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Conduzir com Diabetes tipo 1

driving

Conduzir é uma parte essencial da vida quotidiana para muitas pessoas, permitindo-lhe viajar de e para o trabalho, ver os seus amigos ou cuidar da sua família 1.

Embora a maioria das pessoas com diabetes seja perfeitamente capaz de conduzir sem quaisquer problemas, conduzir com diabetes acarreta alguns riscos e coisas a ter em conta 1. Neste artigo, exploramos estes riscos e formas de os prevenir. Também revemos as restrições legais relativas a conduzir com diabetes, o que fazer em caso de hipoglicemia e muito mais.

Como a diabetes pode afetar a sua condução

De acordo com algumas estimativas, ter diabetes pode aumentar o risco de estar num acidente de carro em até 19%, embora o seu risco pessoal possa ser muito diferente 1.

Isto deve-se ao facto de a diabetes poder potencialmente afetar o seu desempenho na condução, quer devido ao risco aumentado de hipoglicemia ou outras complicações relacionadas com a diabetes 1, 2.

A hipoglicemia (quando os seus níveis de glicemia baixam demasiado) é um efeito secundário comum da insulinoterapia 2. Quando ocorre, pode afetar o cérebro e prejudicar as funções cognitivas de que necessita para conduzir, tais como 2:

  • Atenção
  • Tempo de reação
  • Coordenação motora

Se desenvolver complicações da diabetes, como danos nos nervos ou problemas de visão, isto também pode tornar mais difícil conduzir 1, 2.

Condução e condições relacionadas com a diabetes

Existem várias complicações relacionadas com a diabetes que podem afetar a sua capacidade de conduzir 1, 2. Estas podem incluir problemas em ver claramente ou com os nervos que lhe permitem sentir as suas mãos e pés 1, 2.

Complicações que afetam a sua visão

Ser capaz de ver quando conduz é obviamente essencial para a segurança 2. A diabetes aumenta o risco de desenvolver certas doenças oculares que podem afetar a sua capacidade de conduzir 1, 2:

  • Retinopatia diabética — uma condição que afeta os vasos sanguíneos na retina do olho, que é a parte do seu olho que deteta a luz e envia a mensagem para o seu cérebro através do nervo ótico 3. A retinopatia causa perda de visão e cegueira ao longo do tempo 3.
  • Cataratas — estas são áreas turvas que cobrem o seu olho e causam visão turva 4.
  • Edema macular diabético (EMD) — a mácula é uma parte da retina que assegura uma visão nítida, mas no EMD, os vasos sanguíneos na retina vertem para a mácula, causando visão turva 3.
  • Glaucoma neovascular — a retinopatia diabética pode causar o crescimento de vasos sanguíneos anormais fora da retina, impedindo a drenagem do fluido do olho. Isto causa um tipo de glaucoma, e pode causar perda de visão e cegueira 3.

Complicações que afetam a sua função nervosa

Danos nos nervos, ou neuropatia , é uma complicação da diabetes que pode reduzir a sensibilidade nas suas mãos e pés, e prejudicar a sua consciência corporal 2. Quando o dano nos nervos afeta os seus pés (como no caso do 'pé diabético'), poderá achar mais difícil avaliar a pressão no acelerador, no pedal da embraiagem ou no travão 1, 2.

Além disso, alguns dos medicamentos utilizados para tratar a dor neuropática podem causar sonolência 2, o que também pode afetar a sua capacidade de condução.

Outras complicações da diabetes

Em pessoas mais velhas com diabetes, existe o risco de problemas com os vasos sanguíneos no cérebro (doença cerebrovascular), que podem afetar a função cognitiva e, por conseguinte, a sua capacidade de condução 2.

capacidade de condução

A cirurgia aos pés também pode prejudicar a capacidade de utilizar o pedal enquanto conduz, embora o seu carro possa ser adaptado para incluir controlos manuais 2.

Checklist para conduzir com diabetes

Para garantir que conduz com segurança com diabetes tratada com insulina , os especialistas recomendam as seguintes dicas 2:

  • Mantenha consigo um medidor de glicemia e tiras de glicemia em todos os momentos.
  • Mantenha uma fonte de hidratos de carbono de ação rápida ao seu alcance em caso de emergências (como pastilhas de glicose ou doces).
  • Tenha consigo alguma forma de identificação de diabetes (como um cartão ou pulseira de identificação) para que as pessoas o possam ajudar rapidamente em emergências.
  • Verifique a sua glicemia, no máximo, uma hora antes de começar a conduzir. Poderá ser necessário testar com mais frequência se alterou o seu estilo de vida ou rotina, se estiver grávida, se praticou exercício ou se não teve tempo suficiente para comer.
  • Garanta que a sua glicemia está acima de 90 mg/dl enquanto conduz.
  • Coma um snack se a sua glicemia descer para ou abaixo de 90 mg/dl. Pare de conduzir se descer abaixo de 72 mg/dl ou se tiver sintomas de hipoglicemia .
Dicas para viagens mais longas

Dicas para viagens mais longas

Se conduzir por períodos mais longos, os especialistas recomendam verificar a sua glicemia a cada duas horas durante a sua viagem 2.

Em viagens mais longas, faça pausas para descansar, faça refeições regulares e garanta que tem snacks e hidratação suficientes para a viagem 2.

O que fazer se tiver uma hipo enquanto conduz

Se tiver uma hipo, ou se a sua glicemia descer abaixo de 72 mg/dl, pare de conduzir e estacione o veículo num local seguro o mais rapidamente possível 2.

Meça a sua glicemia e trate-a adequadamente 1. Pode ingerir uma fonte de glicose de ação rápida, tal como 1:

  • Sumo
  • Bebidas gaseificadas (não dietéticas)
  • Pastilhas de glicose

Meça a sua glicemia novamente, e não conduza até que esta tenha voltado ao normal 2.

Uma nota de precaução: demora algum tempo até que as suas funções cognitivas voltem ao normal após a glicemia ter sido restaurada para o intervalo-alvo 2. Deve esperar pelo menos 45 minutos depois da glicemia ter voltado ao normal antes de começar a conduzir novamente 2.

Conduzir com diabetes pode ser feito em segurança, desde que siga algumas precauções 1. Certifique-se de que segue as restrições legais no seu país e de que está sempre preparado em caso de hipoglicemia 2, 6.

