tiver diabetes?

alcohol and diabetes

Viver com diabetes tipo 1 não significa que tenha de abdicar de um copo de vinho ocasional de vez em quando. Embora o álcool possa ter vários efeitos nos seus níveis de glicemia , ao tomar decisões informadas, pode continuar a desfrutar de bebidas alcoólicas de forma responsável 1, 2, 3.

Neste guia, vamos ensinar-lhe tudo sobre como o álcool afeta a sua glicemia e a sua saúde em geral quando vive com diabetes, antes de lhe fornecer dicas sobre como consumi-lo com moderação, se optar por fazê-lo.

Pode beber álcool se tiver diabetes tipo 1?

De forma resumida, sim, pode beber álcool se tiver diabetes tipo 11. No entanto, precisará de saber como este afetará os seus níveis de glicemia para que se possa divertir com cuidado 1

A escolha de beber ou não será uma decisão altamente individualizada que dependerá de fatores como os seus níveis alvo de glicemia e as suas preferências pessoais 1, 3.

Como é que o consumo de álcool afeta os seus níveis de glicemia ?

A relação entre o álcool e os níveis de glicemia na diabetes é relativamente complexa. 

Por exemplo, alguns estudos mostram que beber uma quantidade moderada de álcool com as refeições não afeta muito a glicemia em pessoas com diabetes tipo 1 2 e, de facto, pode até aumentar a sensibilidade à insulina 2.

No entanto, outros estudos demonstraram que beber em excesso, de estômago vazio ou demasiado tempo após uma refeição pode baixar os níveis de glicemia 1, 2, o que pode então aumentar o risco de hipoglicemia 1, 2. O consumo excessivo de álcool também pode aumentar o risco de resistência à insulina a longo prazo 2, estando os níveis mais elevados de glicemia e a má gestão da condição associados a pessoas com diabetes que bebem excessivamente durante um período de longo prazo 2.

O tipo de álcool consumido também pode afetar o seu nível de glicose no sangue de diferentes formas 1. As bebidas alcoólicas que contêm hidratos de carbono, como a cerveja e a sidra aumentam os níveis de glicemia muito mais rapidamente, por exemplo, do que os vinhos ou as bebidas espirituosas com quantidades insignificantes de hidratos de carbono 1, 3.

O álcool e as hipoglicemias

Beber grandes quantidades de álcool aumenta o risco de episódios de hipoglicemia em pessoas com diabetes tipo 1, devido à pressão que exerce sobre o fígado para decompor todas as toxinas do álcool 1

Sobrecarregar o fígado desta forma pode efetivamente impedi-lo de realizar uma das suas principais funções: libertar glicose suficiente na corrente sanguínea 1. Quando o fígado é incapaz de fazer isto, pode ocorrer uma hipoglicemia 1.

Mesmo depois de parar de beber, pode continuar a ter um risco acrescido de hipoglicemia 4, 5. Beber álcool à noite, por exemplo, pode aumentar o seu risco de sofrer uma hipoglicemia durante a noite ou na manhã seguinte — algo conhecido como hipoglicemia tardia 4, 5. Se não for tratado, o consumo excessivo de álcool também tem sido associado à cetoacidose diabética — uma complicação grave da diabetes 1, 2

Existe uma bebida alcoólica mais adequada para pessoas com diabetes?

A escolha do álcool que decide beber é sua 1. No entanto, é importante compreender como os diferentes tipos de álcool (e ingredientes adicionais nas bebidas) podem afetar os seus níveis de glicemia 1.

Eis alguns aspetos fundamentais a considerar ao escolher a sua bebida 1, 3:

  • Algumas bebidas estão carregadas de hidratos de carbono, enquanto outras não contêm quase nenhuns.
  • A cerveja e a sidra contêm quantidades elevadas de hidratos de carbono, enquanto que o vinho — com exceção dos vinhos doces de sobremesa — e as bebidas espirituosas contêm apenas quantidades insignificantes.
  • Tenha atenção às bebidas que se misturam com as bebidas espirituosas, pois estas costumam conter hidratos de carbono e muito açúcar. Optar por misturas diet pode ajudar a manter a sua contagem de hidratos de carbono baixa.
  • O açúcar líquido é absorvido rapidamente pelo organismo. Portanto, o facto de uma mistura ter um elevado teor de açúcar não significa que vá necessariamente evitar uma hipoglicemia .
  • Quando tenta prevenir uma hipoglicemia tardia, a comida é uma opção melhor do que uma bebida de mistura. Isto acontece porque a comida é digerida gradualmente, fazendo com que a glicose que contém seja libertada na corrente sanguínea de forma muito mais lenta.
  • O álcool também contém calorias, o que pode afetar a gestão do seu peso.

Encontrar o tipo de bebida certo para si é uma escolha inteiramente pessoal. Embora possa ser um amante de cerveja artesanal, é importante considerar o impacto que isso pode ter no seu corpo. Optar por uma bebida espirituosa com menor teor de hidratos de carbono e uma mistura diet pode afetar menos a sua glicemia 1, 3.

