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A Diabetes Tipo 1 e Tipo 2 são hereditárias?

A Diabetes Tipo 1 e Tipo 2 são hereditárias?

Diabetes e hereditariedade: vou passar a diabetes aos meus filhos?

Não é raro ver membros da mesma família a viver com diabetes, portanto, é compreensível que se questione se a diabetes é hereditária. Para lhe dar alguma tranquilidade se estiver a pensar em ter filhos, aqui ficam algumas respostas a questões que possa ter sobre a possível relação entre a diabetes e a hereditariedade.

A diabetes é uma doença hereditária?

Não podemos realmente chamar a diabetes de doença hereditária, no sentido em que não existe um “gene da diabetes” que um pai ou mãe transmita aos seus filhos. Foi demonstrado que certos genes podem, de facto, aumentar o risco de desenvolver diabetes, mas a sua presença no nosso ADN não significa necessariamente que temos, ou teremos, diabetes 1-4. Falamos, portanto, de predisposição genética para a diabetes. 

Então, por que razão algumas pessoas são afetadas pela diabetes quando ninguém na sua família a tem, enquanto outras pessoas com histórico de diabetes na família não são? A razão é que, além da hereditariedade, outros fatores ambientais e comportamentais também entram em jogo 1-5. Por outras palavras, uma pessoa com histórico familiar de diabetes que esteja exposta a certos fatores de risco terá maior probabilidade de desenvolver diabetes durante a sua vida 2,3

No entanto, o impacto da hereditariedade nos seus filhos não será o mesmo, dependendo se tem diabetes tipo 1 ou tipo 2.  

A diabetes é uma doença hereditária?

Hereditariedade e diabetes tipo 1

Cerca de 10% das pessoas que têm diabetes tipo 1 têm um parente que também tem a doença 4. Se você ou o seu parceiro vivem com diabetes tipo 1, existe uma pequena possibilidade de o seu filho se tornar insulinodependente. No entanto, o risco permanece relativamente baixo: estima-se entre 1.3% e 4% quando a mãe tem diabetes tipo 1, e entre 6% e 9% quando é o pai que tem 1

O que pode fazer para minimizar o risco de passar a diabetes aos seus filhos? Infelizmente, não há muito que possa fazer pessoalmente, uma vez que os fatores ambientais que contribuem para desencadear a diabetes tipo 1 ainda são pouco compreendidos 3. No entanto, estão a decorrer ensaios clínicos para ver se é possível prevenir e parar a progressão da diabetes tipo 1 em pessoas que estejam em risco 6,7.  

Hereditariedade e diabetes tipo 2

O papel desempenhado pela hereditariedade no desencadeamento da diabetes tipo 2 varia entre 20% e 80% 7. Se apenas um dos membros do casal tiver diabetes tipo 2 , o risco do filho desenvolver a mesma condição seria, em média, de 40% 7. Se ambos tiverem diabetes tipo 2 , o risco do filho também se tornar resistente à insulina aumenta para cerca de 70% 7

Mas não se preocupe, a hereditariedade da diabetes tipo 2 está longe de ser inevitável, uma vez que o estilo de vida desempenha um papel crucial no seu desenvolvimento 2,5,7,8. Ao adotar hábitos diários saudáveis - uma dieta variada e equilibrada, dormir bem, manter o peso sob controlo, praticar atividade física regular e reduzir o stress - os seus filhos têm menos probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 , mesmo que tenham uma predisposição genética 2,5,7,8.

Uma vez que os membros da família partilham geralmente um estilo de vida comum, é uma boa ideia sensibilizar os seus filhos para a diabetes tipo 2 e ajudá-los a adotar uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável desde a infância 2,5.  