Fontes

  1. American Diabetes Association, Lorber D, Anderson J, et al. Diabetes and driving. Diabetes Care. 2014;37 Suppl 1:S97-S103. doi:10.2337/dc14-S097, https://diabetesjournals.org/care/article/37/Supplement_1/S97/37766/Diabetes-and-Driving
  2. Graveling AJ, Frier BM. Driving and diabetes: problems, licensing restrictions and recommendations for safe driving. Clin Diabetes Endocrinol. 2015;1:8. Published 2015 Aug 10. doi:10.1186/s40842-015-0007-3, https://clindiabetesendo.biomedcentral.com/articles/10.1186/s40842-015-0007-3
  3. National Eye Institute (NEI), Diabetic Retinopathy. Acedido a 14/07/2023. Disponível em: https://www.nei.nih.gov/learn-about-eye-health/eye-conditions-and-diseases/diabetic-retinopathy
  4. National Eye Institute (NEI), Cataracts. Acedido a 14/07/2023. Disponível em: https://www.nei.nih.gov/learn-about-eye-health/eye-conditions-and-diseases/cataracts
  5. UK Government, Diabetes and driving. Acedido a 14/07/2023. Disponível em: https://www.gov.uk/diabetes-driving
  6. Driver & Vehicle Licensing Agency (DVLA), A guide to insulin-treated diabetes and driving. Acedido a 14/07/2023. Disponível em: https://assets.publishing.service.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/834451/inf294-a-guide-to-insulin-treated-diabetes-and-driving.pdf
  7. Beshyah SA, Beshyah AS, Yaghi S, Beshyah WS, Frier BM. A global survey of licensing restrictions for drivers with diabetes. The British Journal of Diabetes (BJD). 2017; 17:1. Published 2017 Mar 21. doi:10.15277/bjd.2017.117, https://www.bjd-abcd.com/index.php/bjd/article/view/228/364
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Diabetes tipo 1 no dia-a-dia: gestão da glicemia na vida diária

blood glucose

A diabetes tipo 1 é uma condição complexa, e a autogestão contínua é essencial para gerir a sua glicemia (ou açúcar no sangue). 1

As suas escolhas de estilo de vida desempenham um papel central na ajuda à gestão da diabetes. Estas escolhas também ajudam a prevenir algumas das complicações da diabetes, os impactos negativos na sua saúde física e mental, e a melhorar a sua qualidade de vida. 1

Neste artigo, analisaremos formas de gerir a sua diabetes diariamente que, esperamos, tornem o dia a dia um pouco mais fácil. Embora existam inúmeros aspetos diferentes para uma boa gestão da diabetes, escolhemos algumas atividades e momentos que ocorrem todos os dias para mostrar como estes podem ser utilizados para ajudar a melhorar a gestão da glicemia.

A sua rotina matinal

Dormir o suficiente — e com boa qualidade — é importante para todos, mas existem algumas implicações adicionais a ter em conta se tiver diabetes tipo 1 2.

Um padrão de sono irregular e uma quantidade insuficiente de sono podem levar a uma má gestão da glicemia 2. Situações como acordar cedo para trabalhar durante a semana e dormir demasiado aos fins de semana — designado por "jetlag social" — e a variação no sono que isto causa podem ter grandes consequências para as pessoas com diabetes tipo 1 2.

Manter um horário de sono estável, definindo uma hora regular para acordar (e deitar), pode ajudar a promover uma melhor gestão glicémica e potencialmente melhorar a gestão da diabetes 2.

É também uma boa ideia integrar a verificação da glicemia na sua rotina matinal diária 3, 4. Algumas pessoas apresentam leituras elevadas de glicemia de manhã — conhecidas como "picos matinais" 3.

Se tiver picos matinais, poderá ter de considerar isto no seu débito de insulina ou na tecnologia de diabetes que utiliza 3. A sua equipa de cuidados de saúde da diabetes poderá ajudá-lo a encontrar a melhor estratégia.

Alimentação

eating

No passado, uma pessoa com diabetes tipo 1 tinha de adaptar a sua dieta ao seu regime de insulina 4. Felizmente, esse tempo passou e agora acontece o inverso — a sua medicação para a diabetes deve ser capaz de se adaptar ao que come 4.

Contudo, algum planeamento das refeições — como o quê, quando e quanto come 5 — é essencial para manter a sua glicemia no intervalo alvo 4. Algumas pessoas sentem necessidade de comer a uma hora regular, enquanto outras podem ser muito mais flexíveis 5. Independentemente da sua escolha, recomenda-se o consumo de uma variedade de alimentos saudáveis, incluindo fruta, vegetais, fibras, proteínas e alguns laticínios 4, 5.

Recomenda-se que verifique os seus níveis de glicemia antes das refeições 4. Informações como a glicemia atual, a contagem de hidratos de carbono da refeição, a insulina ativa restante no sangue e a atividade física planeada ou realizada podem ser utilizadas para calcular a sua dose de insulina à refeição 4, 5.

Se tiver dificuldade em manter uma dieta saudável, pode procurar ajuda de um nutricionista especializado em diabetes 4.

Dias de doença: o que fazer quando está doente

Doenças — como constipações ou gripe — aumentam as hormonas do stress no seu corpo 6. Isto pode dificultar a gestão da glicemia e a sua manutenção no intervalo-alvo 6. Preparar-se com "regras para dias de doença" pode ajudar a gerir a diabetes e a prevenir complicações adicionais, como a cetoacidose diabética (CAD) 4.

Algumas regras para dias de doença incluem:

  • Tente verificar a sua glicemia a cada 2–3 horas.
  • Continue a tomar a sua insulina basal e de refeição.
  • Se não conseguir comer, tente beber líquidos que contenham hidratos de carbono.
  • Verifique as cetonas no sangue e na urina frequentemente.
  • Mantenha-se hidratado.
  • Se não conseguir comer ou beber durante um período de tempo, fale com um profissional de saúde.

Gestão do stress

 

relax

O stress está presente na vida de todos. Originalmente, foi uma adaptação útil para nos ajudar a gerir situações ameaçadoras, preparando o nosso corpo e dando-nos energia extra - conhecido como resposta ao risco de fuga 7.

Assim, o stress estimula a libertação de várias hormonas, o que pode resultar em níveis elevados de glicemia 7. Isto pode causar problemas significativos na gestão da sua diabetes 8. Poderá também esquecer-se de tomar a medicação ou saltar refeições 8.

Embora não possa remover todo o stress da sua vida, pode tentar métodos para reduzi-lo, como 8:

  • Exercício físico.
  • Técnicas de relaxamento.
  • Conversar — seja com amigos/família ou com um terapeuta especializado.

Beber álcool

Com moderação, beber álcool não é um problema para pessoas com diabetes 4. No entanto, o álcool — especialmente em excesso — pode levar a níveis baixos de glicemia ( hipoglicemia ) 1, 4.

