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Viajar com diabetes: Como aproveitar ao máximo as suas férias

A diabetes não deve ser um obstáculo para explorar novos locais, ter novas experiências e criar novas memórias [1, 2]. Mas viajar também o retira da sua rotina e pode perturbar a gestão da sua glicemia, o que pode representar riscos para a saúde se tiver diabetes tipo 1 [2]. É por isso que planear com antecedência é fundamental ao viajar com diabetes [1]

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Preparar a sua viagem

Idealmente, deve começar a preparar a sua viagem com algumas semanas de antecedência [1]. Visite o seu médico para uma consulta de rotina e aproveite este momento para falar sobre os seus planos, incluindo como quaisquer atividades planeadas podem afetar a sua diabetes e o que fazer em relação a isso, como ajustar a sua dose de insulina se necessário, gerir eventuais doenças enquanto estiver fora e se deve levar glucagon consigo [1, 2].Pergunte ao seu médico se irá necessitar de alguma vacina para o seu destino de viagem e tente administrar as vacinas exigidas pelo menos quatro semanas antes de viajar [1, 2].Se planeia viajar através de mais de dois fusos horários, informe o seu médico ou a equipa de cuidados da diabetes para que possam preparar planos de refeições e um novo regime de insulina com antecedência [1].

Peça à sua farmácia uma lista dos seus medicamentos, incluindo os nomes genéricos e as doses [1]. Leve uma cópia desta lista consigo nos seus documentos de viagem [1].Por fim, o seu médico também deve emitir uma receita médica para a sua medicação habitual, para o caso de esta acabar enquanto estiver fora [1, 2].

Preparação adicional se for viajar de avião

Se for viajar de avião, verifique as informações de segurança mais recentes da sua companhia aérea — habitualmente disponíveis online — para confirmar quaisquer políticas ou diretrizes especiais antes de chegar ao aeroporto [1].Pode encomendar com antecedência uma refeição especial que se adapte às suas necessidades alimentares [2]. Em alternativa, pode preparar a sua própria refeição antes do voo [2].Também deve informar a sua companhia aérea com antecedência de que tem diabetes e que necessita de transportar consigo dispositivos médicos [1]. Isto irá ajudá-lo a passar pelos controlos de segurança no aeroporto [1].Deve igualmente informar o agente de segurança do aeroporto sobre isto [1].

Empacotar e organizar os seus medicamentos

Quando se trata de empacotar os seus medicamentos, nunca se está preparado demais. Comece por calcular a quantidade de que necessitará dos seguintes itens, dependendo do tempo que estará fora [1, 3]:

  • Reservatórios de insulina
  • Tiras de teste
  • Glucagon
  • Comprimidos de glicose
  • Lancetas
  • Agulhas
  • Canetas de insulina (mesmo que utilize bombas de insulina , leve canetas como alternativa de recurso)
  • Sets de infusão
  • Monitores Contínuos de Glicose (MCG)
  • Seringas de insulina (se aplicável, ou como alternativa de recurso em caso de emergência)

Depois, duplique ou até triplique a quantidade que pensa que irá necessitar [2, 3]

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Organize os seus dispositivos em mais do que uma mala, para o caso de perder uma delas [1, 3]. Alguns dos itens devem ir consigo na sua bagagem de mão, tais como a insulina , o equipamento de teste e tratamento para o caso de uma hipoglicemia [1].

Como conservar a sua insulina

As temperaturas extremas podem afetar a qualidade da insulina e fazer com que esta perca eficácia, pelo que é importante conservá-la adequadamente enquanto viaja [1]. Eis algumas dicas para conservar corretamente a insulina ao longo da sua viagem:

  • Se viajar de carro, mantenha-a numa geleira [2]. No entanto, não a coloque diretamente sobre o gelo, pois isso pode fazer com que congele [2];
  • Não guarde a insulina sob a luz solar direta ou em locais quentes, como a bagageira do carro [2];Se for viajar de avião, não coloque a insulina no porão ou na bagagem de viagem, pois a temperatura nessas zonas da aeronave fará com que congele [1, 3];
  • Leve a insulina consigo como parte da sua bagagem de mão, juntamente com bolsas térmicas ou geleiras aprovadas para uso médico. Certifique-se de que são aprovadas para uso médico — caso contrário, poderá não conseguir passar com elas pela segurança do aeroporto [3].

Outras coisas para levar

Certifique-se de que também leva o seguinte:

  • A sua identificação médica que indique que tem diabetes tipo 1 [1]. Pode ser uma pulseira, um colar ou um cartão de identificação [1]
  • A carta do seu médico a atestar que tem diabetes e que precisa de levar consigo equipamento médico e medicamentos [3]
  • A receita médica do seu médico, caso precise de adquiri mais consumíveis enquanto estiver fora [3].
  • Snacks para o caso de ter uma hipoglicemia [1, 3]
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Diabetes tipo 1: Segurança do aeroporto

Notifique a equipa de segurança ou de controlo sobre a sua condição médica [4]. Todos os seus medicamentos e equipamentos relacionados com a insulina deverão passar em segurança pelo controlo, desde que tenha notificado o agente de segurança sobre a sua condição [1]. Ainda assim, há mais alguns aspetos a ter em conta:

  • Deve verificar as diretrizes de segurança da sua companhia aérea antes de voar, para o caso de existirem alterações [1];
  • A insulina , em qualquer formato ou aplicador, deve estar claramente rotulada [1];
  • A sua bomba de insulina não deve fazer disparar os alarmes de segurança, mas se o fizer, basta mostrá-la e explicar que tem de usar uma bomba de insulina e que não a pode remover [1];
  • O seu dispositivo de monitorização contínua da glicose (MCG) deve passar em segurança pelo detetor de metais, mas os scanners de raio-X podem danificá-lo [4]. O mesmo se aplica à sua bomba de insulina [4]. Assim, o seu MCG e a bomba não devem passar pelos scanners de bagagem ou pelos scanners corporais completos — pode retirar o seu MCG ou pedir ao agente de segurança um controlo por palpação (pat-down) [4];
  • O seu dispositivo de MCG, se estiver a usá-lo, não precisa de ser desligado durante o voo [1].

As pessoas com diabetes estão isentas das restrições de líquidos ao voar, pelo que pode levar volumes maiores de líquidos, como sumos, como fonte de hidratos de carbono de ação rápida [2]. Também pode utilizar bolsas de gel para manter a sua insulina fresca [2].

No destino

As alterações no fuso horário, nas atividades, nas temperaturas e nos hábitos alimentares podem afetar a sua glicemia enquanto está de férias [1, 2].

A sua glicemia pode ficar ligeiramente fora dos valores de referência assim que chegar ao seu destino, mas deve estabilizar passados alguns dias [2]. Verifique a sua glicemia com maior regularidade e ajuste a sua dose de insulina em conformidade [2].

A gastronomia é frequentemente um dos grandes destaques de viajar para um novo destino. No entanto, tente manter-se fiel a alimentos saborosos que se enquadrem na sua refeição e evite comer alimentos pouco saudáveis; opte por alternativas saudáveis [2]. Se estiver a ter umas férias muito ativas, poderá notar que precisa de variar as suas doses de insulina [3]. Verifique os seus níveis de glicemia antes e depois da atividade física — mesmo em coisas como passear por uma cidade nova a fazer turismo, por exemplo, ou nadar na praia — e ajuste a sua insulina , alimentação e atividade em conformidade [2].

Se a diferença de fuso horário for inferior a quatro horas, poderá não necessitar de ajustar o seu regime de insulina [3]. Contudo, voar através de dois ou mais fusos horários diferentes exigirá uma preparação extra [1]. Juntamente com a sua equipa de cuidados de saúde, deverá preparar um novo plano de refeições e de insulina adequado [1].

A diabetes e o tempo quente

As temperaturas elevadas podem afetar a forma como o seu corpo processa a insulina [2]. Nomeadamente, faz com que o seu corpo absorva a insulina mais rapidamente e, portanto, aumenta o seu risco de hipoglicemia [5]. O risco é ainda maior se andar de um lado para o outro no calor e praticar mais atividade física do que o normal [2, 5].

Por outro lado, os escaldões podem aumentar os seus níveis de glicemia [6]. Portanto, para reduzir os riscos do calor, siga estas dicas:

  • Use sempre protetor solar e um chapéu quando estiver ao sol [6];
  • Beba muita água para evitar a desidratação, mesmo que não sinta sede [6];
  • Verifique a sua glicemia com maior regularidade [2, 6]. Se estiver a praticar mais atividade física do que o habitual, verifique a sua glicemia antes, durante e após o exercício, pois poderá ter de ajustar a sua dose de insulina [2, 6].

Numa nota relacionada, não ande descalço em lado nenhum — mesmo na praia ou na piscina —, pois isso aumenta o risco de feridas [2, 6].

Lembre-se de não deixar a sua insulina exposta na praia. A luz solar direta pode estragar a sua insulina e torná-la menos eficaz [6].

A diabetes e o tempo frio

As temperaturas frias também podem fazer com que a sua glicemia sofra picos [5, 7]. Isto acontece porque as temperaturas frias aumentam os níveis das hormonas do stress no organismo, o que, por sua vez, aumenta a glicemia e diminui a produção de insulina [7].Para lidar com as temperaturas frias, lembre-se de [7]:

  • Verificar a sua glicemia com maior regularidade do que o habitual;
  • Aqueça as mãos antes de testar para obter um resultado mais preciso e tornar o teste menos doloroso
  • Manter-se o mais quente possível;
  • Verificar os seus pés todos os dias para identificar pele seca e fissuras. Estas podem causar complicações, tais como problemas de pé diabético;
  • Manter a sua insulina a uma temperatura fresca, mas não gelada.