Dicas práticas para o consumo de álcool na diabetes

Se optar por beber tendo diabetes tipo 1, existem algumas regras gerais importantes a seguir. Abaixo estão listadas algumas dicas úteis para o ajudar a divertir-se de uma forma que seja não só responsável, mas também com menor probabilidade de colocar a sua saúde em risco.

Preparar-se para uma saída à noite

Antes de sair e começar a beber, é importante estar preparado e organizar-se o melhor possível com antecedência 1, 5. Para o fazer da forma mais eficaz, deve:

Comer uma refeição substancial, de preferência uma com hidratos de carbono de ação lenta 1, 5. Isto pode ajudar a prevenir hipoglicemias tardias 5.

Levar o seu kit de diabetes (incluindo alguns doces para o caso de uma hipoglicemia ) e certificar-se de que tem tudo antes de começar a beber 1, 5.

Contar às pessoas com quem vai sair sobre a sua condição, para que o possam ajudar em caso de hipoglicemia ou emergência médica 1, 5. Estar embriagado e ter uma hipoglicemia pode parecer muito semelhante para um observador externo, por isso lembre os seus amigos disso 5. Também pode ser útil educar os seus amigos sobre os sinais de uma hipoglicemia antes de saírem 5.

Como gerir o consumo de álcool quando está fora

Quando estiver fora, é importante monitorizar a sua glicemia regularmente 1, 5. Dançar pode afetar a sua glicemia, mas beber álcool ao mesmo tempo pode torná-lo menos sensível aos sinais de uma hipoglicemia , tornando a monitorização regular crucial 5. Deve também tentar beber água regularmente ao longo da noite e ter alguns snacks disponíveis para controlar o ritmo 1, 5.

Se se sentir pressionado pelos seus pares a beber mais do que gostaria, lembre-se de que, na verdade, ninguém está a contar as suas bebidas. O mais importante é divertir-se e aproveitar de forma responsável 5.

Após a sua saída à noite

Quando chegar a casa da sua saída à noite, teste a sua glicemia e coma alguma coisa — mesmo que seja comida de takeaway ou algum tipo de streetfood no caminho para casa 1. Quando acordar de manhã, lembre-se de que ainda pode ocorrer uma hipoglicemia , por isso não salte o pequeno-almoço 1. Mesmo que não lhe apeteça comer muito, pode sempre comer um snack ou ajustar o seu débito de insulina antes de voltar para a cama 5. Além disso, não tenha receio de contactar a sua equipa de cuidados da diabetes para obter aconselhamento profissional se não tiver a certeza de como lidar com a manhã seguinte após ter bebido na noite anterior 5.

Procurar orientação profissional

Decidir se vai ou não beber quando tem diabetes depende inteiramente de si 3. Só você pode decidir a sua relação com o álcool, e não existe uma regra de ouro sobre a melhor forma de beber com diabetes 3

Em caso de dúvida, lembre-se de que a sua equipa de cuidados da diabetes está lá para o apoiar e aconselhar de uma forma competente e sem julgamentos. O seu médico está também sempre disponível para discutir os seus hábitos de consumo de álcool, enquanto a sua equipa de cuidados de saúde lhe pode fornecer dicas e truques personalizados sobre como beber álcool de uma forma que se adapte a si e ao seu estilo de vida 3, 6.

Não há razão para que o facto de viver com diabetes o impeça de desfrutar de uma bebida ocasional 1. A chave é fazê-lo com moderação 4, dedicando algum tempo a compreender os riscos envolvidos e a implementar estratégias eficazes para gerir o processo com sucesso 1

Isto permitir-lhe-á tomar decisões mais informadas sobre o consumo de álcool de uma forma que funcione para si e para a sua diabetes 1.

Fontes

  1. JDRF, Alcohol and type 1 diabetes, Acedido a 29/10/2023. Disponível em: https://jdrf.org.uk/knowledge-support/living-with-type-1-diabetes/everyday-life/alcohol/
  2. White ND. Alcohol Use in Young Adults With Type 1 Diabetes Mellitus. Am J Lifestyle Med. 2017;11(6):433-435. Published 2017 Jul 26. doi:10.1177/1559827617722137, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6125008/
  3. American Diabetes Association (ADA), Alcohol and Diabetes, Acedido a 29/10/2023. Disponível em: https://diabetes.org/health-wellness/alcohol-and-diabetes
  4. Turner BC, Jenkins E, Kerr D, Sherwin RS, Cavan DA. The effect of evening alcohol consumption on next-morning glucose control in type 1 diabetes. Diabetes Care. 2001;24(11):1888-1893. doi:10.2337/diacare.24.11.1888, https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11679452/
  5. JDRF, University Toolkit: Alcohol, Acedido a 29/10/2023. Disponível em: https://jdrf.org.uk/knowledge-support/living-with-type-1-diabetes/university-toolkit/university-toolkit-alcohol/
  6. JDRF, What You Need to Know About Type 1 Diabetes and Alcohol, Acedido a 29/10/2023. Disponível em: https://www.jdrf.org/t1d-resources/living-with-t1d/food-and-diet/diabetes-and-alcohol/

O que é uma bomba de insulina e como funciona?