Se vai beber álcool, ter um plano para gerir a sua diabetes pode ajudar 4. Verifique os seus níveis de glicemia regularmente durante uma saída à noite 4. Ingira alguns hidratos de carbono quando beber álcool para prevenir que a glicemia desça demasiado 4, 5.

Exercício físico

exercise

O exercício é uma parte importante da gestão da glicemia e de uma vida saudável 5. Existem vários benefícios para quem tem diabetes tipo 1, como 4, 5:

  • Baixar a glicemia
  • Baixar a pressão arterial
  • Melhorar a circulação sanguínea
  • Gestão de peso
  • Melhoria do humor
  • Ajudar a dormir melhor

O exercício físico não tem de se limitar a ir ao ginásio. Também pode consistir em caminhar ou andar de bicicleta em vez de conduzir, realizar tarefas domésticas, utilizar as escadas e fazer passeios ativos com a família 5.

Período noturno

É uma boa ideia verificar a glicemia antes de se deitar 4. Isto pode ajudar a verificar se os valores estão dentro do intervalo-alvo .

Às vezes, níveis baixos durante a noite podem levar a picos matinais — conhecido como o fenómeno de alvorada. Isto acontece quando o corpo produz mais glicose para compensar os níveis baixos, e acorda com a glicemia alta.

Se notar um padrão de valores altos ou baixos ao acordar, verificar a glicemia ao deitar, a meio da noite e ao acordar pode ajudar a compreender este padrão. O uso de um sistema de monitorização contínua da glicose (CGM) também pode ser muito útil.

Um grande jantar ou um snack à hora de dormir podem causar níveis elevados de glicemia que podem permanecer toda a noite, tal como uma dose de insulina demasiado baixa após a refeição da noite 3.

Por vezes, níveis de glicemia baixos durante a noite podem levar a picos matinais - conhecido como fenômeno de alvorada 3. Isto acontece quando o corpo produz mais glicose para compensar os níveis baixos, o que o leva a acordar com níveis elevados de glicemia 3. Isto pode acontecer quando não janta ou quando administra demasiada insulina depois de jantar 3.

Se notar um padrão de valor altos ou baixos quando acorda, verificar os níveis de glicemia quando se deita, a meio da noite e quando acorda podem ajudar a perceber melhor este padrão 3.

Existem várias medidas que pode integrar na sua rotina para o ajudar a gerir a diabetes mais facilmente. Em caso de dúvida, fale com o seu profissional de saúde da diabetes para descobrir mais formas de ajudar na gestão da glicemia no dia a dia.

Fontes

  1. Karway G., Grando M.A., Grimm K., Groat D., Cook C., Thompson B. Self-Management Behaviors of Patients with Type 1 Diabetes: Comparing Two Sources of Patient-Generated Data. Appl Clin Inform. 2020;11(1): 70-78
  2. Perez K.M., Hamburger E.R., Lyttle M., et al. Sleep in Type 1 Diabetes: Implications for Glycemic Control and Diabetes Management. Curr Diab Rep. 2018; 18(2): 5
  3. American Diabetes Association. High Morning Blood Sugars. Acedido em abril 2022. Disponível em: https://www.diabetes.org/diabetes/treatment-care/high-morning-blood-glucose
  4. Wood, J. The type 1 diabetes self-care manual: a complete guide to type 1 diabetes across the lifespan for people with diabetes, parents, and caregivers, 2018, American Diabetes Association. DOI: 10.2337/9781580406208
  5. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Diabetes diet, eating, and physical activity. Acedido em abril 2022. Disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes/overview/diet-eating-physical-activity
  6. American Diabetes Association. Planning for Sick Days. Acedido em abril 2022. Disponível em: https://www.diabetes.org/diabetes/treatment-care/planning-sick-days
  7. Surwit R.S., Schneider M.S., Feinglos M.N. Stress and diabetes mellitus. Diabetes Care.1992;15 (10): 1413-22
  8. WebMD. Managing stress when you have diabetes. Acedido em abril 2022. Disponível em: https://www.webmd.com/diabetes/managing-stress
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Alimentação com Diabetes: Um Guia

Alimentação com Diabetes

Se tem diabetes ou foi informado de que está em risco de desenvolver diabetes tipo 2, deve cuidar muito bem da sua alimentação.

Uma alimentação saudável é fundamental para manter os níveis de glicose dentro dos limites recomendados - e a dieta e má nutrição são fatores de risco importantes para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 1, 2.

Este artigo aborda os princípios básicos de uma alimentação saudável para pessoas com diabetes, que alimentos podem compor uma dieta equilibrada e que alimentos devem ser limitados.

Alimentação com diabetes

Existem diferentes tipos de diabetes 2. Isso inclui diabetes tipo 1 e tipo 2, mas também outros tipos, como diabetes gestacional 2.

Este artigo foi escrito com base em pesquisas que se focam principalmente na diabetes tipo 1 e tipo 2. Se tiver um dos outros tipos, estas dicas e sugestões podem ou não funcionar para si. Para todas as pessoas com diabetes, é importante discutir quaisquer mudanças planeadas na sua dieta com a sua equipa de cuidados de saúde da diabetes ou nutricionista.

As pessoas com diabetes não são todas iguais, por isso não existe uma dieta única que funcione para todos. Cada um tem os seus próprios objetivos de glicemia que deve tentar atingir tanto quanto possível, e estes podem variar dependendo da idade, saúde e outros fatores 3. Manter a glicemia dentro do intervalo recomendado a longo prazo pode ajudar a atrasar ou prevenir complicações como doenças cardíacas, problemas de visão ou doenças renais 1, 3.

Controlar a glicemia é um equilíbrio entre os alimentos e bebidas que ingere, o exercício físico que pratica e os efeitos dos medicamentos que toma 4. Para manter a glicemia dentro do intervalo, pode pensar que precisa de eliminar os alimentos que gosta, mas, com um pouco de planeamento, pode continuar a comer as comidas que gosta 4.

Se tem dificuldades em criar um plano de refeições que lhe proporcione uma dieta equilibrada, ou se os alimentos que ingere estão a provocar um aumento da glicemia, pode considerar consultar um nutricionista, que pode ajudá-lo a criar planos alimentares personalizados para satisfazer as suas necessidades 4.

Há fortes indícios de que a terapia nutricional médica, geralmente prescrita por um nutricionista certificado, projetada para otimizar a glicemia, a pressão arterial e o colesterol , pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas e AVC 5.

Os benefícios de uma alimentação saudável para a diabetes

Ter uma alimentação variada e saudável, especialmente quando combinada com a prática de exercício físico, traz muitos benefícios 4.