Viajar com diabetes pode ser emocionante, divertido e gratificante, desde que planeie com a maior antecedência possível [1, 2, 3]. Se planear bem as suas férias, há muito pouco que não possa fazer enquanto estiver fora, e poderá constatar que, a cada viagem, se torna mais forte, confiante e aventureiro [3]. 

Fontes

  1. Juvenile Diabetes Research Foundation (JDRF), Adult Type 1 Toolkit — Newly Diagnosed. Acedido a 15/06/2023. Disponível em: https://www.jdrf.org/wp-content/uploads/2014/01/AdultT1D_Newlydiagnosed.pdf
  2. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 21 Tips for Traveling With Diabetes,. Acedido a 15/06/2023. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/library/features/traveling-with-diabetes.html
  3. JDRF, Travelling with type 1 diabetes, accessed 15/06/2023. Acedido a 15/06/2023. Disponível em: https://jdrf.org.uk/information-support/living-with-type-1-diabetes/everyday-life/travelling/
  4. JDRF, Airport security and diabetes technology. Acedido a 15/06/2023. Disponível em: https://jdrf.org.uk/information-support/treatments-technologies/continuous-glucose-monitors/airport-security-diabetes-technology/
  5. Kenny GP, Sigal RJ, McGinn R. Body temperature regulation in diabetes. Temperature (Austin). 2016;3(1):119-145. Published 2016 Jan 4. doi:10.1080/23328940.2015.1131506, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4861190/
  6. CDC, Managing diabetes in the heat. Acedido a 15/06/2023. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/library/features/manage-diabetes-heat.html
  7. CDC, Managing diabetes in the heat. Acedido a 15/06/2023. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/library/features/manage-diabetes-heat.html
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Fruta e diabetes: há alguma fruta recomendada?

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A fruta é uma parte integrante de uma alimentação saudável e equilibrada [1,2,3]. Se vive com diabetes, pode comer qualquer tipo de fruta. No entanto, é importante ter em conta o seu teor de hidratos de carbono e o seu efeito nos níveis de glicose no sangue [2,4,5] 

Fruta: é boa ou má? 

Baixa em calorias e rica em vitaminas (A, C, K), fibra, minerais (magnésio, potássio) e antioxidantes (polifenóis e carotenoides), a fruta contém inúmeros nutrientes que têm um efeito benéfico na saúde [1,3].Segundo vários estudos clínicos, uma alimentação de base vegetal ajuda a prevenir doenças cardíacas e a obesidade, e a reduzir os riscos de hipertensão e colesterol [3].Para as pessoas que vivem com diabetes, comer fruta fresca com um baixo índice glicémico ajuda a otimizar a gestão da glicemia, aumenta a sensibilidade à insulina e reduz o risco de complicações médicas [2,3,6].

Que fruta devo comer e em que quantidades? 

A composição das suas refeições e, especificamente, a quantidade de fruta que o seu médico o aconselha a comer todos os dias, variará dependendo do seu tipo de diabetes e do seu perfil médico [2]. No entanto, a maioria das diretrizes de saúde pública recomenda duas porções de fruta por dia [7]. 

O que é considerado uma porção de fruta? 

Para a Food Standards Agency (FSA), uma porção de fruta pesa 80 gramas. Isto é o equivalente a um punhado de uvas, cerejas ou frutos vermelhos, uma maçã, uma banana, uma pera, uma laranja ou qualquer outra fruta de tamanho semelhante. Um copo de 150 ml de sumo de fruta conta como uma porção, mas recomenda-se que beba apenas um copo por dia [1]

Ao escolher uma determinada fruta, é uma boa ideia considerar o seu índice glicémico, um valor que reflete a capacidade de um alimento para aumentar os níveis de açúcar no sangue [2,4]. Os estudos demonstraram que a fruta com baixo índice glicémico pode ajudar a gerir a diabetes ao não aumentar excessivamente os níveis de açúcar no sangue após uma refeição [2,3,5].

Se tem diabetes tipo 1, ou diabetes tipo 2 em insulinoterapia, é aconselhável ajustar as suas doses de insulina de acordo com a quantidade e o tipo de açúcares contidos na fruta que escolhe para as suas refeições [2].

Sumo de Fruta 

Em comparação com a fruta inteira (seja fresca, congelada ou desidratada), o sumo de fruta é geralmente mais rico em açúcar e mais pobre em fibra, podendo aumentar rapidamente os níveis de glicemia [1,3,5]. Além disso, se estiver a tentar perder peso ou a manter um peso saudável, lembre-se de que a fruta inteira sacia mais do que o seu sumo [1,6]

Quais são as frutas com um índice glicémico baixo? 

As frutas com os índices glicémicos mais baixos são:

  • maçãs;
  • peras;
  • laranjas;
  • pêssegos;
  • alperces;
  • ameixas;
  • cerejas;
  • frutos vermelhos (amoras, mirtilos, framboesas, morangos) [2,4,8].

Estudos clínicos sugerem que os frutos secos e desidratados, tais como tâmaras, figos, ameixas secas e passas, embora tenham uma maior concentração de açúcar, possuem um elevado teor de fibra e um índice glicémico baixo a moderado que pode limitar o seu efeito no açúcar no sangue [3,9].

Quais são as frutas com um índice glicémico elevado? 

Embora a maioria das frutas tenha um índice glicémico baixo (55 ou menos) [8] , existem algumas frutas com um índice glicémico elevado que têm maior probabilidade de aumentar o seu nível de açúcar no sangue. Por exemplo, as chamadas frutas tropicais:

  • ananás;
  • manga;
  • papaia;
  • kiwi;
  • melancia;
  • banana [2,4].

Além de ser incrivelmente benéfica para a sua saúde, quer seja como sobremesa, lanche, em salada ou misturada com laticínios ou cereais, a fruta é também uma adição deliciosa a cada refeição.

 

Sources

  1. Slavin JL, Lloyd B. Health benefits of fruits and vegetables. Adv Nutr. 2012;3(4):506-516. Published 2012 Jul 1. doi:10.3945/an.112.002154
  2. Canadian Diabetes Association Clinical Practice Guidelines Expert Committee. Nutrition Therapy. P.D. Dworatzek et al. / Can J Diabetes 37 (2013) S45eS55
  3. Mark L Dreher. Whole Fruits and Fruit Fiber Emerging Health Effects. Nutrients. 2018 Nov 28;10(12):1833. doi: 10.3390/nu10121833.
  4. M T Guevarra, L N Panlasigui. Blood glucose responses of diabetes mellitus type II patients to some local fruits. Asia Pac J Clin Nutr. 2000 Dec;9(4):303-8. doi: 10.1046/j.1440-6047.2000.00159.x.
  5. D J A Jenkins, K Srichaikul, C W C Kendall, J L Sievenpiper, S Abdulnour, A Mirrahimi, C Meneses, S Nishi, X He, S Lee, Y T So, A Esfahani, S Mitchell, T L Parker, E Vidgen, R G Josse, L A Leiter. The relation of low glycaemic index fruit consumption to glycaemic control and risk factors for coronary heart disease in type 2 diabetes. Diabetologia. 2011 Feb;54(2):271-9. doi: 10.1007/s00125-010-1927-1. Epub 2010 Oct 27.
  6. McMacken M, Shah S. A plant-based diet for the prevention and treatment of type 2 diabetes. J Geriatr Cardiol. 2017;14(5):342-354. doi:10.11909/j.issn.1671-5411.2017.05.009
  7. Forouhi N.G et al. Dietary and nutritionnal approaches for prevention and mangement of type 2 diabetes. BMJ 2018;361:k2234, 13 juin 2018. doi: 10.1136/bmj.k2234
  8. Fiona S Atkinson, Kaye Foster-Powell, Jennie C Brand-Miller. International tables of glycemic index and glycemic load values: 2008. Diabetes Care. 2008 Dec;31(12):2281-3. doi: 10.2337/dc08-1239. Epub 2008 Oct 3.
  9. Effie Viguiliouk, Alexandra L Jenkins , Sonia Blanco Mejia, John L Sievenpiper, Cyril W C Kendall. Effect of dried fruit on postprandial glycemia: a randomized acute-feeding trial. Nutr Diabetes. 2018 Dec 11;8(1):59. doi: 10.1038/s41387-018-0066-5.
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Viajar de avião com a bomba de insulina

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Viajar de avião pode ser uma experiência emocionante mas, quando se depende de uma bomba de insulina para gerir a diabetes tipo 1, também pode gerar algumas preocupações. Como passar pela segurança do aeroporto com o seu dispositivo médico? Pode-se administrar insulina num avião? Que preparativos especiais são necessários para garantir uma viagem segura e tranquila?

A boa notícia é que, com o planeamento correto, é possível viajar de avião com uma bomba de insulina . Vejamos como o fazer. 

Preparar-se para viajar de avião com uma bomba de insulina

Antes de viajar de avião, é aconselhável contactar o aeroporto com antecedência, se possível.1 A maioria das bombas de insulina e dos MCG não deve passar pelos scanners de raio-X ou de segurança no tapete de bagagem, devendo ser verificada manualmente.1 Pode aproveitar esta oportunidade para perguntar se existem alternativas aos scanners habituais para verificar a sua bagagem de mão e a bomba de insulina .1 

Algumas companhias aéreas podem até permitir o transporte de bagagem adicional devido à sua condição médica. Em todo o caso, vale a pena informar-se!1

Planeie chegar ao aeroporto mais cedo do que o recomendado, reservando uma hora para os procedimentos de segurança.1 Desta forma, terá mais tempo para resolver eventuais mal-entendidos que possa ter com a segurança.2

No aeroporto

Quando chegar ao aeroporto, informe antecipadamente a segurança de que tem consigo um equipamento para a diabetes.2 

Se houver algum problema, o Guia fornecido pela VitalAire deverá ajudar. Pode levar este guia consigo para o aeroporto para a mostrar a um representante da segurança do aeroporto, caso lhe sejam pedidas informações adicionais.