Fontes

  1. Maria J Redondo, Andrea K Steck, Alberto Pugliese. Genetics of type 1 diabetes. Pediatr Diabetes. 2018 May;19(3):346-353. Doi: 10.1111/pedi.12597. Epub 2017 Nov 2.
  2. Marsha Samsom, Tushar Trivedi, Olubunmi Orekoya, Shraddha Vyas. Understanding the Importance of Gene and Environment in the Etiology and Prevention of Type 2 Diabetes Mellitus in High-Risk Populations. Oral Health Case Rep. 2016 Mar;2(1):112.Epub 2016 Mar 14.
  3. Jana Precechtelova, Maria Borsanyiova, Sona Sarmirova, Shubhada Bopegamage. Type I Diabetes Mellitus: Genetic Factors and Presumptive Enteroviral Etiology or Protection. J Pathog. 2014;2014:738512.doi: 10.1155/2014/738512. Epub 2014 Dec 10.
  4. Andrea K Steck, Marian J Rewers. Genetics of type 1 diabetes. Clin Chem. 2011 Feb;57(2):176-85. doi: 10.1373/clinchem.2010.148221.
  5. Abbasi A, Corpeleijn E, van der Schouw YT, Stolk RP, Spijkerman AM, van der A DL, Navis G, Bakker SJ, Beulens JW. Maternal and paternal transmission of type 2 diabetes: influence of diet, lifestyle and adiposity. J Intern Med. 2011 Oct;270(4):388-96.
  6. Marco Infante, Camillo Ricordi, Andrea Fabbri. Antihyperglycemic properties of hydroxychloroquine in patients with diabetes: Risks and benefits at the time of COVID-19 pandemic. Journal of Diabetes. 2020 May 12 .
  7. Jeremy T. Warshauer, Jeffrey A. Bluestone, Mark S. Anderson. New Frontiers in the Treatment of Type 1 Diabetes. Cell Metabolism31, January 7, 2020ª2019 Elsevier Inc: 46-61. doi: 10.1016/j.cmet.2019.11.017.
  8. Kevan C Herold, Brian N Bundy, S Alice Long, Jeffrey A Bluestone, Linda A DiMeglio, Matthew J Dufort, Stephen E Gitelman, Peter A Gottlieb, Jeffrey P Krischer, Peter S Linsley, Jennifer B Marks, Wayne Moore, Antoinette Moran, Henry Rodriguez, William E Russell, Desmond Schatz, Jay S Skyler, Eva Tsalikian, Diane K Wherrett, Anette-Gabriele Ziegler, Carla J Greenbaum, Type 1 Diabetes TrialNet Study Group. An Anti-CD3 Antibody, Teplizumab, in Relatives at Risk for Type 1 Diabetes. N Engl J Med. 2019 Aug 15;381(7):603-613. doi: 10.1056/NEJMoa1902226.
  9. Ali O. Genetics of type 2 diabetes. World J Diabetes. 2013 Aug 15;4(4):114-23.
  10. Portha B, Grandjean V, Movassat J. Mother or Father: Who Is in the Front Line? Mechanisms Underlying the Non-Genomic Transmission of Obesity/Diabetes via the Maternal or the Paternal Line. Nutrients. 2019 Jan 22;11(2):233.
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Diabetes e distúrbios do sono

sleep

A ligação entre a diabetes e os distúrbios do sono

O que pode ser melhor do que uma boa noite de sono para recarregar as baterias e começar o dia a sentir-se fresco e descansado? Passamos cerca de um terço da nossa vida a dormir [1], mas por vezes o nosso sono não é tão reparador como gostaríamos. Noites curtas, despertares frequentes, dificuldade em adormecer, insónias: existe uma ligação entre a diabetes e os distúrbios do sono? E que soluções estão disponíveis para o ajudar a dormir melhor?

Qual a relação entre a diabetes e os distúrbios do sono?

Uma boa noite de sono é essencial para o bem-estar do seu corpo e mente [2,3]. De acordo com investigações clínicas, um terço das pessoas com diabetes é afetado por distúrbios do sono [2]. Foram realizados muitos estudos para compreender a ligação entre a diabetes e os problemas de sono, e demonstrou-se que a relação entre a diabetes e os distúrbios do sono é bidirecional [4].