Alguns desses benefícios incluem 4:

  • Manter a glicemia dentro do intervalo recomendado
  • Controlar a pressão arterial
  • Ajudar a manter o colesterol dentro dos valores normais
  • Perder peso ou manter um peso saudável
  • Prevenir ou atrasar os problemas relacionados com a diabetes
  • Sentir-se bem e ter mais energia
Como deve ser uma dieta saudável e equilibrada?

Como deve ser uma dieta saudável e equilibrada?

Comer a quantidade certa para si pode ajudá-lo a controlar a glicemia e o peso 4. A sua equipa de cuidados de saúde da diabetes irá ajudá-lo a determinar quanto pode comer e quantas calorias deve incluir nas suas refeições 4.

A base de uma alimentação saudável é garantir que as suas refeições incluem uma variedade de alimentos de todos os grupos alimentares 4. Estes são 4:

  • Vegetais ricos em amido, como batatas e ervilhas
  • Vegetais sem amido, como cenouras e verduras
  • Frutas, incluindo laranjas, maçãs e frutos vermelhos
  • Grãos (pelo menos 50% integrais) encontrados no pão, massas e cereais
  • Proteínas, como carne magra, ovos, peixe e frutos secos
  • Laticínios, incluindo leite e iogurte sem gordura ou com baixo teor de gordura

No início pode parecer difícil fazer mudanças na sua dieta, mas começar com pequenas mudanças e pedir ajuda à sua família, amigos e equipa de cuidados de saúde da diabetes pode ajudar 4.

Dicas para uma alimentação saudável

Existem muitas maneiras diferentes de se alimentar bem com diabetes. Com o tempo, descobrirá os alimentos de que gosta e como adaptar o controlo da diabetes às suas refeições e ao seu estilo de vida.

Existem algumas coisas que pode fazer para tentar seguir uma dieta saudável e ajudar a controlar a sua glicemia 3, 4. Estas incluem:

  • Tentar comer em horários regulares 3
  • Escolher alimentos com menos calorias 3
  • Evitar alimentos ricos em gorduras saturadas e trans, açúcar ou sal 3
  • Beber água em vez de sumo ou refrigerante 3
  • Escolher frutas como sobremesa em vez de algo doce 3
  • Tentar controlar o tamanho das porções de comida 3
  • Considerar um substituto do açúcar para colocar no chá ou café 4
  • Planear as suas refeições 4

Se precisar de ajuda para elaborar planos alimentares que sejam agradáveis de comer, mas que também lhe permitam controlar bem a sua glicemia, a sua equipa de cuidados de saúde da diabetes poderá ajudá-lo 4.

Alimentos a limitar ou evitar

Existem alguns alimentos que deve ter em atenção e outros que deve tentar limitar na sua dieta 4.

Talvez já saiba que, ao planear as suas refeições, precisa de monitorizar a quantidade de hidratos de carbono que elas contêm 3. Isto porque os hidratos de carbono fazem com que os seus níveis de glicemia subam mais depois de os ingerir do que quando ingere proteínas ou gorduras 3.

Os alimentos que deve limitar ou evitar incluem 4:

  • Alimentos fritos e outros alimentos ricos em gordura saturada e gordura trans
  • Alimentos ricos em sal
  • Doces, produtos de panificação e gelados
  • Bebidas com adição de açúcar (como sumos, refrigerantes e bebidas energéticas)

Se beber álcool, recomenda-se que o faça com moderação 4.

Comer fora com diabetes

Comer fora com diabetes

Com toda a preocupação em controlar a glicemia e reduzir o risco de complicações, pode parecer que comer fora quando se tem diabetes é proibido. Mas, com um pouco de planeamento, pode desfrutar de uma refeição num restaurante como qualquer outra pessoa.

Algumas dicas gerais para ajudar quando comer fora incluem 6:

  • Decida o que vai comer antes de sair de casa, para evitar tomar decisões precipitadas e pouco saudáveis
  • Se for comer tarde, faça um pequeno lanche antes para evitar ficar com fome — escolha um lanche que contenha fibras e proteínas, como um punhado de frutos seco
  • Beba um copo grande de água antes de começar, pois isso ajuda a comer menos.
  • Tente evitar comer o pão que é servido na mesa antes de fazer o pedido
  • Escolha métodos de cozinhar mais saudáveis, como assar, cozinhar a vapor ou grelhar, em vez de fritar
  • Evite pratos empanados, crocantes ou cremosos, pois podem ser mais calóricos
  • Opte por vegetais em vez de batatas fritas ou chips
  • Certifique-se de que os extras, como molhos para salada, queijo e croutons, não tornam o prato pouco saudável
  • Evite pratos com muito açúcar adicionado, como aqueles com coberturas ou molhos pegajosos

Pode parecer que a diabetes o impede de desfrutar das suas refeições ou de comer os alimentos que adora, mas não tem de ser assim 4.

Pode descobrir que há alguns alimentos que não pode comer em excesso ou outros que aumentam a sua glicemia, mas, juntamente com a sua equipa de cuidados de saúde da diabetes, poderá elaborar planos alimentares adequados para si 4.

Fontes

  1. Davison, K.A.K., Negrato, C.A., Cobas, R. et al. Relationship between adherence to diet, glycemic control and cardiovascular risk factors in patients with type 1 diabetes: a nationwide survey in Brazil. Nutr J 13, 19 (2014). https://doi.org/10.1186/1475-2891-13-19
  2. International Diabetes Federation (2017). IDF diabetes atlas (8th Ed)
  3. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Manage Blood Sugar. Acedido em agosto 2022. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/managing/manage-blood-sugar.html
  4. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Diabetes diet, eating, and physical activity. Acedido em agosto 2022. Disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes/overview/diet-eating-physical-activity
  5. Evert AB, et al. Nutrition therapy for adults with diabetes or prediabetes: a consensus report. Diabetes care. 2019;42:731-754
  6. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Eating out. Acedido em agosto 2022. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/managing/eat-well/eating-out.html
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A Diabetes Tipo 1 e Tipo 2 são hereditárias?

A Diabetes Tipo 1 e Tipo 2 são hereditárias?

Diabetes e hereditariedade: vou passar a diabetes aos meus filhos?

Não é raro ver membros da mesma família a viver com diabetes, portanto, é compreensível que se questione se a diabetes é hereditária. Para lhe dar alguma tranquilidade se estiver a pensar em ter filhos, aqui ficam algumas respostas a questões que possa ter sobre a possível relação entre a diabetes e a hereditariedade.