É igualmente importante trazer uma carta do seu médico que explique a sua condição, a sua identificação médica e um cartão de dispositivo médico (se o seu país o emitir).1 Também pode trazer uma receita médica (escrita em inglês) e um certificado que confirme todos os artigos médicos que precisa de trazer sempre consigo.1,2   Deve poder usar a sua bomba de insulina e não lhe ser pedido que a retire.1 Também pode pedir uma forma alternativa de controlo na segurança, como uma revista (inspeção manual).1

Se houver algum problema, peça para falar com um superior hierárquico, que poderá ter mais conhecimentos sobre as regras para viajar com uma bomba de insulina .2

Durante o voo

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Terá de levar o seu kit para a diabetes consigo no avião como bagagem de mão.1 Isto é para que possa ter acesso fácil ao que necessitar durante o voo, em caso de emergência, e para evitar os scanners de raio-X utilizados para a bagagem de porão.1,2

Pode-se levar insulina num avião?

Sim, pode levar insulina consigo no avião, porque tem o direito de ter sempre consigo a sua medicação em caso de emergência.1 Além disso, a insulina pode congelar no compartimento de porão, uma vez que as temperaturas tendem a descer muito.2 Por isso, terá de levar a insulina como parte da sua bagagem de mão.1,2

No entanto, existem determinadas regras e sugestões que deve seguir quando leva a insulina consigo para garantir que esta viaja em segurança.2

Viajar de avião com insulina

Em primeiro lugar, terá de transportar a sua insulina num saco de frio medicamente aprovado. Caso contrário, a segurança do aeroporto poderá não a aceitar.1 Tenha a sua carta médica pronta para o caso de haver algum problema.1

Toda a sua insulina ou outros medicamentos para a diabetes têm de ter uma rotulagem clara que indique o seu nome e o nome do fabricante da insulina .2

Ao contrário da bomba, os frascos de insulina podem passar em segurança pelo scanner de raio-X de bagagem, juntamente com a sua bagagem de mão.1

Conselhos adicionais para viajar de avião com insulina

Pondere colocar todos os seus artigos de insulina num saco separado, transparente e claramente etiquetado, para que possa passar mais rapidamente pela segurança.1 

Assim que estiver no avião, certifique-se de que tem a sua insulina consigo e não no compartimento superior.2 Desta forma, tem acesso imediato à insulina , caso precise dela, mas também a mantém segura durante voos com turbulência.2

Quando aterrar, é boa ideia verificar se a insulina também chegou em boas condições..2 Se tiver um aspeto invulgar, substitua-a.2

É permitido viajar de avião com a bomba de insulina , mas há algumas diretrizes que tem de seguir. Certifique-se de que sua a bomba de insulina não passa por um scanner de raio-X, reserve tempo suficiente para os controlos de segurança e mantenha o seu kit de diabetes perto de si. Com um planeamento cuidadoso e as sugestões acima, viajar de avião com uma bomba de insulina deve ser fácil, para que possa desfrutar da sua viagem!

Fontes:

  1. JDRF. Airport security and diabetes technology. Accessed 22 August 2024. Available at: https://jdrf.org.uk/knowledge-support/living-with-type-1-diabetes/everyday-life/travelling/airport-security-and-diabetes-technology/
  2. International Diabetes Federation (IDF), Travelling with diabetes. Written on 21 December 2020. Accessed 22 August 2024. Available at: https://idf.org/europe/media/uploads/sites/2/2023/06/AwarenessPaper-DiabetesAndTravelling-21Dec2020_compressed.pdf
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Menopausa e os níveis de glicemia

Menopausa e os níveis de glicemia

A menopausa é o processo natural pelo qual todas as mulheres passam, quando deixam de ter períodos e deixam de conceber naturalmente 1. Ocorre devido à falta de folículos restantes nos ovários, que de outra forma libertariam um óvulo em cada ciclo 1.

A menopausa ocorre em média aos 51 anos, mas isto pode variar amplamente entre os 40 e os 60 anos 1.

Embora passar pela menopausa enquanto gere a diabetes possa parecer um desafio, saber o que esperar pode prepará-la. Se tem diabetes e quer descobrir que efeitos a menopausa terá — especialmente quando se trata de níveis de glicemia — então este artigo pode ajudar.

Os efeitos da menopausa na glicemia

Houve uma série de estudos sobre os efeitos da menopausa nos níveis de glicemia , tanto em pessoas com diabetes como em pessoas sem diabetes 2, 3, 4.

Um estudo do final dos anos 90 não mostrou qualquer efeito da menopausa na glicemia ou nos níveis de insulina no sangue em pessoas sem diabetes 2. No entanto, outros estudos mostraram que o effecto pode variar dependendo se a pessoa ainda não começou a menopausa (pré-menopausa), se está a passar pela menopausa (perimenopausa) ou se já terminou a menopausa (pós-menopausa) 3.

Tem havido muita investigação sobre se a menopausa aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2 4. Foi demonstrado em alguns estudos que níveis reduzidos de estrogénio durante o início da menopausa podem estar associados a uma probabilidade 47% maior de desenvolver diabetes tipo 2 4.

Durante e após a menopausa, o corpo produz menos da hormona sexual estrogénio 5, 6. Isto pode causar oscilações imprevisíveis na glicemia, às quais poderá não estar habituada.

Para mulheres com diabetes tipo 1, estas alterações podem causar glicemias baixas inesperadas ( hipoglicemia ), e poderá descobrir que precisa de reduzir as suas doses de insulina 6.

Porque é que a menopausa afeta os níveis de glicemia ?

À medida que as mulheres envelhecem, as alterações hormonais antes e durante a menopausa causam frequentemente sintomas, tais como ondas de calor, irritabilidade, alterações de humor e dificuldades de sono 6. Estas alterações hormonais também podem afetar a sua glicemia 6, mas porquê?

Pensa-se que existam algumas razões por trás disto:

  • À medida que envelhece, o seu corpo não usa a insulina que produz tão bem como quando era mais jovem 6. Um pequeno estudo descobriu que a resistência à insulina (um efeito reduzido da insulina ) está presente em 50% das mulheres em pós-menopausa 4.
  • A menopausa também pode alterar a secreção de insulina pancreática e reduzir a taxa à qual a insulina é removida do sangue pelo fígado 4. No entanto, não existem muitos estudos sobre este aspeto, pelo que não temos uma resposta exata sobre o efeito da menopausa na secreção ou eliminação de insulina 4.
  • Algumas das alterações naturais que ocorrem por volta do período da menopausa também podem ter um efeito na resistência à insulina e, portanto, nos níveis de glicemia 4. Como é o caso das alterações no peso, com um aumento na gordura visceral (também conhecida como gordura "escondida", esta gordura é armazenada profundamente dentro da barriga, em redor dos órgãos internos) e uma diminuição na massa magra (como os músculos) 4.

Que problemas de saúde estão associados à diabetes e à menopausa?

Existem vários problemas de saúde e complicações que podem ser causados pela diabetes 5. A menopausa pode afetar a sua diabetes e os níveis de glicemia , o que pode aumentar o risco de algumas destas condições 5.

Tal como com todas as preocupações relativas à sua diabetes, se estiver preocupada com riscos de saúde, deve discuti-los com a sua equipa de cuidados de saúde.

Saúde óssea

Para mulheres sem diabetes, a menopausa está associada a densidades minerais ósseas mais baixas e a um risco aumentado de osteoporose 7, uma condição de saúde que enfraquece os ossos, tornando-os mais frágeis e propensos a partir. Este efeito parece ser magnificado pela diabetes tipo 1 8.

Descobriu-se que mulheres em pós-menopausa com diabetes tipo 1 tinham um risco de fratura da anca mais de 12 vezes superior ao de mulheres sem diabetes 8. Uma associação semelhante, embora muito menor, foi mostrada na diabetes tipo 2 , com um risco de fratura da anca 1.7 vezes superior em comparação com mulheres sem diabetes 8.

Infeções

A glicemia elevada de uma diabetes mal gerida pode aumentar o risco de infeções urinárias ou vaginais 9. Após a menopausa, os seus níveis de estrogénio descem, tornando mais fácil o crescimento de microrganismos como bactérias ou leveduras no trato urinário ou na vagina 9.

Os sinais disto podem incluir ardor ou picadas ao urinar, ou a necessidade de urinar frequentemente 9.

Problemas de sono

Alguns dos sintomas da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos, podem tornar mais difícil dormir à noite 9. Por sua vez, o cansaço e a privação de sono podem dificultar a gestão cuidadosa de uma condição como a diabetes e manter os seus níveis de glicemia sob controlo 9.

Poderá sentir a necessidade de verificar a sua glicemia à noite para garantir que não está a ter episódios de glicemia baixa ( hipoglicemia ) 9.

Problemas sexuais

Existem várias formas pelas quais a diabetes pode interferir com a sua vida sexual, incluindo danos nas células nervosas da vagina 9. Isto pode afetar tanto a excitação como o orgasmo. Isto pode ser agravado pela secura vaginal, que pode ser um sintoma muito comum da menopausa 9.