Por um lado, uma quantidade insuficiente de sono (6,5 horas ou menos), acordar frequentemente e respiração noturna anormal podem complicar a gestão da diabetes. Como é que isto se explica? Parece que durante o sono ocorrem toda uma série de processos fisiológicos regenerativos, mas estes podem ser perturbados por noites demasiado curtas ou fragmentadas. Pensa-se que isto leva a um desequilíbrio hormonal, alteração do metabolismo da glicose e resistência à insulina , o que pode, por sua vez, levar à flutuação dos níveis de glicose no sangue [1,2,4,5,6].

Por outro lado, ter diabetes pode afetar a qualidade e a duração do sono, especialmente quando esta está descontrolada [4,5,7]. No caso de hiperglicemia , uma vontade frequente de urinar e sede intensa podem levar a acordar várias vezes durante a noite [5]. Os sintomas de hipoglicemia , como taquicardia e transpiração excessiva, também podem levar a acordar e/ou a um sono de má qualidade [2,5,7]. Pensa-se também que a diabetes descontrolada, especialmente quando associada ao excesso de peso, propicia a apneia do sono. Este é um distúrbio respiratório noturno que causa oxigenação insuficiente do sangue e resulta frequentemente numa redução da qualidade do sono e noites mais curtas [1,2,4].

Outros fatores, por vezes associados à diabetes, também podem promover distúrbios do sono:

  • medo de hipoglicemia [6];
  • excesso de peso e obesidade [2,4];
  • síndrome das pernas inquietas - a vontade de mover as pernas acompanhada por uma sensação desagradável de comichão, tremor ou dor [2];
  • neuropatia diabética [2,5];
  • produção insuficiente da hormona do sono melatonina [7];
  • depressão [5].

Algumas dicas para o ajudar a dormir melhor

Fique descansado: ter diabetes não significa necessariamente que tenha de dormir mal. Existem muitas soluções destinadas a ajudá-lo a adormecer mais depressa e a colocar os seus padrões de sono de volta na linha. Aqui ficam algumas recomendações:

  • tente manter o seu peso corporal sob controlo seguindo uma dieta equilibrada e praticando atividade física regular [1,2,4];
  • considere limitar o tabaco, alimentos e bebidas ricos em cafeína e açúcar [2,8];
  • tente, tanto quanto possível, deitar-se e levantar-se à mesma hora todos os dias para não perturbar o seu relógio biológico [6];
  • pratique algum tipo de atividade física aeróbica durante o dia, como andar de bicicleta, correr, nadar e dançar [2,10];
  • tome um banho quente antes de ir para a cama [9];
  • inclua alimentos que promovem o sono, como alface, cerejas, kiwi ou nozes nos seus jantares [8];
  • faça meditação e/ou ioga [3,11].

Como os distúrbios do sono podem afetar os níveis de glicose no sangue, dormir melhor e durante mais tempo não só irá melhorar o seu bem-estar geral, mas também ajudará a gerir a sua diabetes [4,6]!