Bomba de insulina para diabetes

Se foi diagnosticado recentemente com diabetes tipo 1 e se está a pensar utilizar uma bomba de insulina , é provável que queira saber mais sobre este tipo de insulinoterapia e como funciona.

No artigo abaixo, vamos analisar mais detalhadamente a terapêutica com a bomba de insulina , o funcionamento da bomba de insulina , e as vantagens e desvantagens da sua utilização.

 

O que é uma bomba de insulina ?

A bomba de insulina é um dispositivo alimentado por pilhas ou bateria que administra insulina na corrente sanguínea de duas formas: através de um débito basal contínuo de pequenas quantidades de insulina de ação rápida e através de bólus de insulina (doses únicas) às refeições [1,2,3] Insulina  é a hormona que mantém os níveis de glicemia sob controlo e é segregada pelo pâncreas [4,5].

Nas pessoas com diabetes, a insulina não é produzida em quantidade suficiente ou não funciona devidamente. Ao simular o processo natural de administração da insulina , as bombas de insulina ajudam as pessoas com diabetes a regular a sua glicemia [3,6].

A terapêutica com bomba de insulina , também conhecida como perfusão contínua de insulina por via subcutânea (CSII), é geralmente utilizada para a gestão da diabetes tipo 1 [1,2]. Contudo, a utilização de bombas de insulina por pessoas com diabetes tipo 2 está a aumentar à escala mundial [1].

 

Como funciona uma bomba de insulina ?

Uma bomba de insulina tradicional administra insulina de ação rápida através de um pequeno cateter, ou tubo [1]. O pequeno tubo é colocado sob a camada superior da pele, geralmente no abdómen [7], e é fixado com um adesivo [1].

O tubo é designado cânula e os componentes que são colocados debaixo da pele são designados de “cânula de perfusão ” ou “conjunto de perfusão [1].

O tubo liga a bomba ao conjunto de perfusão que administra a insulina no tecido sob a pele [1]. O local de perfusão é, tipicamente, no antebraço, abdómen, zona lombar ou na parte superior da coxa [3].

Algumas bombas de insulina , denominadas “bombas adesivas” [1,7], não requerem um tubo e aderem diretamente à pele. Também aqui, a insulina é administrada através da cânula de perfusão , mas estas bombas adesivas não têm fios, nem tubos e são controladas remotamente [1,7].

Existem principalmente duas formas de as bombas de insulina administrarem a insulina :

  • Perfusões pequenas, ajustadas e contínuas ao longo do dia e da noite. A este processo dá-se o nome de administração de insulina basal e destina-se a simular os níveis ótimos de glicose de pessoas sem diabetes.  
  • À outra forma dá-se o nome de administração de bólus de insulina , e refere-se a doses únicas e adicionais de insulina que uma pessoa com diabetes pode necessitar após as refeições para controlar a sua glicemia [1].

A maioria das bombas de insulina contém uma calculadora de bólus que calcula uma dose recomendada de bólus com base nos atuais níveis de glicemia , o total de gramas de hidratos de carbono consumidos, e a restante insulina das doses anteriores de bólus [1,7].

Aspetos relevantes da terapêutica com a bomba de insulina

Apesar de as bombas de insulina comerciais terem começado a ser comercializadas na década de 1970 [1,8], foram necessárias mais três décadas para que os benefícios desta nova tecnologia se tornassem amplamente populares [1].

Os potenciais benefícios da CSII tornaram-se claros após a publicação de um relatório pelo Diabetes Control and Complications Trial (DCCT) Research Group em 1993 [8]. Este ensaio clínico de referência demonstrou que a terapêutica intensiva com insulina é importante para evitar as complicações da diabetes [1]. Desde então, a terapêutica com bomba de insulina tem avançado de tal forma que pode ajudar os pacientes a alcançar um controlo rigoroso da glicemia, minimizando simultaneamente o risco de hipoglicemia [1].

Quais são as características relevantes de uma bomba de insulina ?