Doença cardiovascular (coração e vasos sanguíneos)

A diabetes, especialmente a tipo 1, é conhecida por aumentar o risco de doença cardiovascular 1. De facto, a doença cardiovascular é a complicação mais comum da diabetes 5. Em particular, a diabetes aumenta o risco de doença cardíaca em cerca de quatro vezes nas mulheres 5.

O risco de doença cardíaca sobe após a menopausa, por isso faça escolhas de estilo de vida que possam ajudar a gerir a sua diabetes e a manter o seu coração saudável, tais como seguir uma dieta saudável e equilibrada e manter-se ativa 5.

Como gerir a sua diabetes durante a menopausa

Existem vários passos simples que pode dar para ajudar a gerir as alterações nos seus níveis de glicemia que podem ocorrer durante a menopausa 6:

  • Tente gerir o seu peso
  • Coma de forma saudável
  • Garanta que faz exercício suficiente
  • Preste atenção aos seus níveis de glicemia
  • Se estiver com dificuldades em gerir a sua diabetes, fale com a sua equipa de cuidados de saúde

Existem várias alterações que ocorrem durante a menopausa que podem tornar a gestão dos seus níveis de glicemia mais difícil do que era antes 4, 5, 6.

No entanto, existem várias alterações simples que pode fazer que ajudarão a manter a sua diabetes sob controlo 6.

Como sempre, se precisar de mais ajuda, deve contactar a sua equipa de cuidados de saúde, que poderá dar-lhe o apoio de que necessita.

Fontes

  1. Yarde F, van der Schouw YT, de Valk HW, Franx A, Eijkemans MJ, Spiering W, Broekmans FJ; OVADIA study group. Age at menopause in women with type 1 diabetes mellitus: the OVADIA study. Hum Reprod. 2015 Feb;30(2):441-6. doi: 10.1093/humrep/deu327. Epub 2014 Dec 1. PMID: 25452435 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25452435/
  2. Peters, H.W., Westendorp, I.C.D., Hak, A.E., Grobbee, D.E., Stehouwer, C.D.A., Hofman, A., Witteman, J.C.M. Menopausal status and risk factors for cardiovascular disease. Journal of Internal Medicine 1999; 246(6): 521-528 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/10620095/
  3. Hyvärinen, M., Juppi, HK., Taskinen, S. et al. Metabolic health, menopause, and physical activity—a 4-year follow-up study. Int J Obes 46, 544–554 (2022). https://doi.org/10.1038/s41366-021-01022-x
  4. Mauvais-Jarvis, F., Manson, J.E., Stevenson, J.C., Fonseca, V.A. Menopausal Hormone Therapy and Type 2 Diabetes Prevention: Evidence, Mechanisms, and Clinical Implications, 2017. Endocrine Reviews 38; 3(1): 173–188 https://doi.org/10.1210/er.2016-1146
  5. CDC. Diabetes and Women. Acedido em abril 2022. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/library/features/diabetes-and-women.html
  6. WebMD. Diabetes and Age-Related Hormone Changes. Acedido em abril 2022. Disponível em: https://www.webmd.com/diabetes/diabetes-hormone-changes.
  7. Dorman, J.S., Steenkiste, A.R., Foley, T.P., Strotmeyer, E.S., Burke, J.P., Kuller, L.H., Kwoh, C.K. Menopause in Type 1 Diabetic Women: Is it Premature?. Diabetes 2001; 50 (8): 1857–1862. https://doi.org/10.2337/diabetes.50.8.1857
  8. Nicodemus, K.K., Folsom, A.R. Type 1 and Type 2 Diabetes and Incident Hip Fractures in Postmenopausal Women. Diabetes Care 2001; 24 (7): 1192–1197. https://doi.org/10.2337/diacare.24.7.1192
  9. NHS. Diabetes and the Menopause. Acedido em abril 2022. Disponível em: https://diabetesmyway.nhs.uk/resources/internal/diabetes-and-the-menopause.
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Diabetes tipo 1 e período menstrual: como é que o período afeta os níveis de glicemia?

Diabetes tipo 1 e período menstrual: como é que o período afeta os níveis de glicemia?

Ter diabetes tipo 1 pode afetar o seu período menstrual 1. Por sua vez, as alterações hormonais durante e por volta da sua menstruação podem tornar mais difícil gerir a sua diabetes 2.

Neste artigo, explicamos algumas das alterações que o seu corpo pode experienciar ao longo do seu ciclo menstrual. Também fornecemos algumas dicas úteis para lidar com o período se tiver diabetes.

O período menstrual pode afetar os níveis de glicemia ?

O ciclo menstrual começa no primeiro dia do seu período, também chamado de menstruação. Termina no dia anterior ao período seguinte 3.

O ciclo menstrual pode fazer com que os níveis de glicemia flutuem por uma série de razões 4. Em mulheres com diabetes, estas flutuações podem tornar mais difícil a gestão da doença, com os níveis de glicemia mais altos ou mais baixos do que o habitual durante a semana antes do período 2, com um aumento na frequência de hiperglicemia (níveis elevados de glicemia) 5.

Para compreender o impacto que o seu ciclo menstrual tem nos níveis de glicemia , pode ajudar saber um pouco mais sobre como funciona o período e as diferentes fases do ciclo menstrual.

Como funciona o período menstrual?

O ciclo menstrual tem duas fases principais 6.

  1. Fase folicular: durante 12 a 14 dias após o início do ciclo 6. Durante esta fase, os níveis das hormonas estrogénio e progesterona são relativamente baixos 2. No final desta fase, ocorre a ovulação 6.
  2. Fase lútea: após a ovulação, começa a segunda parte do ciclo 2. Durante este tempo, os níveis de estrogénio e progesterona sobem, espessando o revestimento do útero em preparação para segurar e nutrir um óvulo fertilizado 2.

Se o óvulo não for fertilizado estas hormonas deixam de ser produzidas pelo ovário 2. Isto faz com que a menstruação ocorra, durante a qual o revestimento do útero que já não é necessário seja expelido 2.

Como é que o período menstrual afeta os níveis de glicemia ?

Cada mulher é diferente e a forma como o período afeta os níveis de glicemia de uma mulher varia de pessoa para pessoa 7, 8.

Geralmente, os níveis de glicemia tendem a ser mais elevados na segunda fase do seu ciclo — a fase lútea — e por volta da ovulação 5, 7.

Frequentemente, as mulheres com diabetes notarão os seus níveis de glicemia aumentar após a ovulação, na semana que antecede o período 2. Depois, durante e após a menstruação, podem sentir uma quebra na glicemia 7, 9, 10.

No entanto, noutras mulheres com diabetes, a glicemia pode estar mais baixa do que o normal na semana que antecede o seu período 2. Isto tende a acontecer particularmente em mulheres que sofrem de TPM (síndrome pré-menstrual) 4.

Mulheres com diabetes tipo 1 podem ver as maiores alterações na glicemia quando medem os seus níveis de glicose antes do pequeno-almoço, logo antes da menstruação começar 2, 8.

Se notar flutuações nos seus níveis de glicemia e não tiver a certeza se estas estão relacionadas com o seu ciclo menstrual, manter um registo de como o seu ciclo afeta os seus níveis de glicemia pode ajudar a encontrar um padrão 8. Pode fazer isto registando quando começa o seu período todos os meses no seu diário de glicemia e observando a relação entre os dois 8.

Porque é que a menstruação afeta os níveis de glicemia ?

Na fase lútea, os níveis das hormonas estrogénio e progesterona sobem 2. Níveis elevados de progesterona podem levar à resistência à insulina 4. Isto significa que as células no corpo se tornam mais resistentes à ação da insulina 4 e a glicose é impedida de ser absorvida pelos tecidos sensíveis à insulina 1.

Este aumento na resistência à insulina permite que mais glicose permaneça no sangue, causando uma subida nos níveis de glicemia 4. A glicemia pode estar mais alta em jejum, após o pequeno-almoço, após o almoço e antes do jantar 5.

No entanto, isto não é igual para todas as mulheres. Algumas mulheres com diabetes tipo 1 têm um aumento da resistência à insulina na fase lútea, outras têm uma resistência à insulina mais baixa, e outras têm os mesmos níveis de resistência à insulina ao longo de todo o ciclo 7. O efeito das alterações do ciclo menstrual na gestão glicémica e na insulina não é o mesmo para todas 7, e é por isso que os planos de gestão da diabetes devem ser individualizados 7.

Dificuldades e diferenças na gestão da glicemia parecem ser mais comuns em mulheres que experienciam sintomas de TPM 2, 4.

Ao planear a sua insulinoterapia, ambas as fases do ciclo menstrual devem ser tidas em consideração 5.

A diabetes pode afetar os sintomas da menstruação?

Um estudo recente mostrou que mulheres jovens (com menos de 30 anos) com diabetes tipo 1 têm maior probabilidade de ter problemas menstruais do que mulheres sem diabetes 1. Estes problemas incluem 1:

  • Períodos longos (períodos que duram seis dias ou mais).
  • Períodos abundantes.
  • Ciclos menstruais mais longos (mais de 31 dias).
  • Períodos irregulares.

Estes problemas menstruais tendem a ocorrer particularmente entre mulheres com menos de 30 anos 1.

Jovens adultas com diabetes tipo 1 também podem ter a sua primeira menstruação (também chamado menarca) mais cedo do que mulheres que não têm diabetes 1. A menopausa também pode ocorrer mais cedo em mulheres com diabetes 1.

Como gerir os níveis de glicemia na altura do período menstrual

Como gerir os níveis de glicemia na altura do período menstrual

Se experienciar picos na sua glicemia na segunda fase do seu ciclo e estiver a tomar insulina , poderá notar que a sua insulina não funciona tão bem como costuma 10.