Fontes

  1. Reutrakul S, Van Cauter E. Interactions between sleep, circadian function, and glucose metabolism: implications for risk and severity of diabetes. 2014 Apr;1311:151-73. doi: 10.1111/nyas.12355. Epub 2014 Mar 14.
  2. Surani S, Brito V, Surani A, Ghamande S. Effect of diabetes mellitus on sleep quality. 2015 Jun 25;6(6):868-73. doi: 10.4239/wjd.v6.i6.868.
  3. Heather L Rusch, Michael Rosario, Lisa M Levison, Anlys Olivera, Whitney S Livingston, Tianxia Wu, Jessica M Gill. The effect of mindfulness meditation on sleep quality: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Ann N Y Acad Sci. 2019 Jun;1445(1):5-16. doi: 10.1111/nyas.13996. Epub 2018 Dec 21.
  4. Barone MT, Menna-Barreto L. Diabetes and sleep: a complex cause-and-effect relationship. Diabetes Res Clin Pract. 2011 Feb;91(2):129-37.
  5. Sarah S. Farabi. Type 1 Diabetes and Sleep. Diabetes Spectrum. 2016 Feb; 29(1): 10-13. doi: 10.2337/diaspect.29.1.10.
  6. Katia M Perez, Emily R Hamburger, Morgan Lyttle, Rodayne Williams, Erin Bergner, Sachini Kahanda, Erin Cobry, Sarah S Jaser. Sleep in Type 1 Diabetes: Implications for Glycemic Control and Diabetes Management. Curr Diab Rep. 2018 Feb 5;18(2):5. doi: 10.1007/s11892-018-0974-8.
  7. Garfinkel D, Zorin M, Wainstein J, Matas Z, Laudon M, Zisapel N. Efficacy and safety of prolonged release melatonin in insomnia patients with diabetes: a randomized, double-blind, crossover study. Diabetes Metab Syndr Obes. 2011;4:307-13. doi: 10.2147/DMSO.S23904. Epub 2011 Aug 2.
  8. Yawen Zeng, Jiazhen Yang, Juan Du, Xiaoying Pu, Xiaomen Yang, Shuming Yang, Tao Yang. Strategies of Functional Foods Promote Sleep in Human Being. Curr Signal Transduct Ther. 2014 Dec;9(3):148-155. doi: 10.2174/1574362410666150205165504.
  9. Edward C Harding, Nicholas P Franks, William Wisden. The Temperature Dependence of Sleep. Front Neurosci. 2019 Apr 24;13:336. doi: 10.3389/fnins.2019.00336. eCollection 2019.
  10. Masahiro Banno, Yudai Harada, Masashi Taniguchi, Ryo Tobita, Hiraku Tsujimoto, Yasushi Tsujimoto, Yuki Kataoka, Akiko Noda. Exercise can improve sleep quality: a systematic review and meta-analysis. PeerJ. 2018 Jul 11;6:e5172. doi: 10.7717/peerj.5172. eCollection 2018.
  11. Marieke Van Puymbroeck, Karen Atler, Jennifer Dickman Portz, Arlene A Schmid. Multidimensional Improvements in Health Following Hatha Yoga for Individuals with Diabetic Peripheral Neuropathy. Int J Yoga Therap. 2018 Nov;28(1):71-78. Doi: 10.17761/2018-00027. Epub 2018 Feb 8.
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Sintomas da diabetes nas mulheres

women

Detetar os primeiros sinais de diabetes pode fazer uma grande diferença para obter um diagnóstico mais rápido e prevenir futuras complicações.

Os sintomas da diabetes nas mulheres podem manifestar-se de forma um pouco diferente do que nos homens devido às formas únicas como os nossos corpos funcionam.2 A diabetes também pode ter efeitos específicos na saúde sexual e reprodutiva das mulheres, o que faz com que seja ainda mais importante estar atenta aos sintomas.3 

As diferenças de género também contam.4 Estudos demonstram que as mulheres com diabetes tipo 1 têm mais 40% de probabilidades de morrer prematuramente com a doença do que os homens.4 As mulheres com diabetes tipo 2 também correm um risco mais elevado de complicações como doenças cardíacas e podem ter menos probabilidades de receber cuidados preventivos.2,4 É por isso que é tão importante compreender de que forma a diabetes afeta especificamente as mulheres.

Sintomas comuns da diabetes nas mulheres

Os sintomas típicos da diabetes incluem:1

  • Aumento da sede
  • Urinar excessivamente
  • Sentir fome constantemente
  • Perder peso involuntariamente
  • Falta de energia ou sensação de fadiga
  • Visão turva

Por vezes, a diabetes também pode causar:5

  • Dormência ou formigueiro nas mãos ou nos pés
  • Pele seca
  • Feridas que cicatrizam lentamente
  • Mais infeções do que o habitual
  • Náuseas, vómitos ou dores de barriga

Para além dos sintomas comuns acima referidos, a diabetes pode causar outros problemas. As mulheres podem ter:3

  • Infeções vaginais que não desaparecem – estas infeções ocorrem devido ao excesso de glicose libertado através da urina, criando um ambiente ideal para o crescimento de fungos. 
  • Infeções do trato urinário (ITU) recorrentes – também ocorrem devido ao excesso de glicose na urina, que favorece o crescimento excessivo de bactérias. Alguns medicamentos para a diabetes tipo 2 podem causar ITU recorrentes como efeito adverso.2
  • Secura vaginal – pode ocorrer devido à redução do fluxo sanguíneo para esta área em pessoas com diabetes, bem como devido a algumas das alterações hormonais provocadas pela doença. 