A diabetes é uma doença hereditária?

Não podemos realmente chamar a diabetes de doença hereditária, no sentido em que não existe um “gene da diabetes” que um pai ou mãe transmita aos seus filhos. Foi demonstrado que certos genes podem, de facto, aumentar o risco de desenvolver diabetes, mas a sua presença no nosso ADN não significa necessariamente que temos, ou teremos, diabetes 1-4. Falamos, portanto, de predisposição genética para a diabetes. 

Então, por que razão algumas pessoas são afetadas pela diabetes quando ninguém na sua família a tem, enquanto outras pessoas com histórico de diabetes na família não são? A razão é que, além da hereditariedade, outros fatores ambientais e comportamentais também entram em jogo 1-5. Por outras palavras, uma pessoa com histórico familiar de diabetes que esteja exposta a certos fatores de risco terá maior probabilidade de desenvolver diabetes durante a sua vida 2,3

No entanto, o impacto da hereditariedade nos seus filhos não será o mesmo, dependendo se tem diabetes tipo 1 ou tipo 2.  

A diabetes é uma doença hereditária?

Hereditariedade e diabetes tipo 1

Cerca de 10% das pessoas que têm diabetes tipo 1 têm um parente que também tem a doença 4. Se você ou o seu parceiro vivem com diabetes tipo 1, existe uma pequena possibilidade de o seu filho se tornar insulinodependente. No entanto, o risco permanece relativamente baixo: estima-se entre 1.3% e 4% quando a mãe tem diabetes tipo 1, e entre 6% e 9% quando é o pai que tem 1

O que pode fazer para minimizar o risco de passar a diabetes aos seus filhos? Infelizmente, não há muito que possa fazer pessoalmente, uma vez que os fatores ambientais que contribuem para desencadear a diabetes tipo 1 ainda são pouco compreendidos 3. No entanto, estão a decorrer ensaios clínicos para ver se é possível prevenir e parar a progressão da diabetes tipo 1 em pessoas que estejam em risco 6,7.  

Hereditariedade e diabetes tipo 2

O papel desempenhado pela hereditariedade no desencadeamento da diabetes tipo 2 varia entre 20% e 80% 7. Se apenas um dos membros do casal tiver diabetes tipo 2 , o risco do filho desenvolver a mesma condição seria, em média, de 40% 7. Se ambos tiverem diabetes tipo 2 , o risco do filho também se tornar resistente à insulina aumenta para cerca de 70% 7

Mas não se preocupe, a hereditariedade da diabetes tipo 2 está longe de ser inevitável, uma vez que o estilo de vida desempenha um papel crucial no seu desenvolvimento 2,5,7,8. Ao adotar hábitos diários saudáveis - uma dieta variada e equilibrada, dormir bem, manter o peso sob controlo, praticar atividade física regular e reduzir o stress - os seus filhos têm menos probabilidade de desenvolver diabetes tipo 2 , mesmo que tenham uma predisposição genética 2,5,7,8.

Uma vez que os membros da família partilham geralmente um estilo de vida comum, é uma boa ideia sensibilizar os seus filhos para a diabetes tipo 2 e ajudá-los a adotar uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável desde a infância 2,5.  

Fontes

  1. Maria J Redondo, Andrea K Steck, Alberto Pugliese. Genetics of type 1 diabetes. Pediatr Diabetes. 2018 May;19(3):346-353. Doi: 10.1111/pedi.12597. Epub 2017 Nov 2.
  2. Marsha Samsom, Tushar Trivedi, Olubunmi Orekoya, Shraddha Vyas. Understanding the Importance of Gene and Environment in the Etiology and Prevention of Type 2 Diabetes Mellitus in High-Risk Populations. Oral Health Case Rep. 2016 Mar;2(1):112.Epub 2016 Mar 14.
  3. Jana Precechtelova, Maria Borsanyiova, Sona Sarmirova, Shubhada Bopegamage. Type I Diabetes Mellitus: Genetic Factors and Presumptive Enteroviral Etiology or Protection. J Pathog. 2014;2014:738512.doi: 10.1155/2014/738512. Epub 2014 Dec 10.
  4. Andrea K Steck, Marian J Rewers. Genetics of type 1 diabetes. Clin Chem. 2011 Feb;57(2):176-85. doi: 10.1373/clinchem.2010.148221.
  5. Abbasi A, Corpeleijn E, van der Schouw YT, Stolk RP, Spijkerman AM, van der A DL, Navis G, Bakker SJ, Beulens JW. Maternal and paternal transmission of type 2 diabetes: influence of diet, lifestyle and adiposity. J Intern Med. 2011 Oct;270(4):388-96.
  6. Marco Infante, Camillo Ricordi, Andrea Fabbri. Antihyperglycemic properties of hydroxychloroquine in patients with diabetes: Risks and benefits at the time of COVID-19 pandemic. Journal of Diabetes. 2020 May 12 .
  7. Jeremy T. Warshauer, Jeffrey A. Bluestone, Mark S. Anderson. New Frontiers in the Treatment of Type 1 Diabetes. Cell Metabolism31, January 7, 2020ª2019 Elsevier Inc: 46-61. doi: 10.1016/j.cmet.2019.11.017.
  8. Kevan C Herold, Brian N Bundy, S Alice Long, Jeffrey A Bluestone, Linda A DiMeglio, Matthew J Dufort, Stephen E Gitelman, Peter A Gottlieb, Jeffrey P Krischer, Peter S Linsley, Jennifer B Marks, Wayne Moore, Antoinette Moran, Henry Rodriguez, William E Russell, Desmond Schatz, Jay S Skyler, Eva Tsalikian, Diane K Wherrett, Anette-Gabriele Ziegler, Carla J Greenbaum, Type 1 Diabetes TrialNet Study Group. An Anti-CD3 Antibody, Teplizumab, in Relatives at Risk for Type 1 Diabetes. N Engl J Med. 2019 Aug 15;381(7):603-613. doi: 10.1056/NEJMoa1902226.
  9. Ali O. Genetics of type 2 diabetes. World J Diabetes. 2013 Aug 15;4(4):114-23.
  10. Portha B, Grandjean V, Movassat J. Mother or Father: Who Is in the Front Line? Mechanisms Underlying the Non-Genomic Transmission of Obesity/Diabetes via the Maternal or the Paternal Line. Nutrients. 2019 Jan 22;11(2):233.
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Diabetes e distúrbios do sono

sleep

A ligação entre a diabetes e os distúrbios do sono

O que pode ser melhor do que uma boa noite de sono para recarregar as baterias e começar o dia a sentir-se fresco e descansado? Passamos cerca de um terço da nossa vida a dormir [1], mas por vezes o nosso sono não é tão reparador como gostaríamos. Noites curtas, despertares frequentes, dificuldade em adormecer, insónias: existe uma ligação entre a diabetes e os distúrbios do sono? E que soluções estão disponíveis para o ajudar a dormir melhor?