No entanto, existem várias coisas que pode fazer para manter a glicemia controlada:

  • Registe quaisquer ligações entre o início do seu período e as alterações na glicemia ao longo do tempo 2, além da sua monitorização habitual. Se tiver diabetes tipo 1, deve monitorizar e registar os seus níveis de glicemia quatro vezes por dia.
  • Se estiver a tomar insulina e precisar de a ajustar para se adequar às alterações menstruais, mostre à sua equipa de cuidados de saúde os padrões que observou 10.
  • Tomar um pouco mais de insulina basal na semana antes da menstruação pode ajudar a regular os níveis de glicemia 10.
  • Comer a horas regulares pode ajudá-la a evitar grandes oscilações na glicemia; por sua vez, evitar grandes oscilações ajudará a prevenir desejos por comida e o comer em excesso mais tarde 8. Evitar álcool, chocolate e cafeína pode ajudar a estabilizar o seu humor e a evitar desejos por comida 8. Em vez disso, tente comer snacks com baixo teor de gordura e poucos hidratos de carbono 8.
  • O exercício físico regular pode ajudar a baixar a glicemia e a aliviar os sintomas pré-menstruais 8, 10.

Fale com a sua equipa de cuidados de saúde para obter orientações adicionais sobre como gerir os seus níveis de glicemia na altura do seu período.

Contraceção hormonal e o seu efeito nos níveis de glicemia

No passado, não era recomendado que mulheres com diabetes tomassem a pílula contracetiva devido ao maior risco de problemas cardiovasculares, AVC e flutuações na glicemia 8, 12. Isto era causado pelas doses mais elevadas de estrogénio e progestina (versão sintética da progesterona) que essas pílulas continham 8.

No entanto, as pílulas contracetivas de hoje contêm doses muito mais baixas destas hormonas, pelo que o risco destes problemas é agora menor 8, 12.

Ainda assim, a pílula contracetiva pode causar flutuações na sua glicemia. Isto tende a acontecer mais com a pílula combinada - a pílula que contém estrogénio e progestina 8, 12.

A pílula apenas de progestina, também conhecida como "mini-pílula", pode ser uma alternativa útil. Alguns médicos recomendam a mini-pílula para evitar flutuações na glicemia 8, 12.

Ter diabetes pode influenciar o seu período menstrual, e o seu período pode afetar a sua gestão da diabetes 2, 5, 7, 9, 10.

No entanto, cada pessoa é diferente. Prestar atenção ao seu corpo e ter um plano de gestão individualizado pode ajudá-la a sentir-se mais no controlo da sua diabetes e a tornar os seus períodos mais fáceis 5, 7.

Fontes

  1. Strotmeyer ES, Steenkiste AR, Foley TP Jr, Berga SL, Dorman JS. Menstrual cycle differences between women with type 1 diabetes and women without diabetes. Diabetes Care. 2003 Apr;26(4):1016-21. doi: 10.2337/diacare.26.4.1016. PMID: 12663566. https://diabetesjournals.org/care/article/26/4/1016/23652/Menstrual-Cycle-Differences-Between-Women-With
  2. Majeed, Maysaa Jalal. Variation of glucose concentration during different phases of menstrual cycle. The Iraqi Postgraduate Medical Journal 10.1. 2011: 73-77. https://www.iasj.net/iasj/download/cf2fba0814168cc0
  3. Office on Women’s Health, United States Department of Health and Human Services. Your menstrual cycle. Acedido em maio 2022. Disponível em: https://www.womenshealth.gov/menstrual-cycle/your-menstrual-cycle-and-your-health
  4. Dey, Saheli, Doyel Dasgupta, and Subho Roy. Blood Glucose Levels at Two Different Phases of Menstrual Cycle: A Study on a Group of Bengali-speaking Hindu Ethnic Populations of West Bengal, India. The Oriental Anthropologist 19.1, 2019: 55-63. https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0972558X19835371
  5. Denise S. Barata, Luís F. Adan, Eduardo M. Netto, Ana Claudia Ramalho; The Effect of the Menstrual Cycle on Glucose Control in Women With Type 1 Diabetes Evaluated Using a Continuous Glucose Monitoring System. Diabetes Care 1 May 2013; 36 (5): e70. https://doi.org/10.2337/dc12-2248
  6. ScienceDirect Topics. Menstrual Cycle - an overview. Acedido em maio 2022. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/topics/agricultural-and-biological-sciences/menstrual-cycle
  7. Brown SA, Jiang B, McElwee-Malloy M, Wakeman C, Breton MD. Fluctuations of Hyperglycemia and Insulin Sensitivity Are Linked to Menstrual Cycle Phases in Women With T1D. J Diabetes Sci Technol. 2015;9(6):1192-1199. Published 2015 Oct 14. doi:10.1177/1932296815608400 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4667305/
  8. Women’s College Hospital. Women's Health Matters - Reproductive and Sexual Health. Acedido em maio 2022. Disponível em: https://www.womenshealthmatters.ca/health-centres/diabetes/reproductive-and-sexual-health/
  9. Centers for Disease Control and Prevention. Low Blood Sugar (Hypoglycemia). Acedido em maio 2022. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/basics/low-blood-sugar.html
  10. ABC News. How Do Hormonal Fluctuations During My Menstrual Cycle Affect My Blood Sugar Levels? Acedido em maio 2022. Disponível em: https://abcnews.go.com/Health/DiabetesLivingWith/story?id=3807364
  11. Zarei S, Mosalanejad L, Ghobadifar MA. Blood glucose levels, insulin concentrations, and insulin resistance in healthy women and women with premenstrual syndrome: a comparative study [published correction appears in Clin Exp Reprod Med. 2013 Sep;40(3):141]. Clin Exp Reprod Med. 2013;40(2):76-82. doi:10.5653/cerm.2013.40.2.76, https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3714432/
  12. Juvenile Diabetes Research Foundation. (JDRF). Type 1 diabetes and contraception. Acedido em maio 2022. Disponível em: https://jdrf.org.uk/information-support/living-with-type-1-diabetes/health-and-wellness/contraception/
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Conduzir com Diabetes tipo 1

driving

Conduzir é uma parte essencial da vida quotidiana para muitas pessoas, permitindo-lhe viajar de e para o trabalho, ver os seus amigos ou cuidar da sua família 1.

Embora a maioria das pessoas com diabetes seja perfeitamente capaz de conduzir sem quaisquer problemas, conduzir com diabetes acarreta alguns riscos e coisas a ter em conta 1. Neste artigo, exploramos estes riscos e formas de os prevenir. Também revemos as restrições legais relativas a conduzir com diabetes, o que fazer em caso de hipoglicemia e muito mais.

Como a diabetes pode afetar a sua condução

De acordo com algumas estimativas, ter diabetes pode aumentar o risco de estar num acidente de carro em até 19%, embora o seu risco pessoal possa ser muito diferente 1.

Isto deve-se ao facto de a diabetes poder potencialmente afetar o seu desempenho na condução, quer devido ao risco aumentado de hipoglicemia ou outras complicações relacionadas com a diabetes 1, 2.

A hipoglicemia (quando os seus níveis de glicemia baixam demasiado) é um efeito secundário comum da insulinoterapia 2. Quando ocorre, pode afetar o cérebro e prejudicar as funções cognitivas de que necessita para conduzir, tais como 2:

  • Atenção
  • Tempo de reação
  • Coordenação motora

Se desenvolver complicações da diabetes, como danos nos nervos ou problemas de visão, isto também pode tornar mais difícil conduzir 1, 2.

Condução e condições relacionadas com a diabetes

Existem várias complicações relacionadas com a diabetes que podem afetar a sua capacidade de conduzir 1, 2. Estas podem incluir problemas em ver claramente ou com os nervos que lhe permitem sentir as suas mãos e pés 1, 2.

Complicações que afetam a sua visão

Ser capaz de ver quando conduz é obviamente essencial para a segurança 2. A diabetes aumenta o risco de desenvolver certas doenças oculares que podem afetar a sua capacidade de conduzir 1, 2:

  • Retinopatia diabética — uma condição que afeta os vasos sanguíneos na retina do olho, que é a parte do seu olho que deteta a luz e envia a mensagem para o seu cérebro através do nervo ótico 3. A retinopatia causa perda de visão e cegueira ao longo do tempo 3.
  • Cataratas — estas são áreas turvas que cobrem o seu olho e causam visão turva 4.
  • Edema macular diabético (EMD) — a mácula é uma parte da retina que assegura uma visão nítida, mas no EMD, os vasos sanguíneos na retina vertem para a mácula, causando visão turva 3.
  • Glaucoma neovascular — a retinopatia diabética pode causar o crescimento de vasos sanguíneos anormais fora da retina, impedindo a drenagem do fluido do olho. Isto causa um tipo de glaucoma, e pode causar perda de visão e cegueira 3.

Complicações que afetam a sua função nervosa

Danos nos nervos, ou neuropatia , é uma complicação da diabetes que pode reduzir a sensibilidade nas suas mãos e pés, e prejudicar a sua consciência corporal 2. Quando o dano nos nervos afeta os seus pés (como no caso do 'pé diabético'), poderá achar mais difícil avaliar a pressão no acelerador, no pedal da embraiagem ou no travão 1, 2.

Além disso, alguns dos medicamentos utilizados para tratar a dor neuropática podem causar sonolência 2, o que também pode afetar a sua capacidade de condução.