Manter os níveis de glicemia dentro dos limites com um tratamento e gestão adequados da diabetes pode prevenir ou melhorar estes sintomas.3

Diabetes e menstruação

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O ciclo menstrual pode afetar a glicemia e a resposta do corpo à insulina .6 Por este motivo, se for mulher e tiver diabetes tipo 1, pode verificar que os seus níveis de glicemia aumentam ou diminuem mais do que o habitual antes e durante a menstruação.6 

Não existe um padrão único para a menstruação e a diabetes, por isso, o mais adequado é monitorizar os seus sintomas e a glicemia durante este período, utilizando um diário, uma aplicação ou o seu sistema de monitorização da glicose .6 Ao detetar o seu padrão único, poderá gerir melhor a sua diabetes.

Tirar partido da tecnologia de gestão da diabetes é uma forma útil de acompanhar o seu ciclo menstrual e a forma como este afeta a sua glicemia.6 Por exemplo, um monitor contínuo de glicose (MCG) regista constantemente as flutuações da glicose , facilitando a previsão de padrões.6 Algumas bombas de insulina podem criar perfis personalizados de administração de insulina para situações específicas, como a sua menstruação.

Como é que o seu ciclo afeta a insulina e a glicemia?

Nos dias que antecedem a menstruação, os níveis de progesterona sobem, o que, em algumas pessoas, pode provocar desejos de comida e resistência à insulina .6 Mas, assim que a menstruação começa, pode tornar-se mais sensível à insulina .6 Isto pode fazer com que a glicose suba imediatamente antes da menstruação e depois desça durante a mesma. Para algumas pessoas, acontece o contrário, enquanto outras não registam quaisquer alterações.6

A melhor forma de ajudar a prevenir e gerir estas alterações é monitorizar a glicemia com maior frequência nos dias que antecedem a menstruação e durante a mesma.6

Como é que a diabetes tipo 1 afeta a menstruação?

Viver com diabetes tipo 1 pode causar menstruações irregulares, abundantes ou falhas na menstruação em algumas pessoas.6,7 

Estes sintomas são mais prováveis quando a diabetes não está a ser devidamente gerida e quando os níveis de glicemia não estão dentro dos limites.6,7 Muitas vezes, aumentar o tempo dentro do intervalo-alvo pode ajudar.6

Fale com a sua equipa de cuidados de saúde se tiver sintomas ou problemas de diabetes que estejam relacionados com a menstruação.6 

Menopausa e diabetes

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Algumas mulheres com diabetes tipo 1 podem entrar na menopausa mais cedo do que as que não têm a doença.7,8 As alterações hormonais que antecedem a menopausa podem provocar oscilações na glicemia.8 Episódios frequentes de glicemia alta e baixa podem ser um dos sinais reveladores de menopausa nas mulheres com diabetes tipo 1.

Os picos altos ( hiperglicemia ou hipers) e baixos ( hipoglicemia ou hipos) também podem assemelhar-se aos sintomas da menopausa.8 Por exemplo, tanto as hipers como a menopausa podem causar fadiga e tanto as hipos como a menopausa podem causar tonturas e alterações de humor.8

A única forma de saber a diferença é monitorizar a glicemia com maior frequência.8 Ajustar a administração de insulina em conformidade também pode ajudar.8 Por último, a terapia de substituição hormonal pode ajudar com os sintomas da menopausa, como a secura vaginal, por isso, fale sobre esta opção com a sua equipa de cuidados de saúde.7,8 

SOPQ e diabetes

A síndrome dos ovários poliquísticos (SOPQ) ocorre quando os níveis de androgénios (um grupo de hormonas sexuais) são demasiado elevados.2,9 Isto tem vários efeitos no organismo, incluindo resistência à insulina e níveis elevados de glicemia.9 Assim, as mulheres com SOPQ correm um maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 .2,9 