Qual a relação entre a diabetes e os distúrbios do sono?

Uma boa noite de sono é essencial para o bem-estar do seu corpo e mente [2,3]. De acordo com investigações clínicas, um terço das pessoas com diabetes é afetado por distúrbios do sono [2]. Foram realizados muitos estudos para compreender a ligação entre a diabetes e os problemas de sono, e demonstrou-se que a relação entre a diabetes e os distúrbios do sono é bidirecional [4].

Por um lado, uma quantidade insuficiente de sono (6,5 horas ou menos), acordar frequentemente e respiração noturna anormal podem complicar a gestão da diabetes. Como é que isto se explica? Parece que durante o sono ocorrem toda uma série de processos fisiológicos regenerativos, mas estes podem ser perturbados por noites demasiado curtas ou fragmentadas. Pensa-se que isto leva a um desequilíbrio hormonal, alteração do metabolismo da glicose e resistência à insulina , o que pode, por sua vez, levar à flutuação dos níveis de glicose no sangue [1,2,4,5,6].

Por outro lado, ter diabetes pode afetar a qualidade e a duração do sono, especialmente quando esta está descontrolada [4,5,7]. No caso de hiperglicemia , uma vontade frequente de urinar e sede intensa podem levar a acordar várias vezes durante a noite [5]. Os sintomas de hipoglicemia , como taquicardia e transpiração excessiva, também podem levar a acordar e/ou a um sono de má qualidade [2,5,7]. Pensa-se também que a diabetes descontrolada, especialmente quando associada ao excesso de peso, propicia a apneia do sono. Este é um distúrbio respiratório noturno que causa oxigenação insuficiente do sangue e resulta frequentemente numa redução da qualidade do sono e noites mais curtas [1,2,4].

Outros fatores, por vezes associados à diabetes, também podem promover distúrbios do sono:

  • medo de hipoglicemia [6];
  • excesso de peso e obesidade [2,4];
  • síndrome das pernas inquietas - a vontade de mover as pernas acompanhada por uma sensação desagradável de comichão, tremor ou dor [2];
  • neuropatia diabética [2,5];
  • produção insuficiente da hormona do sono melatonina [7];
  • depressão [5].

Algumas dicas para o ajudar a dormir melhor

Fique descansado: ter diabetes não significa necessariamente que tenha de dormir mal. Existem muitas soluções destinadas a ajudá-lo a adormecer mais depressa e a colocar os seus padrões de sono de volta na linha. Aqui ficam algumas recomendações:

  • tente manter o seu peso corporal sob controlo seguindo uma dieta equilibrada e praticando atividade física regular [1,2,4];
  • considere limitar o tabaco, alimentos e bebidas ricos em cafeína e açúcar [2,8];
  • tente, tanto quanto possível, deitar-se e levantar-se à mesma hora todos os dias para não perturbar o seu relógio biológico [6];
  • pratique algum tipo de atividade física aeróbica durante o dia, como andar de bicicleta, correr, nadar e dançar [2,10];
  • tome um banho quente antes de ir para a cama [9];
  • inclua alimentos que promovem o sono, como alface, cerejas, kiwi ou nozes nos seus jantares [8];
  • faça meditação e/ou ioga [3,11].

Como os distúrbios do sono podem afetar os níveis de glicose no sangue, dormir melhor e durante mais tempo não só irá melhorar o seu bem-estar geral, mas também ajudará a gerir a sua diabetes [4,6]!

Fontes

  1. Reutrakul S, Van Cauter E. Interactions between sleep, circadian function, and glucose metabolism: implications for risk and severity of diabetes. 2014 Apr;1311:151-73. doi: 10.1111/nyas.12355. Epub 2014 Mar 14.
  2. Surani S, Brito V, Surani A, Ghamande S. Effect of diabetes mellitus on sleep quality. 2015 Jun 25;6(6):868-73. doi: 10.4239/wjd.v6.i6.868.
  3. Heather L Rusch, Michael Rosario, Lisa M Levison, Anlys Olivera, Whitney S Livingston, Tianxia Wu, Jessica M Gill. The effect of mindfulness meditation on sleep quality: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Ann N Y Acad Sci. 2019 Jun;1445(1):5-16. doi: 10.1111/nyas.13996. Epub 2018 Dec 21.
  4. Barone MT, Menna-Barreto L. Diabetes and sleep: a complex cause-and-effect relationship. Diabetes Res Clin Pract. 2011 Feb;91(2):129-37.
  5. Sarah S. Farabi. Type 1 Diabetes and Sleep. Diabetes Spectrum. 2016 Feb; 29(1): 10-13. doi: 10.2337/diaspect.29.1.10.
  6. Katia M Perez, Emily R Hamburger, Morgan Lyttle, Rodayne Williams, Erin Bergner, Sachini Kahanda, Erin Cobry, Sarah S Jaser. Sleep in Type 1 Diabetes: Implications for Glycemic Control and Diabetes Management. Curr Diab Rep. 2018 Feb 5;18(2):5. doi: 10.1007/s11892-018-0974-8.
  7. Garfinkel D, Zorin M, Wainstein J, Matas Z, Laudon M, Zisapel N. Efficacy and safety of prolonged release melatonin in insomnia patients with diabetes: a randomized, double-blind, crossover study. Diabetes Metab Syndr Obes. 2011;4:307-13. doi: 10.2147/DMSO.S23904. Epub 2011 Aug 2.
  8. Yawen Zeng, Jiazhen Yang, Juan Du, Xiaoying Pu, Xiaomen Yang, Shuming Yang, Tao Yang. Strategies of Functional Foods Promote Sleep in Human Being. Curr Signal Transduct Ther. 2014 Dec;9(3):148-155. doi: 10.2174/1574362410666150205165504.
  9. Edward C Harding, Nicholas P Franks, William Wisden. The Temperature Dependence of Sleep. Front Neurosci. 2019 Apr 24;13:336. doi: 10.3389/fnins.2019.00336. eCollection 2019.
  10. Masahiro Banno, Yudai Harada, Masashi Taniguchi, Ryo Tobita, Hiraku Tsujimoto, Yasushi Tsujimoto, Yuki Kataoka, Akiko Noda. Exercise can improve sleep quality: a systematic review and meta-analysis. PeerJ. 2018 Jul 11;6:e5172. doi: 10.7717/peerj.5172. eCollection 2018.
  11. Marieke Van Puymbroeck, Karen Atler, Jennifer Dickman Portz, Arlene A Schmid. Multidimensional Improvements in Health Following Hatha Yoga for Individuals with Diabetic Peripheral Neuropathy. Int J Yoga Therap. 2018 Nov;28(1):71-78. Doi: 10.17761/2018-00027. Epub 2018 Feb 8.
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Sintomas da diabetes nas mulheres

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Detetar os primeiros sinais de diabetes pode fazer uma grande diferença para obter um diagnóstico mais rápido e prevenir futuras complicações.