Outras complicações da diabetes

Em pessoas mais velhas com diabetes, existe o risco de problemas com os vasos sanguíneos no cérebro (doença cerebrovascular), que podem afetar a função cognitiva e, por conseguinte, a sua capacidade de condução 2.

capacidade de condução

A cirurgia aos pés também pode prejudicar a capacidade de utilizar o pedal enquanto conduz, embora o seu carro possa ser adaptado para incluir controlos manuais 2.

Checklist para conduzir com diabetes

Para garantir que conduz com segurança com diabetes tratada com insulina , os especialistas recomendam as seguintes dicas 2:

  • Mantenha consigo um medidor de glicemia e tiras de glicemia em todos os momentos.
  • Mantenha uma fonte de hidratos de carbono de ação rápida ao seu alcance em caso de emergências (como pastilhas de glicose ou doces).
  • Tenha consigo alguma forma de identificação de diabetes (como um cartão ou pulseira de identificação) para que as pessoas o possam ajudar rapidamente em emergências.
  • Verifique a sua glicemia, no máximo, uma hora antes de começar a conduzir. Poderá ser necessário testar com mais frequência se alterou o seu estilo de vida ou rotina, se estiver grávida, se praticou exercício ou se não teve tempo suficiente para comer.
  • Garanta que a sua glicemia está acima de 90 mg/dl enquanto conduz.
  • Coma um snack se a sua glicemia descer para ou abaixo de 90 mg/dl. Pare de conduzir se descer abaixo de 72 mg/dl ou se tiver sintomas de hipoglicemia .
Dicas para viagens mais longas

Dicas para viagens mais longas

Se conduzir por períodos mais longos, os especialistas recomendam verificar a sua glicemia a cada duas horas durante a sua viagem 2.

Em viagens mais longas, faça pausas para descansar, faça refeições regulares e garanta que tem snacks e hidratação suficientes para a viagem 2.

O que fazer se tiver uma hipo enquanto conduz

Se tiver uma hipo, ou se a sua glicemia descer abaixo de 72 mg/dl, pare de conduzir e estacione o veículo num local seguro o mais rapidamente possível 2.

Meça a sua glicemia e trate-a adequadamente 1. Pode ingerir uma fonte de glicose de ação rápida, tal como 1:

  • Sumo
  • Bebidas gaseificadas (não dietéticas)
  • Pastilhas de glicose

Meça a sua glicemia novamente, e não conduza até que esta tenha voltado ao normal 2.

Uma nota de precaução: demora algum tempo até que as suas funções cognitivas voltem ao normal após a glicemia ter sido restaurada para o intervalo-alvo 2. Deve esperar pelo menos 45 minutos depois da glicemia ter voltado ao normal antes de começar a conduzir novamente 2.

Conduzir com diabetes pode ser feito em segurança, desde que siga algumas precauções 1. Certifique-se de que segue as restrições legais no seu país e de que está sempre preparado em caso de hipoglicemia 2, 6.

Fontes

  1. American Diabetes Association, Lorber D, Anderson J, et al. Diabetes and driving. Diabetes Care. 2014;37 Suppl 1:S97-S103. doi:10.2337/dc14-S097, https://diabetesjournals.org/care/article/37/Supplement_1/S97/37766/Diabetes-and-Driving
  2. Graveling AJ, Frier BM. Driving and diabetes: problems, licensing restrictions and recommendations for safe driving. Clin Diabetes Endocrinol. 2015;1:8. Published 2015 Aug 10. doi:10.1186/s40842-015-0007-3, https://clindiabetesendo.biomedcentral.com/articles/10.1186/s40842-015-0007-3
  3. National Eye Institute (NEI), Diabetic Retinopathy. Acedido a 14/07/2023. Disponível em: https://www.nei.nih.gov/learn-about-eye-health/eye-conditions-and-diseases/diabetic-retinopathy
  4. National Eye Institute (NEI), Cataracts. Acedido a 14/07/2023. Disponível em: https://www.nei.nih.gov/learn-about-eye-health/eye-conditions-and-diseases/cataracts
  5. UK Government, Diabetes and driving. Acedido a 14/07/2023. Disponível em: https://www.gov.uk/diabetes-driving
  6. Driver & Vehicle Licensing Agency (DVLA), A guide to insulin-treated diabetes and driving. Acedido a 14/07/2023. Disponível em: https://assets.publishing.service.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/834451/inf294-a-guide-to-insulin-treated-diabetes-and-driving.pdf
  7. Beshyah SA, Beshyah AS, Yaghi S, Beshyah WS, Frier BM. A global survey of licensing restrictions for drivers with diabetes. The British Journal of Diabetes (BJD). 2017; 17:1. Published 2017 Mar 21. doi:10.15277/bjd.2017.117, https://www.bjd-abcd.com/index.php/bjd/article/view/228/364
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Diabetes tipo 1 no dia-a-dia: gestão da glicemia na vida diária

blood glucose

A diabetes tipo 1 é uma condição complexa, e a autogestão contínua é essencial para gerir a sua glicemia (ou açúcar no sangue). 1

As suas escolhas de estilo de vida desempenham um papel central na ajuda à gestão da diabetes. Estas escolhas também ajudam a prevenir algumas das complicações da diabetes, os impactos negativos na sua saúde física e mental, e a melhorar a sua qualidade de vida. 1

Neste artigo, analisaremos formas de gerir a sua diabetes diariamente que, esperamos, tornem o dia a dia um pouco mais fácil. Embora existam inúmeros aspetos diferentes para uma boa gestão da diabetes, escolhemos algumas atividades e momentos que ocorrem todos os dias para mostrar como estes podem ser utilizados para ajudar a melhorar a gestão da glicemia.

A sua rotina matinal

Dormir o suficiente — e com boa qualidade — é importante para todos, mas existem algumas implicações adicionais a ter em conta se tiver diabetes tipo 1 2.

Um padrão de sono irregular e uma quantidade insuficiente de sono podem levar a uma má gestão da glicemia 2. Situações como acordar cedo para trabalhar durante a semana e dormir demasiado aos fins de semana — designado por "jetlag social" — e a variação no sono que isto causa podem ter grandes consequências para as pessoas com diabetes tipo 1 2.

Manter um horário de sono estável, definindo uma hora regular para acordar (e deitar), pode ajudar a promover uma melhor gestão glicémica e potencialmente melhorar a gestão da diabetes 2.

É também uma boa ideia integrar a verificação da glicemia na sua rotina matinal diária 3, 4. Algumas pessoas apresentam leituras elevadas de glicemia de manhã — conhecidas como "picos matinais" 3.

Se tiver picos matinais, poderá ter de considerar isto no seu débito de insulina ou na tecnologia de diabetes que utiliza 3. A sua equipa de cuidados de saúde da diabetes poderá ajudá-lo a encontrar a melhor estratégia.

Alimentação

eating

No passado, uma pessoa com diabetes tipo 1 tinha de adaptar a sua dieta ao seu regime de insulina 4. Felizmente, esse tempo passou e agora acontece o inverso — a sua medicação para a diabetes deve ser capaz de se adaptar ao que come 4.

Contudo, algum planeamento das refeições — como o quê, quando e quanto come 5 — é essencial para manter a sua glicemia no intervalo alvo 4. Algumas pessoas sentem necessidade de comer a uma hora regular, enquanto outras podem ser muito mais flexíveis 5. Independentemente da sua escolha, recomenda-se o consumo de uma variedade de alimentos saudáveis, incluindo fruta, vegetais, fibras, proteínas e alguns laticínios 4, 5.

Recomenda-se que verifique os seus níveis de glicemia antes das refeições 4. Informações como a glicemia atual, a contagem de hidratos de carbono da refeição, a insulina ativa restante no sangue e a atividade física planeada ou realizada podem ser utilizadas para calcular a sua dose de insulina à refeição 4, 5.

Se tiver dificuldade em manter uma dieta saudável, pode procurar ajuda de um nutricionista especializado em diabetes 4.

Dias de doença: o que fazer quando está doente

Doenças — como constipações ou gripe — aumentam as hormonas do stress no seu corpo 6. Isto pode dificultar a gestão da glicemia e a sua manutenção no intervalo-alvo 6. Preparar-se com "regras para dias de doença" pode ajudar a gerir a diabetes e a prevenir complicações adicionais, como a cetoacidose diabética (CAD) 4.

Algumas regras para dias de doença incluem:

  • Tente verificar a sua glicemia a cada 2–3 horas.
  • Continue a tomar a sua insulina basal e de refeição.
  • Se não conseguir comer, tente beber líquidos que contenham hidratos de carbono.
  • Verifique as cetonas no sangue e na urina frequentemente.
  • Mantenha-se hidratado.
  • Se não conseguir comer ou beber durante um período de tempo, fale com um profissional de saúde.

Gestão do stress

 

relax

O stress está presente na vida de todos. Originalmente, foi uma adaptação útil para nos ajudar a gerir situações ameaçadoras, preparando o nosso corpo e dando-nos energia extra - conhecido como resposta ao risco de fuga 7.

Assim, o stress estimula a libertação de várias hormonas, o que pode resultar em níveis elevados de glicemia 7. Isto pode causar problemas significativos na gestão da sua diabetes 8. Poderá também esquecer-se de tomar a medicação ou saltar refeições 8.

Embora não possa remover todo o stress da sua vida, pode tentar métodos para reduzi-lo, como 8:

  • Exercício físico.
  • Técnicas de relaxamento.
  • Conversar — seja com amigos/família ou com um terapeuta especializado.

Beber álcool

Com moderação, beber álcool não é um problema para pessoas com diabetes 4. No entanto, o álcool — especialmente em excesso — pode levar a níveis baixos de glicemia ( hipoglicemia ) 1, 4.