Se tiver resistência à insulina , as células beta produtoras de insulina têm de trabalhar mais para libertar mais insulina na corrente sanguínea e estabilizar a glicemia.9 Com o tempo, isto leva a hiperglicemia e a oscilações da glicemia.9

A obesidade ou o excesso de peso também podem aumentar o risco de diabetes se tiver SOPQ.9 Seguir uma dieta equilibrada e praticar exercício regularmente pode diminuir a probabilidade de desenvolver a doença.9 Se tiver SOPQ, fale com o seu profissional de saúde sobre o seu risco de diabetes, pois este pode ajudá-lo a orientar a sua estratégia de prevenção.9

Diabetes gestacional

A diabetes gestacional é uma condição que causa resistência à insulina e o aumento da glicemia durante a gravidez.10 

Embora a condição em si seja temporária, torna mais provável a ocorrência de complicações na gravidez, além de aumentar o risco de diabetes e obesidade para a mãe e de aumentar o peso à nascença para o bebé.10 Na realidade, a diabetes gestacional é um dos mais fortes preditores de diabetes tipo 2 no futuro.2 

Felizmente, as complicações podem ser evitadas e, normalmente, a diabetes gestacional pode ser gerida com mudanças simples no estilo de vida, como a dieta e o exercício físico.10

Os sintomas da diabetes nas mulheres podem ser ligeiramente diferentes dos sintomas nos homens. As mulheres com diabetes enfrentam desafios únicos, como a menstruação, a gravidez e a menopausa, que exigem uma abordagem personalizada. 

Fale com a sua equipa de cuidados de saúde se tiver sintomas de diabetes ou se tiver diabetes e sentir dificuldade em manter a sua glicemia dentro dos limites. Com os cuidados adequados, as mulheres podem gerir a sua doença, melhorar o seu bem-estar e evitar complicações.

Sources

  1. IDF. IDF Diabetes Atlas, 10th edition (2021). Acedido a 30 setembro 2024. Disponível em: https://diabetesatlas.org/idfawp/resource-files/2021/07/IDF_Atlas_10th_Edition_2021.pdf
  2. Kautzky-Willer A, Leutner M, Harreiter J. Sex differences in type 2 diabetes [published correction appears in Diabetologia. 2023;66(6):1165. doi: 10.1007/s00125-023-05913-8]. Diabetologia. 2023;66(6):986–1002. https://doi.org/10.1007/s00125-023-05891-x
  3. CDC. Diabetes and women. Acedido a 30 setembro 2024. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/risk-factors/diabetes-and-women-1.html
  4. IDF. The fight for gender equality: the burden faced by women living with diabetes. Acedido a 30 setembro 2024. Disponível em: https://idf.org/europe/news/the-fight-for-gender-equality-the-burden-faced-by-women-living-with-diabetes
  5. CDC. Symptoms of diabetes. Acedido a 30 setembro 2024. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/signs-symptoms/index.html
  6. JDRF. Menstruation and type 1 diabetes. Acedido a 30 setembro 2024. Disponível em: ttps://jdrf.ca/life-with-t1d/menstruation-and-type-1-diabetes/
  7. Hillson R. Diabetes, menstruation, and the uterus. Practical Diabetes. 2015;32(8):323–324. https://doi.org/10.1002/pdi.1981
  8. JDRF. Type 1 diabetes and women’s health: periods and menopause. Acedido a 30 setembro 2024. Disponível em: https://jdrf.org.au/type-1-diabetes-periods-menopause/
  9. Livadas S, Anagnostis P, Bosdou JK, et al. Polycystic ovary syndrome and type 2 diabetes mellitus: a state-of-the-art review. World J Diabetes. 2022;13(1):5–26. https://doi.org/10.4239/wjd.v13.i1.5
  10. Rasmussen L, Poulsen CW, Kampmann U, et al. Diet and healthy lifestyle in the management of gestational diabetes mellitus. Nutrients. 2020;12(10):3050. https://doi.org/10.3390/nu12103050
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Dia Mundial da Diabetes 2025

Celebramos o Dia Mundial da Diabetes 2025 destacando a resiliência e a força de vontade que define as pessoas que vivem com diabetes. 