A terapêutica com bomba de insulina quando prescrita pelo médico oferece vantagens ao utilizador. Estas incluem:

  • A dose de insulina é mais precisa, mais flexível e envolve menos injeções [1,8]. As doses de insulina podem ser ajustadas de forma mais simples ao longo do dia [1,8]. Esta maior capacidade de dosagem facilita às pessoas o controlo dos seus níveis de glicemia e proporciona um estilo de vida flexível e mais relaxado, sobretudo em ambientes sociais [1].
  • Com as bombas de insulina , há um menor risco de hipoglicemia durante a noite [8].
  • A CSII também pode oferecer benefícios para a saúde mental [7]. Alguns estudos relataram que os utilizadores de bombas de insulina tinham melhor humor, menos stress e maior autoconfiança [9].
  • As pessoas com diabetes que utilizam bombas de insulina também relataram ter mais energia, melhores relações familiares e a capacidade de obter um melhor desempenho no trabalho [7].
  • Alguns estudos sugeriram que a terapêutica com bomba de insulina pode ser útil para jovens com diabetes tipo 1 [10]. A utilização de bombas de insulina foi associada a um melhor controlo metabólico nesta população [6,10].
  • O risco de hipoglicemia grave ou de  cetoacidose diabética é menor em pessoas que utilizam bombas de insulina [6,10].
  • Um estudo recente demonstrou uma diminuição da mortalidade cardiovascular entre as pessoas com diabetes que utilizaram a terapêutica com bomba de insulina . A utilização da bomba de insulina também está associada a uma menor variabilidade dos níveis de glicose e a uma melhor qualidade de vida [6].

No entanto, há que ter também atenção a outros aspetos e riscos na utilização de bomba de insulina .

Que outros aspetos devem ser considerados no uso de bomba de insulina ?

Existem várias preocupações relacionadas com a utilização da perfusão de insulina através de bomba de insulina . Estas incluem, entre outras: 

  • A cânula precisa de ser mudada a cada 2–3 dias [3,7]. A cânula pode deslocar-se, ou pode ocorrer uma acumulação de gordura ou de tecido cicatricial sob a pele onde a cânula de perfusão é colocada [7]. Uma cânula bloqueada ou uma cânula que derrama líquido do local de perfusão também pode causar problemas, tais como interrupções na administração de insulina [3,7].
  • No local da perfusão , podem ocorrer infeções localizadas da pele que podem causar inflamação, dor, vermelhidão e inchaço [8], mas raramente são graves [7].
  • Podem surgir problemas relacionados com a função técnica das bombas de insulina , tais como mau funcionamento mecânico, falha do conjunto de perfusão , bloqueio ou dobras no conjunto de perfusão , e problemas com alarmes (quando utilizado em conjunto com o sistema MCG) [1,2,8].
  • Uma vez que a bomba de insulina fornece menores quantidades de insulina , o risco de cetoacidose diabética (DKA) é superior se, por qualquer motivo, a administração de insulina for interrompida (por exemplo, se a bomba deixar de funcionar ou se houver outra doença que interfira com a sua utilização) [7]. Contudo, na prática, os estudos demonstram que a terapêutica com bomba de insulina está associada a taxas mais baixas ou semelhantes destas complicações, comparativamente a outras terapêuticas [3,7]. Isto pode ser devido ao facto de as pessoas com diabetes tipo 1 que se submetem à CSII controlarem muito bem a sua doença [7].

Pode também ser importante considerar o seguinte:

  • Algumas pessoas podem achar que a bomba de insulina é difícil de utilizar [11] ou podem não gostar de se sentir “agarradas” à mesma [8].
  • Também pode ser difícil aprender a utilizar uma bomba de insulina [8]. Por conseguinte, os pacientes altamente motivados e com conhecimentos técnicos são geralmente os melhores candidatos a utilizar uma bomba de insulina .

Conhecer as características e funcionalidades destes dispositivos pode ajudar a avaliar, juntamente com o seu médico, uma eventual utilização de bomba de insulina .

O futuro das bombas de insulina

De um modo geral, a utilização de bombas de insulina está a aumentar rapidamente, sobretudo entre as pessoas com diabetes tipo 1.

O número de pessoas com diabetes tipo 2 que estão a recorrer às bombas de insulina também está a aumentar [1]. A tecnologia está a melhorar significativamente, uma vez que os sistemas de monitorização contínua da glicose  (MCG) estão a ser integrados com bombas de insulina [1,4] para proporcionar uma experiência totalmente integrada e sem esforço.

Juntas, estas inovações estão a reformular a forma como pensamos sobre a diabetes. Estas terapêuticas podem contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas, capacitando-as para gerir melhor a sua diabetes [6].