Se vai beber álcool, ter um plano para gerir a sua diabetes pode ajudar 4. Verifique os seus níveis de glicemia regularmente durante uma saída à noite 4. Ingira alguns hidratos de carbono quando beber álcool para prevenir que a glicemia desça demasiado 4, 5.

Exercício físico

exercise

O exercício é uma parte importante da gestão da glicemia e de uma vida saudável 5. Existem vários benefícios para quem tem diabetes tipo 1, como 4, 5:

  • Baixar a glicemia
  • Baixar a pressão arterial
  • Melhorar a circulação sanguínea
  • Gestão de peso
  • Melhoria do humor
  • Ajudar a dormir melhor

O exercício físico não tem de se limitar a ir ao ginásio. Também pode consistir em caminhar ou andar de bicicleta em vez de conduzir, realizar tarefas domésticas, utilizar as escadas e fazer passeios ativos com a família 5.

Período noturno

É uma boa ideia verificar a glicemia antes de se deitar 4. Isto pode ajudar a verificar se os valores estão dentro do intervalo-alvo .

Às vezes, níveis baixos durante a noite podem levar a picos matinais — conhecido como o fenómeno de alvorada. Isto acontece quando o corpo produz mais glicose para compensar os níveis baixos, e acorda com a glicemia alta.

Se notar um padrão de valores altos ou baixos ao acordar, verificar a glicemia ao deitar, a meio da noite e ao acordar pode ajudar a compreender este padrão. O uso de um sistema de monitorização contínua da glicose (CGM) também pode ser muito útil.

Um grande jantar ou um snack à hora de dormir podem causar níveis elevados de glicemia que podem permanecer toda a noite, tal como uma dose de insulina demasiado baixa após a refeição da noite 3.

Por vezes, níveis de glicemia baixos durante a noite podem levar a picos matinais - conhecido como fenômeno de alvorada 3. Isto acontece quando o corpo produz mais glicose para compensar os níveis baixos, o que o leva a acordar com níveis elevados de glicemia 3. Isto pode acontecer quando não janta ou quando administra demasiada insulina depois de jantar 3.

Se notar um padrão de valor altos ou baixos quando acorda, verificar os níveis de glicemia quando se deita, a meio da noite e quando acorda podem ajudar a perceber melhor este padrão 3.

Existem várias medidas que pode integrar na sua rotina para o ajudar a gerir a diabetes mais facilmente. Em caso de dúvida, fale com o seu profissional de saúde da diabetes para descobrir mais formas de ajudar na gestão da glicemia no dia a dia.

Fontes

  1. Karway G., Grando M.A., Grimm K., Groat D., Cook C., Thompson B. Self-Management Behaviors of Patients with Type 1 Diabetes: Comparing Two Sources of Patient-Generated Data. Appl Clin Inform. 2020;11(1): 70-78
  2. Perez K.M., Hamburger E.R., Lyttle M., et al. Sleep in Type 1 Diabetes: Implications for Glycemic Control and Diabetes Management. Curr Diab Rep. 2018; 18(2): 5
  3. American Diabetes Association. High Morning Blood Sugars. Acedido em abril 2022. Disponível em: https://www.diabetes.org/diabetes/treatment-care/high-morning-blood-glucose
  4. Wood, J. The type 1 diabetes self-care manual: a complete guide to type 1 diabetes across the lifespan for people with diabetes, parents, and caregivers, 2018, American Diabetes Association. DOI: 10.2337/9781580406208
  5. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Diabetes diet, eating, and physical activity. Acedido em abril 2022. Disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes/overview/diet-eating-physical-activity
  6. American Diabetes Association. Planning for Sick Days. Acedido em abril 2022. Disponível em: https://www.diabetes.org/diabetes/treatment-care/planning-sick-days
  7. Surwit R.S., Schneider M.S., Feinglos M.N. Stress and diabetes mellitus. Diabetes Care.1992;15 (10): 1413-22
  8. WebMD. Managing stress when you have diabetes. Acedido em abril 2022. Disponível em: https://www.webmd.com/diabetes/managing-stress
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Alimentação com Diabetes: Um Guia

Alimentação com Diabetes

Se tem diabetes ou foi informado de que está em risco de desenvolver diabetes tipo 2, deve cuidar muito bem da sua alimentação.

Uma alimentação saudável é fundamental para manter os níveis de glicose dentro dos limites recomendados - e a dieta e má nutrição são fatores de risco importantes para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 1, 2.

Este artigo aborda os princípios básicos de uma alimentação saudável para pessoas com diabetes, que alimentos podem compor uma dieta equilibrada e que alimentos devem ser limitados.

Alimentação com diabetes

Existem diferentes tipos de diabetes 2. Isso inclui diabetes tipo 1 e tipo 2, mas também outros tipos, como diabetes gestacional 2.

Este artigo foi escrito com base em pesquisas que se focam principalmente na diabetes tipo 1 e tipo 2. Se tiver um dos outros tipos, estas dicas e sugestões podem ou não funcionar para si. Para todas as pessoas com diabetes, é importante discutir quaisquer mudanças planeadas na sua dieta com a sua equipa de cuidados de saúde da diabetes ou nutricionista.

As pessoas com diabetes não são todas iguais, por isso não existe uma dieta única que funcione para todos. Cada um tem os seus próprios objetivos de glicemia que deve tentar atingir tanto quanto possível, e estes podem variar dependendo da idade, saúde e outros fatores 3. Manter a glicemia dentro do intervalo recomendado a longo prazo pode ajudar a atrasar ou prevenir complicações como doenças cardíacas, problemas de visão ou doenças renais 1, 3.

Controlar a glicemia é um equilíbrio entre os alimentos e bebidas que ingere, o exercício físico que pratica e os efeitos dos medicamentos que toma 4. Para manter a glicemia dentro do intervalo, pode pensar que precisa de eliminar os alimentos que gosta, mas, com um pouco de planeamento, pode continuar a comer as comidas que gosta 4.

Se tem dificuldades em criar um plano de refeições que lhe proporcione uma dieta equilibrada, ou se os alimentos que ingere estão a provocar um aumento da glicemia, pode considerar consultar um nutricionista, que pode ajudá-lo a criar planos alimentares personalizados para satisfazer as suas necessidades 4.

Há fortes indícios de que a terapia nutricional médica, geralmente prescrita por um nutricionista certificado, projetada para otimizar a glicemia, a pressão arterial e o colesterol , pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas e AVC 5.

Os benefícios de uma alimentação saudável para a diabetes

Ter uma alimentação variada e saudável, especialmente quando combinada com a prática de exercício físico, traz muitos benefícios 4.

Alguns desses benefícios incluem 4:

  • Manter a glicemia dentro do intervalo recomendado
  • Controlar a pressão arterial
  • Ajudar a manter o colesterol dentro dos valores normais
  • Perder peso ou manter um peso saudável
  • Prevenir ou atrasar os problemas relacionados com a diabetes
  • Sentir-se bem e ter mais energia
Como deve ser uma dieta saudável e equilibrada?

Como deve ser uma dieta saudável e equilibrada?

Comer a quantidade certa para si pode ajudá-lo a controlar a glicemia e o peso 4. A sua equipa de cuidados de saúde da diabetes irá ajudá-lo a determinar quanto pode comer e quantas calorias deve incluir nas suas refeições 4.

A base de uma alimentação saudável é garantir que as suas refeições incluem uma variedade de alimentos de todos os grupos alimentares 4. Estes são 4:

  • Vegetais ricos em amido, como batatas e ervilhas
  • Vegetais sem amido, como cenouras e verduras
  • Frutas, incluindo laranjas, maçãs e frutos vermelhos
  • Grãos (pelo menos 50% integrais) encontrados no pão, massas e cereais
  • Proteínas, como carne magra, ovos, peixe e frutos secos
  • Laticínios, incluindo leite e iogurte sem gordura ou com baixo teor de gordura

No início pode parecer difícil fazer mudanças na sua dieta, mas começar com pequenas mudanças e pedir ajuda à sua família, amigos e equipa de cuidados de saúde da diabetes pode ajudar 4.

Dicas para uma alimentação saudável

Existem muitas maneiras diferentes de se alimentar bem com diabetes. Com o tempo, descobrirá os alimentos de que gosta e como adaptar o controlo da diabetes às suas refeições e ao seu estilo de vida.

Existem algumas coisas que pode fazer para tentar seguir uma dieta saudável e ajudar a controlar a sua glicemia 3, 4. Estas incluem:

  • Tentar comer em horários regulares 3
  • Escolher alimentos com menos calorias 3
  • Evitar alimentos ricos em gorduras saturadas e trans, açúcar ou sal 3
  • Beber água em vez de sumo ou refrigerante 3
  • Escolher frutas como sobremesa em vez de algo doce 3
  • Tentar controlar o tamanho das porções de comida 3
  • Considerar um substituto do açúcar para colocar no chá ou café 4
  • Planear as suas refeições 4

Se precisar de ajuda para elaborar planos alimentares que sejam agradáveis de comer, mas que também lhe permitam controlar bem a sua glicemia, a sua equipa de cuidados de saúde da diabetes poderá ajudá-lo 4.

Alimentos a limitar ou evitar

Existem alguns alimentos que deve ter em atenção e outros que deve tentar limitar na sua dieta 4.

Talvez já saiba que, ao planear as suas refeições, precisa de monitorizar a quantidade de hidratos de carbono que elas contêm 3. Isto porque os hidratos de carbono fazem com que os seus níveis de glicemia subam mais depois de os ingerir do que quando ingere proteínas ou gorduras 3.