Os sintomas da diabetes nas mulheres podem manifestar-se de forma um pouco diferente do que nos homens devido às formas únicas como os nossos corpos funcionam.2 A diabetes também pode ter efeitos específicos na saúde sexual e reprodutiva das mulheres, o que faz com que seja ainda mais importante estar atenta aos sintomas.3 

As diferenças de género também contam.4 Estudos demonstram que as mulheres com diabetes tipo 1 têm mais 40% de probabilidades de morrer prematuramente com a doença do que os homens.4 As mulheres com diabetes tipo 2 também correm um risco mais elevado de complicações como doenças cardíacas e podem ter menos probabilidades de receber cuidados preventivos.2,4 É por isso que é tão importante compreender de que forma a diabetes afeta especificamente as mulheres.

Sintomas comuns da diabetes nas mulheres

Os sintomas típicos da diabetes incluem:1

  • Aumento da sede
  • Urinar excessivamente
  • Sentir fome constantemente
  • Perder peso involuntariamente
  • Falta de energia ou sensação de fadiga
  • Visão turva

Por vezes, a diabetes também pode causar:5

  • Dormência ou formigueiro nas mãos ou nos pés
  • Pele seca
  • Feridas que cicatrizam lentamente
  • Mais infeções do que o habitual
  • Náuseas, vómitos ou dores de barriga

Para além dos sintomas comuns acima referidos, a diabetes pode causar outros problemas. As mulheres podem ter:3

  • Infeções vaginais que não desaparecem – estas infeções ocorrem devido ao excesso de glicose libertado através da urina, criando um ambiente ideal para o crescimento de fungos. 
  • Infeções do trato urinário (ITU) recorrentes – também ocorrem devido ao excesso de glicose na urina, que favorece o crescimento excessivo de bactérias. Alguns medicamentos para a diabetes tipo 2 podem causar ITU recorrentes como efeito adverso.2
  • Secura vaginal – pode ocorrer devido à redução do fluxo sanguíneo para esta área em pessoas com diabetes, bem como devido a algumas das alterações hormonais provocadas pela doença. 

Manter os níveis de glicemia dentro dos limites com um tratamento e gestão adequados da diabetes pode prevenir ou melhorar estes sintomas.3

Diabetes e menstruação

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O ciclo menstrual pode afetar a glicemia e a resposta do corpo à insulina .6 Por este motivo, se for mulher e tiver diabetes tipo 1, pode verificar que os seus níveis de glicemia aumentam ou diminuem mais do que o habitual antes e durante a menstruação.6 

Não existe um padrão único para a menstruação e a diabetes, por isso, o mais adequado é monitorizar os seus sintomas e a glicemia durante este período, utilizando um diário, uma aplicação ou o seu sistema de monitorização da glicose .6 Ao detetar o seu padrão único, poderá gerir melhor a sua diabetes.

Tirar partido da tecnologia de gestão da diabetes é uma forma útil de acompanhar o seu ciclo menstrual e a forma como este afeta a sua glicemia.6 Por exemplo, um monitor contínuo de glicose (MCG) regista constantemente as flutuações da glicose , facilitando a previsão de padrões.6 Algumas bombas de insulina podem criar perfis personalizados de administração de insulina para situações específicas, como a sua menstruação.

Como é que o seu ciclo afeta a insulina e a glicemia?

Nos dias que antecedem a menstruação, os níveis de progesterona sobem, o que, em algumas pessoas, pode provocar desejos de comida e resistência à insulina .6 Mas, assim que a menstruação começa, pode tornar-se mais sensível à insulina .6 Isto pode fazer com que a glicose suba imediatamente antes da menstruação e depois desça durante a mesma. Para algumas pessoas, acontece o contrário, enquanto outras não registam quaisquer alterações.6

A melhor forma de ajudar a prevenir e gerir estas alterações é monitorizar a glicemia com maior frequência nos dias que antecedem a menstruação e durante a mesma.6

Como é que a diabetes tipo 1 afeta a menstruação?

Viver com diabetes tipo 1 pode causar menstruações irregulares, abundantes ou falhas na menstruação em algumas pessoas.6,7 

Estes sintomas são mais prováveis quando a diabetes não está a ser devidamente gerida e quando os níveis de glicemia não estão dentro dos limites.6,7 Muitas vezes, aumentar o tempo dentro do intervalo-alvo pode ajudar.6

Fale com a sua equipa de cuidados de saúde se tiver sintomas ou problemas de diabetes que estejam relacionados com a menstruação.6 

Menopausa e diabetes

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Algumas mulheres com diabetes tipo 1 podem entrar na menopausa mais cedo do que as que não têm a doença.7,8 As alterações hormonais que antecedem a menopausa podem provocar oscilações na glicemia.8 Episódios frequentes de glicemia alta e baixa podem ser um dos sinais reveladores de menopausa nas mulheres com diabetes tipo 1.

Os picos altos ( hiperglicemia ou hipers) e baixos ( hipoglicemia ou hipos) também podem assemelhar-se aos sintomas da menopausa.8 Por exemplo, tanto as hipers como a menopausa podem causar fadiga e tanto as hipos como a menopausa podem causar tonturas e alterações de humor.8

A única forma de saber a diferença é monitorizar a glicemia com maior frequência.8 Ajustar a administração de insulina em conformidade também pode ajudar.8 Por último, a terapia de substituição hormonal pode ajudar com os sintomas da menopausa, como a secura vaginal, por isso, fale sobre esta opção com a sua equipa de cuidados de saúde.7,8 

SOPQ e diabetes

A síndrome dos ovários poliquísticos (SOPQ) ocorre quando os níveis de androgénios (um grupo de hormonas sexuais) são demasiado elevados.2,9 Isto tem vários efeitos no organismo, incluindo resistência à insulina e níveis elevados de glicemia.9 Assim, as mulheres com SOPQ correm um maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 .2,9 