Fontes

  1. Berget, Cari, Laurel H. Messer, and Gregory P. Forlenza. A clinical overview of insulin pump therapy for the management of diabetes: past, present, and future of intensive therapy. Diabetes Spectrum 2019; 32(3):194-204. doi: 10.2337/ds18-0091.
  2. Paldus, Barbora, Melissa H. Lee, and David N. O’Neal. Insulin pumps in general practice. Australian prescriber 2018; 41(6): 186. doi: 10.18773/austprescr.2018.056.
  3. Yao, Phil, and Prasanna Tadi. "Insulin Pump." StatPearls [Internet] (2020). Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK555961/
  4. Vettoretti, Martina, and Andrea Facchinetti. "Combining continuous glucose monitoring and insulin pumps to automatically tune the basal insulin infusion in diabetes therapy: a review." Biomedical engineering online 2019; 18(1): 1-17. doi: 10.1186/s12938-019-0658-x.
  5. Röder PV, Wu B, Liu Y, Han W. Pancreatic regulation of glucose homeostasis. Exp Mol Med. 2016; 48(3):e219. doi: 10.1038/emm.2016.6.
  6. Klemen Dovc, Tadej Battelino. Evolution of Diabetes Technology. Endocrinol Metab Clin North Am. 2020; 49(1):1-18. doi: 10.1016/j.ecl.2019.10.009.
  7. Dovc, Klemen, Tadej Battelino. Evolution of diabetes technology. Endocrinology and Metabolism Clinics 2020; 49(1): 1-18. doi: 10.1016/j.ecl.2019.10.009.
  8. Pickup, John C. Insulin-pump therapy for type 1 diabetes mellitus. New England Journal of Medicine 2012; 366(17): 1616-1624. doi: 10.1056/NEJMct1113948.
  9. Potti, Lakshmi G., and Stuart T. Haines. "Continuous subcutaneous insulin infusion therapy: a primer on insulin pumps." Journal of the American Pharmacists Association 2009; 49(1): e1-e17. doi: 10.1331/JAPhA.2009.08122.
  10. Ghazanfar, Haider, et al. Impact of insulin pump on quality of life of diabetic patients. Indian Journal of Endocrinology and Metabolism 2016; 20(4): 506. doi: 10.4103/2230-8210.183472.
  11. Karges, Beate, et al. "Association of insulin pump therapy vs insulin injection therapy with severe hypoglycemia, ketoacidosis, and glycemic control among children, adolescents, and young adults with type 1 diabetes." Jama 2017; 318(14): 1358-1366. doi: 10.1001/jama.2017.13994.
  12. Byng, Karen, Daniel Palamara, Roslyn Seselja, Susana Senes, Jeff Flack, and Glynis Ross, Pros and cons of insulin pump use and differences by age, National Centre for Monitoring Diabetes, Australian Institute of Health and Welfare. Acedido em fevereiro 2022. Disponível em: https://www.aihw.gov.au/getmedia/56686b65-b928-4076-a7cd-16661414b0fe/insulin-pump-use-pros-cons.pdf.aspx
  13. Can I get an insulin pump on the NHS?, JDRF. Acedido em fevereiro 2022. Disponível em: https://jdrf.org.uk/information-support/treatments-technologies/insulin-pump-therapy/can-i-get-an-insulin-pump-on-the-nhs/
  14. “Understanding NICE Guidance - Insulin pump therapy for diabetes,” National Institute for Health and Clinical Excellence. Acedido em fevereiro 2022. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/ta151/resources/insulin-pump-therapy-for-diabetes-pdf-374892589
  15. “Diabetes care - progress against national priorities: commitments - 2021 to 2026,” Progress report, Scottish Government. Acedido em fevereiro 2022. Disponível em: https://www.gov.scot/publications/diabetes-care-scotland-progress-against-national-priorities-commitments-2021-2026/pages/5/

Hipoglicemia e diabetes

hypoglycaemia

A hipoglicemia ocorre quando a sua glicemia (o nível de açúcar no sangue) é demasiado baixa. Geralmente, resulta de injeções de insulina e/ou da toma de medicamentos antidiabéticos, o que explica o motivo pelo qual as pessoas com diabetes são as principais afetadas [1-6]. As descidas abruptas de açúcar no sangue podem ocorrer após jejum, saltar refeições ou atividade física extrema [2].

A hipoglicemia é um problema para as pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, embora as pessoas com diabetes tipo 1 sejam mais propensas a esta situação porque o seu tratamento implica injeções diárias de insulina [1,3,4]. Associada à diabetes, a hipoglicemia grave pode ter consequências graves e até mesmo colocar a vida em risco. É essencial saber como reconhecer os sintomas e como reagir perante estas situações [1-4].

Os diferentes tipos de hipoglicemia

Na hipoglicemia , o nível de glicemia é anormalmente baixo (igual ou inferior a 70 mg/dl) e, geralmente, é acompanhado de um ou mais sintomas [2,4].

A hipoglicemia tem dois níveis abrangentes de gravidade:

  • hipoglicemia moderada: quando pode ser autogerida;
  • hipoglicemia grave: quando necessita a intervenção de terceiros [1,4].

As funções corporais voltam ao normal quando o nível de glicemia retoma os níveis adequados [4].

 

Diabetes e hipoglicemia : quais são os sintomas?

A glicemia funciona como uma fonte de energia para o corpo. Sem isso, o corpo e o cérebro não conseguem funcionar devidamente [1]. Por isso, quando o nível de glicemia baixa demasiado, o corpo reage e ativa o alarme, enviando sinais cada vez mais fortes [1,2,4].

Os sintomas de hipoglicemia iniciais, que podem variar de acordo com a idade e tipo de diabetes [1,6], são:

  • taquicardia;
  • palpitações ;
  • tremores;
  • transpiração;
  • ansiedade;
  • fome;
  • palidez;
  • náuseas [4,6].