Os alimentos que deve limitar ou evitar incluem 4:

  • Alimentos fritos e outros alimentos ricos em gordura saturada e gordura trans
  • Alimentos ricos em sal
  • Doces, produtos de panificação e gelados
  • Bebidas com adição de açúcar (como sumos, refrigerantes e bebidas energéticas)

Se beber álcool, recomenda-se que o faça com moderação 4.

Comer fora com diabetes

Comer fora com diabetes

Com toda a preocupação em controlar a glicemia e reduzir o risco de complicações, pode parecer que comer fora quando se tem diabetes é proibido. Mas, com um pouco de planeamento, pode desfrutar de uma refeição num restaurante como qualquer outra pessoa.

Algumas dicas gerais para ajudar quando comer fora incluem 6:

  • Decida o que vai comer antes de sair de casa, para evitar tomar decisões precipitadas e pouco saudáveis
  • Se for comer tarde, faça um pequeno lanche antes para evitar ficar com fome — escolha um lanche que contenha fibras e proteínas, como um punhado de frutos seco
  • Beba um copo grande de água antes de começar, pois isso ajuda a comer menos.
  • Tente evitar comer o pão que é servido na mesa antes de fazer o pedido
  • Escolha métodos de cozinhar mais saudáveis, como assar, cozinhar a vapor ou grelhar, em vez de fritar
  • Evite pratos empanados, crocantes ou cremosos, pois podem ser mais calóricos
  • Opte por vegetais em vez de batatas fritas ou chips
  • Certifique-se de que os extras, como molhos para salada, queijo e croutons, não tornam o prato pouco saudável
  • Evite pratos com muito açúcar adicionado, como aqueles com coberturas ou molhos pegajosos

Pode parecer que a diabetes o impede de desfrutar das suas refeições ou de comer os alimentos que adora, mas não tem de ser assim 4.

Pode descobrir que há alguns alimentos que não pode comer em excesso ou outros que aumentam a sua glicemia, mas, juntamente com a sua equipa de cuidados de saúde da diabetes, poderá elaborar planos alimentares adequados para si 4.

Fontes

  1. Davison, K.A.K., Negrato, C.A., Cobas, R. et al. Relationship between adherence to diet, glycemic control and cardiovascular risk factors in patients with type 1 diabetes: a nationwide survey in Brazil. Nutr J 13, 19 (2014). https://doi.org/10.1186/1475-2891-13-19
  2. International Diabetes Federation (2017). IDF diabetes atlas (8th Ed)
  3. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Manage Blood Sugar. Acedido em agosto 2022. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/managing/manage-blood-sugar.html
  4. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Diabetes diet, eating, and physical activity. Acedido em agosto 2022. Disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes/overview/diet-eating-physical-activity
  5. Evert AB, et al. Nutrition therapy for adults with diabetes or prediabetes: a consensus report. Diabetes care. 2019;42:731-754
  6. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Eating out. Acedido em agosto 2022. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/managing/eat-well/eating-out.html
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A Diabetes Tipo 1 e Tipo 2 são hereditárias?

A Diabetes Tipo 1 e Tipo 2 são hereditárias?

Diabetes e hereditariedade: vou passar a diabetes aos meus filhos?

Não é raro ver membros da mesma família a viver com diabetes, portanto, é compreensível que se questione se a diabetes é hereditária. Para lhe dar alguma tranquilidade se estiver a pensar em ter filhos, aqui ficam algumas respostas a questões que possa ter sobre a possível relação entre a diabetes e a hereditariedade.

A diabetes é uma doença hereditária?

Não podemos realmente chamar a diabetes de doença hereditária, no sentido em que não existe um “gene da diabetes” que um pai ou mãe transmita aos seus filhos. Foi demonstrado que certos genes podem, de facto, aumentar o risco de desenvolver diabetes, mas a sua presença no nosso ADN não significa necessariamente que temos, ou teremos, diabetes 1-4. Falamos, portanto, de predisposição genética para a diabetes. 

Então, por que razão algumas pessoas são afetadas pela diabetes quando ninguém na sua família a tem, enquanto outras pessoas com histórico de diabetes na família não são? A razão é que, além da hereditariedade, outros fatores ambientais e comportamentais também entram em jogo 1-5. Por outras palavras, uma pessoa com histórico familiar de diabetes que esteja exposta a certos fatores de risco terá maior probabilidade de desenvolver diabetes durante a sua vida 2,3

No entanto, o impacto da hereditariedade nos seus filhos não será o mesmo, dependendo se tem diabetes tipo 1 ou tipo 2.  

A diabetes é uma doença hereditária?

Hereditariedade e diabetes tipo 1

Cerca de 10% das pessoas que têm diabetes tipo 1 têm um parente que também tem a doença 4. Se você ou o seu parceiro vivem com diabetes tipo 1, existe uma pequena possibilidade de o seu filho se tornar insulinodependente. No entanto, o risco permanece relativamente baixo: estima-se entre 1.3% e 4% quando a mãe tem diabetes tipo 1, e entre 6% e 9% quando é o pai que tem 1

O que pode fazer para minimizar o risco de passar a diabetes aos seus filhos? Infelizmente, não há muito que possa fazer pessoalmente, uma vez que os fatores ambientais que contribuem para desencadear a diabetes tipo 1 ainda são pouco compreendidos 3. No entanto, estão a decorrer ensaios clínicos para ver se é possível prevenir e parar a progressão da diabetes tipo 1 em pessoas que estejam em risco 6,7.  

Hereditariedade e diabetes tipo 2

O papel desempenhado pela hereditariedade no desencadeamento da diabetes tipo 2 varia entre 20% e 80% 7. Se apenas um dos membros do casal tiver diabetes tipo 2 , o risco do filho desenvolver a mesma condição seria, em média, de 40% 7. Se ambos tiverem diabetes tipo 2 , o risco do filho também se tornar resistente à insulina aumenta para cerca de 70% 7

Mas não se preocupe, a hereditariedade da diabetes tipo 2 está longe de ser inevitável, uma vez que o estilo de vida desempenha um papel crucial no seu desenvolvimento 2,5,7,8. Ao adotar hábitos diários saudáveis - uma dieta variada e equilibrada, dormir bem, manter o peso sob controlo, praticar atividade física regular e reduzir o stress - os seus filhos têm menos probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 , mesmo que tenham uma predisposição genética 2,5,7,8.

Uma vez que os membros da família partilham geralmente um estilo de vida comum, é uma boa ideia sensibilizar os seus filhos para a diabetes tipo 2 e ajudá-los a adotar uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável desde a infância 2,5.  

Fontes

  1. Maria J Redondo, Andrea K Steck, Alberto Pugliese. Genetics of type 1 diabetes. Pediatr Diabetes. 2018 May;19(3):346-353. Doi: 10.1111/pedi.12597. Epub 2017 Nov 2.
  2. Marsha Samsom, Tushar Trivedi, Olubunmi Orekoya, Shraddha Vyas. Understanding the Importance of Gene and Environment in the Etiology and Prevention of Type 2 Diabetes Mellitus in High-Risk Populations. Oral Health Case Rep. 2016 Mar;2(1):112.Epub 2016 Mar 14.
  3. Jana Precechtelova, Maria Borsanyiova, Sona Sarmirova, Shubhada Bopegamage. Type I Diabetes Mellitus: Genetic Factors and Presumptive Enteroviral Etiology or Protection. J Pathog. 2014;2014:738512.doi: 10.1155/2014/738512. Epub 2014 Dec 10.
  4. Andrea K Steck, Marian J Rewers. Genetics of type 1 diabetes. Clin Chem. 2011 Feb;57(2):176-85. doi: 10.1373/clinchem.2010.148221.
  5. Abbasi A, Corpeleijn E, van der Schouw YT, Stolk RP, Spijkerman AM, van der A DL, Navis G, Bakker SJ, Beulens JW. Maternal and paternal transmission of type 2 diabetes: influence of diet, lifestyle and adiposity. J Intern Med. 2011 Oct;270(4):388-96.
  6. Marco Infante, Camillo Ricordi, Andrea Fabbri. Antihyperglycemic properties of hydroxychloroquine in patients with diabetes: Risks and benefits at the time of COVID-19 pandemic. Journal of Diabetes. 2020 May 12 .
  7. Jeremy T. Warshauer, Jeffrey A. Bluestone, Mark S. Anderson. New Frontiers in the Treatment of Type 1 Diabetes. Cell Metabolism31, January 7, 2020ª2019 Elsevier Inc: 46-61. doi: 10.1016/j.cmet.2019.11.017.
  8. Kevan C Herold, Brian N Bundy, S Alice Long, Jeffrey A Bluestone, Linda A DiMeglio, Matthew J Dufort, Stephen E Gitelman, Peter A Gottlieb, Jeffrey P Krischer, Peter S Linsley, Jennifer B Marks, Wayne Moore, Antoinette Moran, Henry Rodriguez, William E Russell, Desmond Schatz, Jay S Skyler, Eva Tsalikian, Diane K Wherrett, Anette-Gabriele Ziegler, Carla J Greenbaum, Type 1 Diabetes TrialNet Study Group. An Anti-CD3 Antibody, Teplizumab, in Relatives at Risk for Type 1 Diabetes. N Engl J Med. 2019 Aug 15;381(7):603-613. doi: 10.1056/NEJMoa1902226.
  9. Ali O. Genetics of type 2 diabetes. World J Diabetes. 2013 Aug 15;4(4):114-23.
  10. Portha B, Grandjean V, Movassat J. Mother or Father: Who Is in the Front Line? Mechanisms Underlying the Non-Genomic Transmission of Obesity/Diabetes via the Maternal or the Paternal Line. Nutrients. 2019 Jan 22;11(2):233.
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