Se tiver resistência à insulina , as células beta produtoras de insulina têm de trabalhar mais para libertar mais insulina na corrente sanguínea e estabilizar a glicemia.9 Com o tempo, isto leva a hiperglicemia e a oscilações da glicemia.9

A obesidade ou o excesso de peso também podem aumentar o risco de diabetes se tiver SOPQ.9 Seguir uma dieta equilibrada e praticar exercício regularmente pode diminuir a probabilidade de desenvolver a doença.9 Se tiver SOPQ, fale com o seu profissional de saúde sobre o seu risco de diabetes, pois este pode ajudá-lo a orientar a sua estratégia de prevenção.9

Diabetes gestacional

A diabetes gestacional é uma condição que causa resistência à insulina e o aumento da glicemia durante a gravidez.10 

Embora a condição em si seja temporária, torna mais provável a ocorrência de complicações na gravidez, além de aumentar o risco de diabetes e obesidade para a mãe e de aumentar o peso à nascença para o bebé.10 Na realidade, a diabetes gestacional é um dos mais fortes preditores de diabetes tipo 2 no futuro.2 

Felizmente, as complicações podem ser evitadas e, normalmente, a diabetes gestacional pode ser gerida com mudanças simples no estilo de vida, como a dieta e o exercício físico.10

Os sintomas da diabetes nas mulheres podem ser ligeiramente diferentes dos sintomas nos homens. As mulheres com diabetes enfrentam desafios únicos, como a menstruação, a gravidez e a menopausa, que exigem uma abordagem personalizada. 

Fale com a sua equipa de cuidados de saúde se tiver sintomas de diabetes ou se tiver diabetes e sentir dificuldade em manter a sua glicemia dentro dos limites. Com os cuidados adequados, as mulheres podem gerir a sua doença, melhorar o seu bem-estar e evitar complicações.

Sources

  1. IDF. IDF Diabetes Atlas, 10th edition (2021). Acedido a 30 setembro 2024. Disponível em: https://diabetesatlas.org/idfawp/resource-files/2021/07/IDF_Atlas_10th_Edition_2021.pdf
  2. Kautzky-Willer A, Leutner M, Harreiter J. Sex differences in type 2 diabetes [published correction appears in Diabetologia. 2023;66(6):1165. doi: 10.1007/s00125-023-05913-8]. Diabetologia. 2023;66(6):986–1002. https://doi.org/10.1007/s00125-023-05891-x
  3. CDC. Diabetes and women. Acedido a 30 setembro 2024. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/risk-factors/diabetes-and-women-1.html
  4. IDF. The fight for gender equality: the burden faced by women living with diabetes. Acedido a 30 setembro 2024. Disponível em: https://idf.org/europe/news/the-fight-for-gender-equality-the-burden-faced-by-women-living-with-diabetes
  5. CDC. Symptoms of diabetes. Acedido a 30 setembro 2024. Disponível em: https://www.cdc.gov/diabetes/signs-symptoms/index.html
  6. JDRF. Menstruation and type 1 diabetes. Acedido a 30 setembro 2024. Disponível em: ttps://jdrf.ca/life-with-t1d/menstruation-and-type-1-diabetes/
  7. Hillson R. Diabetes, menstruation, and the uterus. Practical Diabetes. 2015;32(8):323–324. https://doi.org/10.1002/pdi.1981
  8. JDRF. Type 1 diabetes and women’s health: periods and menopause. Acedido a 30 setembro 2024. Disponível em: https://jdrf.org.au/type-1-diabetes-periods-menopause/
  9. Livadas S, Anagnostis P, Bosdou JK, et al. Polycystic ovary syndrome and type 2 diabetes mellitus: a state-of-the-art review. World J Diabetes. 2022;13(1):5–26. https://doi.org/10.4239/wjd.v13.i1.5
  10. Rasmussen L, Poulsen CW, Kampmann U, et al. Diet and healthy lifestyle in the management of gestational diabetes mellitus. Nutrients. 2020;12(10):3050. https://doi.org/10.3390/nu12103050
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Dia Mundial da Diabetes 2025

Celebramos o Dia Mundial da Diabetes 2025 destacando a resiliência e a força de vontade que define as pessoas que vivem com diabetes. 

 

A diabetes não desiste. Eu também não. #IWontQuit

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Para as pessoas que vivem com diabetes, o dia a dia muitas vezes significa gerir uma condição constante que afeta muitos aspetos das suas rotinas. No entanto, as pessoas com diabetes não desistem. Persistem, fazendo escolhas que lhes permitem viver plenamente. 

No MakingDiabetesEasier, o nosso objetivo é partilhar informação e histórias que ajudem pessoas a gerir o seu dia a dia. Reunimos as informações, recursos, histórias e dicas mais relevantes para ajudar a viver uma vida plena. 

A experiência de cada pessoa é única e as histórias que partilhamos refletem diferentes modos de viver.

Descubra como, com determinação e apoio, é possível manter-se ativamente envolvido na gestão da sua diabetes.

 

Acordar

Antes do nascer do sol, a rotina começa - verificações, decisões, coragem.

No #MakingDiabetesEasier, honramos as manhãs que nos mantêm em movimento.

#WDD2025 #IWontQuit  

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Caminhadas

Algumas caminhadas são medidas em metros; outras em coragem. 

No #MakingDiabetesEasier, celebramos cada passo em frente, desde o autocuidado até ao assumir o controlo.

#WDD2025 #IWontQuit  

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Yoga

O equilíbrio reside na força interior. A diabetes é uma realidade, mas a Laura mostra que a força e a calma são a chave para se manter empenhada na gestão da sua diabetes.

#WDD2025 #IWontQuit

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Encontro romântico

A celebração vem em primeiro lugar, e viver a vida ao máximo faz parte do plano.

No #MakingDiabetesEasier, celebramos o facto da diabetes não impedir jantares, encontros românticos, ou diversão. 

#WDD2025 #IWontQuit 

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Partilhe a sua determinação

A determinação é a atitude que define as pessoas que vivem com diabetes; uma capacidade impressionante de manter o controlo quando as coisas se tornam difíceis. 

Junte-se à nossa campanha e faça os seus entes queridos sorrir, partilhando estes vídeos com as hashtags #MakingDiabetesEasier #WDD2025 #IWontQuit, ou criando a sua própria mensagem, foto ou vídeo que represente a sua determinação em não desistir.

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O que é o Making Diabetes Easier?

O Making Diabetes Easier é uma marca comum ao grupo Air Liquide Healthcare. A VitalAire engloba a atividade da diabetes em Portugal, tendo assim como objetivo facilitar e ajudar no cuidado da diabetes