Os sintomas podem agravar-se gradualmente, consoante a gravidade da hipoglicemia . Podem incluir:

  • dificuldade de concentração e problemas de visão
  • tonturas
  • fraqueza
  • fadiga extrema
  • dores de cabeça
  • confusão
  • amnésia
  • convulsões
  • coma devido ao baixo nível de glicemia no cérebro [4,6].

O que fazer numa situação de hipoglicemia ?

Conseguir reconhecer os sintomas associados a níveis de glicemia extremamente baixos permite agir rapidamente e estabilizar a sua glicemia [5]. Quando os episódios de hipoglicemia ocorrem de forma repetida, acabam por alterar o sistema de contrarregulação do organismo e tornam-se cada vez mais graves. Devem, por isso, ser prevenidos [1,3].

Quando os primeiros sintomas de nível de glicemia baixo se manifestam, ou quando se sente mal, meça o seu nível de açúcar no sangue imediatamente para confirmar a sua suspeita. O teste também permite avaliar o nível de gravidade e, desta forma, agir de forma adequada [5,6].

Assim que verificar a hipoglicemia , o seu primeiro reflexo deverá ser ingerir uma bebida açucarada ou um pouco de açúcar [1,6]. Em seguida, deve continuar a testar até o seu nível de glicemia voltar ao normal [5]

A hipoglicemia grave pode causar desmaios.

Se a sua hipoglicemia causar desmaios, como é que alguém pode ajudar?

Se isto acontecer, é necessário que outra pessoa administre uma injeção intramuscular ou subcutânea com 1 mg de glucagon, uma hormona hiperglicémica segregada pelo pâncreas . Se isso não for possível, contacte os serviços de emergência mais próximos e procure ajuda médica assim que possível [5,6].

A melhor forma de evitar episódios de hipoglicemia é testar, de forma frequente e rigorosa, o nível de açúcar no sangue [1,2,4].

Fontes

  1. Ahmed Iqbal, Simon Heller. Managing hypoglycaemia. Best Practice & Research Clinical Endocrinology & Metabolism 2016; 30(3): 413-430. doi: 10.1016/j.beem.2016.06.004.
  2. Richard Silbert, Alejandro Salcido-Montenegro, Rene Rodriguez-Gutierrez, Abdulrahman Katabi, Rozalina G McCoy. Hypoglycemia among Patients with Type 2 Diabetes: Epidemiology, Risk Factors, and Prevention Strategies. Curr Diab Rep. 2018; 18(8):53. doi: 10.1007/s11892-018-1018-0.
  3. Michael R. Rickels. Hypoglycemia‐associated autonomic failure, counterregulatory responses, and therapeutic options in type 1 diabetes. Ann N Y Acad Sci. 2019; 1454(1): 68–79. doi: 10.1111/nyas.14214.
  4. Janusz Gumprecht, Katarzyna Nabrdalik. Hypoglycemia in patients with insulin-treated diabetes. Pol Arch Med Wewn. 2016; 126 (11): 870-878. doi: 10.20452/pamw.3586.
  5. Wendy Klein-Schwartz, Gina L Stassinos, Geoffrey K Isbister. Treatment of sulfonylurea and insulin overdose. Br J Clin Pharmacol. 2016; 81(3):496-504. doi: 10.1111/bcp.12822.
  6. InformedHealth.org [Internet]. Cologne, Germany: Institute for Quality and Efficiency in Health Care (IQWiG); 2006. Hyperglycemia and hypoglycemia in type 2 diabetes. [Atualizado em outubro 2020]. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK279510/

Diabetes, hipoglicemia e hiperglicemia

Diabetes, hipoglicemia e hiperglicemia

Diabetes, hipoglicemia e hiperglicemia

A insulina é uma hormona vital para a nossa sobrevivência. A sua função é transportar a glicemia no sangue até às células através do organismo. No caso das pessoas com diabetes, a produção de insulina é insuficiente ou inexistente, que resulta em alterações anormais na glicemia (níveis de glicose no sangue) [1,2].

Falamos de hiperglicemia quando a quantidade de açúcar no sangue é demasiado elevada [1,2,3]; e falamos de hipoglicemia , quando essa quantidade é demasiado baixa [1,2,4,5]. No caso da diabetes, o maior desafio é estabilizar os níveis de glicemia e minimizar o impacto da doença no estado geral de saúde do paciente [4,5].

A diabetes e a hiperglicemia : quando o nível de glicemia é demasiado elevado

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As pessoas com diabetes estão sujeitas a aumentos acentuados crónicos nos seus níveis de glicemia [1,2]. Conhecidos como hiperglicemia , estes picos frequentes de açúcar no sangue podem manifestar-se por um ou vários dos sintomas mais frequentes [1,2]:

  • sede excessiva;
  • necessidade frequente de urinar;
  • falta de energia evidente acompanhada de fraqueza muscular;
  • fadiga de longa duração;
  • náuseas [1,2,3].