 

A diabetes não desiste. Eu também não. #IWontQuit

Ficheiro de vídeo

Para as pessoas que vivem com diabetes, o dia a dia muitas vezes significa gerir uma condição constante que afeta muitos aspetos das suas rotinas. No entanto, as pessoas com diabetes não desistem. Persistem, fazendo escolhas que lhes permitem viver plenamente. 

No MakingDiabetesEasier, o nosso objetivo é partilhar informação e histórias que ajudem pessoas a gerir o seu dia a dia. Reunimos as informações, recursos, histórias e dicas mais relevantes para ajudar a viver uma vida plena. 

A experiência de cada pessoa é única e as histórias que partilhamos refletem diferentes modos de viver.

Descubra como, com determinação e apoio, é possível manter-se ativamente envolvido na gestão da sua diabetes.

 

Acordar

Antes do nascer do sol, a rotina começa - verificações, decisões, coragem.

No #MakingDiabetesEasier, honramos as manhãs que nos mantêm em movimento.

#WDD2025 #IWontQuit  

Ficheiro de vídeo

 

Caminhadas

Algumas caminhadas são medidas em metros; outras em coragem. 

No #MakingDiabetesEasier, celebramos cada passo em frente, desde o autocuidado até ao assumir o controlo.

#WDD2025 #IWontQuit  

Ficheiro de vídeo

 

Yoga

O equilíbrio reside na força interior. A diabetes é uma realidade, mas a Laura mostra que a força e a calma são a chave para se manter empenhada na gestão da sua diabetes.

#WDD2025 #IWontQuit

Ficheiro de vídeo

 

Encontro romântico

A celebração vem em primeiro lugar, e viver a vida ao máximo faz parte do plano.

No #MakingDiabetesEasier, celebramos o facto da diabetes não impedir jantares, encontros românticos, ou diversão. 

#WDD2025 #IWontQuit 

Ficheiro de vídeo

 

Partilhe a sua determinação

A determinação é a atitude que define as pessoas que vivem com diabetes; uma capacidade impressionante de manter o controlo quando as coisas se tornam difíceis. 

Junte-se à nossa campanha e faça os seus entes queridos sorrir, partilhando estes vídeos com as hashtags #MakingDiabetesEasier #WDD2025 #IWontQuit, ou criando a sua própria mensagem, foto ou vídeo que represente a sua determinação em não desistir.

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Como atualizar a bomba de insulina t:slim X2

A bomba de insulina t:slim X2 pode ser atualizada remotamente, no conforto da sua casa, garantindo que tem sempre o software e funcionalidades mais recentes.

Para completar a atualização, vai precisar de:

  • Um computador fixo ou portátil
  • A sua bomba de insulina t:slim X2
  • Um cabo micro USB
  • Uma conta Tandem Source
Atualização através do Source Updater:

Atualizar a sua bomba através do Source Updater é simples! Siga os passos abaixo:

  1. Aceda a source.tandemdiabetes.com
  2. Inicie sessão com os seus dados (se não tiver conta, crie uma conta seguindo as instruções)
  3. Conecte a sua bomba ao computador
  4. Siga os passos indicados no Tandem Source

Manual de Utilizador

Software 7.8.1

Agora que já atualizou a sua bomba com o software 7.8.1, pode fazer o download da aplicação móvel e aproveitar as suas funcionalidades!

Descarregue a aplicação na App Store (iOS) ou no Google Play (Android).

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Guia rápido "Emparelhamento bomba"

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O que é o Making Diabetes Easier?

O Making Diabetes Easier é uma marca comum ao grupo Air Liquide Healthcare. A VitalAire engloba a atividade da diabetes em Portugal, tendo assim como objetivo facilitar e ajudar no cuidado da diabetes