Qual deve ser o nível de glicemia para entender que se trata de um episódio de hiperglicemia?

A hiperglicemia é definida com um nível de glicemia de 126 mg/dl ou superior em jejum, ou de 200 mg/dl ou superior quando testado aleatoriamente durante o dia e na presença de sintomas [3]. Nos casos não tratados de diabetes, o açúcar no sangue pode atingir valores de 500 mg/dl [1,2]!

A hiperglicemia grave pode desencadear complicações agudas como cetoacidose e coma hiperosmolar, ambas com risco de vida para as pessoas com diabetes [2,3]. Para reduzir o risco de episódios de hipoglicemia , as pessoas com diabetes devem monitorizar continuamente os seus níveis de glicemia [3]. Uma monitorização médica rigorosa permite-lhes realizar os ajustes necessários, de acordo com o seu tipo de diabetes e problemas de saúde específicos: medição regular do açúcar no sangue, dieta adequada, injeções diárias de insulina , e/ou a toma de medicamentos antidiabéticos [2,3].

A diabetes e a hipoglicemia : quando o nível de açúcar no sangue é demasiado baixo

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Ao contrário da hiperglicemia , a hipoglicemia ocorre quando o nível de glicemia é demasiado baixo. É uma situação perigosa que pode afetar as pessoas que injetam insulina ou que tomam determinados medicamentos antidiabéticos [1,2,4,5]. As pessoas com diabetes tipo 1 são mais propensas a episódios de hipoglicemia , dado que o tratamento desta forma da doença assenta, geralmente, na insulinoterapia [5].

Qual deve ser o nível de glicemia para entender que se trata de um episódio de hipoglicemia?

A hipoglicemia é caracterizada por uma concentração de açúcar no sangue igual ou inferior a 70 mg/dl [1,2,4,5].

Existem duas categorias de sintomas específicos para a hipoglicemia :

  • sintomas adrenérgicos (tremores, palpitações , nervosismo, ansiedade, etc.) que, geralmente, surgem primeiro e devem funcionar como sinais de alerta [2,4,5];
  • sintomas neuroglicopénicos ( convulsão , fadiga, confusão, etc.) que resultam da falta de glicose no cérebro e no sistema nervoso central [1,2,4,5].

Se a hipoglicemia não for tratada, pode conduzir rapidamente ao coma e à morte. É vital saber como reconhecer os sinais de hipoglicemia numa pessoa com diabetes [1,4,5]. O nível de glicemia deve ser medido com muita regularidade [1,2,4,5] e se a glicemia for muito baixa, deve agir de imediato [2,5]. Beber ou comer qualquer coisa doce (por exemplo, um sumo de fruta), ajudará a subir rapidamente o nível de glicemia [1,2,4,5].

Fontes

  1. InformedHealth.org [Internet]. Cologne, Germany: Institute for Quality and Efficiency in Health Care (IQWiG); Hyperglycemia and hypoglycemia in type 1 diabetes. 2007 [Atualizado em junho 2017]. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK279340/
  2. InformedHealth.org [Internet]. Cologne, Germany: Institute for Quality and Efficiency in Health Care (IQWiG); Hyperglycemia and hypoglycemia in type 2 diabetes. [Atualizado em outubro 2022]. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK279510/
  3. Mouri M, Badireddy M. Hyperglycemia. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023. PMID: 28613650.
  4. Elizabeth R Seaquist 1, John Anderson, Belinda Childs, Philip Cryer, Samuel Dagogo-Jack, Lisa Fish, Simon R Heller, Henry Rodriguez, James Rosenzweig, Robert Vigersky. Hypoglycemia and Diabetes: A Report of a Workgroup of the American Diabetes Association and The Endocrine Society. Diabetes Care. 2013; 36(5): 1384–1395. doi: 10.2337/dc12-2480 PMCID: PMC3631867 PMID: 23589542.
  5. Philip Mathew, Deepu Thoppil. Hypoglycemia. Treasure Island(FL) : StatPearls Publishing; 2020. PMID: 30521262.

Diabetes tipo 1 em crianças

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A diabetes tipo 1 é o distúrbio do metabolismo mais frequente em crianças e adolescentes [1].

É uma doença autoimune crónica resultante da destruição de células beta produtoras de insulina no pâncreas e é caracterizada por uma alta concentração de glicose no sangue, chamada hiperglicemia [1,2].

A prevalência da diabetes tipo 1 em crianças e adolescentes está a aumentar em todo o mundo. Graças a diversos estudos, o conhecimento desta doença evoluiu muito nos últimos 25 anos e, embora ainda existam algumas zonas cinzentas, uma melhor compreensão dos sintomas de alerta do aparecimento da diabetes tipo 1 permitiu implementar um tratamento eficaz e melhorar a vida das crianças com diabetes [1,2,3].

Sintomas

Os sinais da diabetes tipo 1 em crianças incluem os sintomas mais frequentes de hiperglicemia , nomeadamente:

  • uma vontade de urinar mais vezes do que o habitual, de dia e de noite, com maiores quantidades de urina
  • sede extrema invulgar
  • perda de peso significativa
  • fadiga [1,4]

Geralmente, estes sintomas ocorrem nas fases iniciais da doença e são difíceis de detetar pelos pais, uma vez que são facilmente confundidos com os de outras doenças comuns na infância [4].

Quanto tempo demora chegar a um diagnóstico de diabetes tipo 1?

Os estudos demonstram que, em média, o tempo entre o início dos sintomas da diabetes tipo 1 nas crianças e o diagnóstico pelo médico é de duas semanas [4]. Quando existe um atraso no diagnóstico, o principal risco é a  cetoacidose , uma complicação potencialmente fatal da hiperglicemia que pode ter consequências irreparáveis para o cérebro, tais como perturbações da memória e cognitivas [1,3,4].

Diagnóstico

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Apesar de o rastreio da diabetes tipo 1 ser fortemente recomendado para pessoas com antecedentes familiares de hereditariedade diabética, os estudos demonstram que entre 85% e 90% das crianças com diabetes recentemente diagnosticadas não têm familiares com a doença [3].

Quando se observam sintomas típicos que sugerem diabetes tipo 1 em crianças, os níveis de glicemia são medidos através de testes de amostras de cabelo, o que, na grande maioria dos casos, é suficiente para fazer um diagnóstico eficaz [1].

Assim que for feito um diagnóstico positivo da diabetes tipo 1 numa criança, esta deve ser imediatamente acompanhada por um profissional de saúde especializado ou por um pediatra com experiência em diabetologia. Quanto mais cedo a criança começar a ser acompanhada e receber o tratamento adequado, menor será o risco de complicações e mortalidade [1,3].

Tratamentos

Depois de uma criança ser diagnosticada com diabetes tipo 1, necessitará de receber insulinoterapia para toda a vida e terá de monitorizar os seus níveis de glicemia diariamente [1].

Existem várias soluções terapêuticas possíveis.

A insulina também pode ser administrada:

  • através de múltiplas injeções diárias
  • por perfusão contínua de insulina .

O cálculo da dose de insulina é baseado na sua ingestão de hidratos de carbono, atividade física e medições regulares do açúcar no sangue [1]. Durante a infância e adolescência, os testes glicémicos devem ser realizados rigorosamente para evitar a ocorrência de complicações a longo prazo, problemas de crescimento e perturbações cognitivas [1,5].

Por que motivo é importante seguir o tratamento prescrito?

Se o tratamento prescrito não for seguido de perto, poderão ocorrer complicações a nível ocular, cardíaco e renal. Estes riscos são consideravelmente reduzidos nas crianças que recebem doses diárias de insulina [5].

O desenvolvimento físico normal de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 deve ser constantemente monitorizado através de medições regulares da altura e do peso [1].

Atualmente, a diabetes tipo 1 pode ser diagnosticada precocemente na infância, mas continua a ser uma doença que não pode ser curada. No entanto, com tratamento e testes adequados, as crianças podem viver uma vida normal, com um impacto mínimo na sua saúde e no seu bem-estar geral [5].

Fontes

  1. Ralph Ziegler, Andreas Neu. Diabetes in Childhood and Adolescence. Dtsch Arztebl Int. 2018; 115(9):146-156. doi: 10.3238/arztebl.2018.0146.
  2. Linda A DiMeglio , Carmella Evans-Molina , Richard A Oram. Type 1 diabetes. Lancet. 2018; 391(10138):2449-2462. doi: 10.1016/S0140-6736(18)31320-5.
  3. Kimber M Simmons , Erin Youngkin , Aimon Alkanani , Dongmei Miao, Kristen McDaniel, Liping Yu, Aaron W Michels. Screening children for type 1 diabetes-associated antibodies at community health fairs. Pediatr Diabetes. 2019; 20(7):909-914. doi: 10.1111/pedi.12902.
  4. Juliet A Usher-Smith , Matthew J Thompson, Hannah Zhu , Stephen J Sharp, Fiona M Walter. The pathway to diagnosis of type 1 diabetes in children: a questionnaire study. BMJ Open. 2015; 5(3):e006470. doi: 10.1136/bmjopen-2014-006470.
  5. Joanne C Blair, Andrew McKay, Colin Ridyard, Keith Thornborough, Emma Bedson, Matthew Peak, Mohammed Didi, Francesca Annan, John W Gregory, Dyfrig A Hughes, Carrol Gamble, SCIPI investigators. Continuous subcutaneous insulin infusion versus multiple dailyinjection regimens in children and young people at diagnosis of type1 diabetes: pragmatic randomised controlled trial and economic evaluation. BMJ. 2019; 365:l1226. doi: 10.1136/bmj.l1226.
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